Nioh 3 Review: Três em Três

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A Team Ninja regressa ao universo Nioh depois de um desvio estratégico com Rise of the Ronin para comprovar que ainda é uma das produtoras mais emblemáticas do género soulslike.

Enquanto o género soulslike evolui e procura um caminho que o leve além da experiência que a FromSoftware popularizou há quase vinte anos, já é possível identificar algumas novas abordagens interessantes. A barra de stamina está a ser constantemente reanalisada, ora descartada ou então relegada quase exclusivamente para o combate – livrando os jogadores das corridas em modo “pára-arranca” que prejudicavam progressivamente a exploração das zonas mais expansiva –, mas a grande aposta parece ser o mundo aberto. Um mapa extenso, onde níveis tradicionais colidem com mapas repletos de conteúdos adicionais e caminhos alternativos, mas a experiência soulslike mantém-se intacta. Depois de Elden Ring e nomes como Shattered – Tale of the Forgotten King no campo independente, mais títulos parecem abraçar o desafio de adaptar a fórmula soulslike ao modelo mundo aberto e Nioh 3 é o mais recente exemplo desta crescente aposta.

A Team Ninja regressa à série Nioh com uma sequela de peso, que não só funciona como um jogo em mundo aberto – ainda que assombrado pelos problemas do costume, como a repetição de missões e objetivos secundários –, mas também como uma expansão das mecânicas e sistemas que marcaram os jogos anteriores. Nioh 3 é um dos jogos mais completos e apetrechados de conteúdo do género, com duas novas classes – samurai e ninja -, cada uma com o seu leque de armas, equipamentos e habilidades únicas; árvore de habilidades para cada tipo de arma; novas técnicas que podemos ser equipadas em combinações de ataques, que dependem também da postura da arma; novos NPC; missões secundárias; mini bosses; novos colecionáveis; um loot quase interminável; e, claro, um mapa mais extenso, dividido por zonas, que transporta a série para um novo registo, longe da estrutura mission based dos títulos anteriores.

Depois de Rise of the Ronin e de Wo Long: Fallen Dynasty, Nioh 3 é o verdadeiro passo em frente que a Team Ninja procurava e é bom ver como a produtora continua a ser um dos grandes casos de sucesso no género soulslike.

reviews 2021 recomendado

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Koei Tecmo Games

João Canelo
João Canelo
Crítico de videojogos, Guionista, Professor e o responsável pelo melhor mortal nas aulas de Educação Física em 2002. Um aficionado por jogos peculiares.
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