Moey!. Já chegou o primeiro banco 100% mobile

por Alexandre Lopes

Foi no passado mês de junho que noticiámos o facto de estar para chegar o primeiro banco português 100% mobile, de seu nome moey!. Pois bem, esta solução da Grupo Crédito Agrícola já está disponível, estando a aceitar clientes desde a passada terça-feira, 6 de agosto.

O Moey! é uma espécie de Revolut português?

Bom, mais ou menos, até porque não tem uma série de características que encontramos naquela fintech. Mas centremo-nos nas características deste Moey!.

O moey! é a 1ª solução bancária digital, mobile-only e totalmente portuguesa, tendo sido criada em parceria com empresas como a Mastercard e Microsoft, mas também com algumas das fintechs mais inovadoras e disruptivas do mundo, como a Meniga ou a MeaWallet.

Esta fintech do Crédito Agrícola dá aos clientes o acesso a uma conta à ordem que, por sua vez, dá acesso a um cartão de débito virtual e um físico. Depois, via app, têm acesso total à conta. E é nesta aplicação que tudo acontece.

Antes de mais, para abrirem conta, necessitam de efetuar uma videochamada com um operador da moey!. A chamada é bastante rápida, pelo que somente necessitam de ter o Cartão de Cidadão convosco. À semelhança do que acontece com outros bancos totalmente digitais, terão de fotografar a frente e verso do vosso CC. Depois, o operador que vos atender irá colocar uma série de questões rápidas. Terminado este processo, só têm de seguir as informações disponíveis na app e começar a utilizar a vossa nova conta bancária.

Esta solução 100% mobile não tem comissões de adesão ou manutenção. Aliás, o próprio cartão de débito físico que podem encomendar para a vossa morada é totalmente gratuito, seja este ano ou nos seguintes. E podem adicionar esse cartão à vossa aplicação MB WAY.



Já na app, a experiência está dividida em cinco abas

  • My moey! – Aqui é onde podem consultar a atividade recente e os últimos movimentos da conta, identificados por categoria. Podem adicionar fotos e imagens às transações, bem como adicionar notas. Também aqui é possível dividir contas com amigos, bem como enviar dinheiro para grupos. Basicamente, o My moey! é o centro das operações.
  • Stats – Serve para controlar os nossos gastos. Aqui, é possível perceber onde é que andamos a gastar mais dinheiro, sendo fácil aceder ao histórico de despesas, uma vez que estas estão agrupadas por categoria e subcategoria.
  • In & Out – Aqui podemos enviar ou pedir dinheiro aos nossos contactos, efetuar pagamentos (serviços, estado ou carregamento de telemóvel), dividir contas, levantar dinheiro no multibanco sem cartão (há integração direta com o MB Way) ou depositar euros na nossa conta, algo possível via transferência IBAN ou através de cartão de crédito ou débito. Podemos ainda definir pagamentos recorrentes, bem como editar ou cancelar débitos diretos
  • Goals – Lembram-se de quando recebíamos dinheiro dos nossos avós e guardava-mos para comprar alguma coisa? Aqui, a moey! permite definir um plano que nos permite colocar de lado diariamente/semanalmente/mensalmente um determinado valor para algo que queiramos adquirir. É também possível arredondar as nossas compras.
  • Definições – Por último, é nesta aba onde podem ativar ou desativar o vosso cartão, definir controlos de segurança, ter acesso aos dados da conta, entre outros.

Portanto, é tudo feito com recurso à app.

Mas existem custos associados à moey!?

Sim, mas a maioria dos utilizadores não deverá ter quaisquer custos. Segundo o preçário, caso queiram fazer um levantamento de numerário no estrangeiro, terão de pagar 2,50€ mais 5% do valor levantado em taxas. O mesmo acontece para compras, se bem que aqui a taxa é mais reduzida, sendo somente de 2,7%.

No entanto, para que paguem estes valores, é necessário que essas transações sejam efetuadas fora da Zona Euro (Bélgica, Alemanha, Grécia, Espanha, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Áustria, Portugal, Finlândia, Eslovénia, Chipre, Malta, Eslováquia, Estónia, Letónia e Lituânia), fora da União Europeia (República Checa, Dinamarca, Hungria, Polónia, Suécia, Reino Unido, Bulgária, Roménia e Croácia) ou fora do EEE – Espaço Económico Europeu (Islândia, Noruega e Liechtenstein), bem como fora do Estado da Cidade do Vaticano e do Principado de Andorra.

Ou seja, se os vossos levantamentos e compras forem efetuados nos locais acima citados, não há custos. Fora deles, sim. Pode-se levantar 400€ por dia no Multibanco, sendo que o limite máximo por levantamento é de 200€.



Além disso, podem ter de pagar uma taxa de 0,50€ cêntimos por cada transferência direta. Mas para isso acontecer necessitam de já ter efetuado 40 transferências nesse mesmo mês.

Tirando estes detalhes, não conseguimos encontrar mais custos associados ao moey!.

Claro, não se pode considerar este banco como um “Revolut português”, pelo menos para já. Aqui não há possibilidade de compra/venda de criptomoeda, não há qualquer informação referente a moeda estrangeira e não se conhecem ao certo as taxas de câmbio. Imaginemos que vão para um país onde não se usam euros, como por exemplo o Reino Unido. Sabe-se que, por exemplo, utilizando o Revolut, conseguimos poupar dinheiro ao pagar diretamente com o cartão ao invés de um meio mais tradicional, devido à quase inexistência de taxas de câmbio. Com o moey! não sabemos quais os valores aplicados.

Em todo o caso, há que dar o benefício da dúvida e esperar que este banco disponibilize mais funcionalidades em breve. Surgiu-nos foi outra questão: será que os clientes, se tiverem algum problema, poderão resolvê-lo numa agência da Caixa Agrícola?

Pelo que percebemos, também não há nenhuma oferta de adesão ao moey!, ao contrário do que vai acontecendo com outras soluções digitais.

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