Metro de Lisboa. Expansão da linha vermelha deverá trazer mais 11 milhões de passageiros só no primeiro ano

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A expetativa é que esta extensão da linha Vermelha esteja em concurso no ano de 2022 e que seja uma realidade em 2025/2026.

O Metropolitano de Lisboa (ML) concluiu a fase de Estudo Prévio do Prolongamento da Linha Vermelha entre a estação São Sebastião e a estação Alcântara para efeitos da Avaliação de Impacte Ambiental e submeteu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no passado dia 27 de dezembro, o Processo de Licenciamento Ambiental relativo a esse estudo.

“O prolongamento da Linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara deverá iniciar-se a partir da zona já construída, localizada após a estação São Sebastião, através de um troço em túnel construído junto ao Palácio da Justiça e terá uma extensão total de cerca de 4 km, incluindo cerca de 380 metros em viaduto. Ao longo do traçado de túnel de via dupla prevê-se a construção de três novas estações subterrâneas (Amoreiras, Campo de Ourique e Infante Santo) e uma estação à superfície (Alcântara)”, refere a entidade em comunicado.

Começando pela estação de Amoreiras, “terá a sua localização ao longo da Rua Conselheiro Fernando Sousa, próximo do cruzamento desta com a Av. Engenheiro Duarte Pacheco. Prevê-se a sua construção a céu aberto, por método C&C (cut and cover) e terá uma profundidade de 18,5 metros”.

Já a “estação Campo de Ourique ficará localiza sob o Jardim Teófilo Braga/Jardim da Parada, no bairro de Campo de Ourique. Esta estação representa um grande desafio do ponto de vista construtivo, considerando a malha urbana apertada, com arruamentos com uma única faixa de circulação por via e com falta de alternativas de estacionamento. A estação terá uma profundidade de 31 metros e três pontos de acesso”.

Quanto à estação Infante Santo, “ficará localizada entre a Av. Infante Santo e a Calçada das Necessidades, em terreno municipal não edificado e desimpedido de qualquer construção. Prevê-se a escavação do túnel pela aplicação do método NATM e recurso a um poço de ataque vertical alinhado no seu eixo. A estação terá uma profundidade de 29,5 metros e dois acessos”.

Por último, a “estação Alcântara ficará localizada do lado poente da Praça General Domingos de Oliveira, na Via de Acesso à Ponte 25 de Abril. Terá como limites a Rua da Quinta do Jacinto a Norte, a Calçada da Tapada e a Rua de Alcântara a Sul e a Praça General Domingos de Oliveira a Nascente”.

A implantação da estação encontra-se não só fixada pelos limites construídos acima referidos, bem como pelas reservas futuras, nomeadamente, o túnel ferroviário do IP (integração da Linha de Cascais na Linha de Cintura), a nova rotunda de Alcântara (prevista no Plano de Urbanização de Alcântara) e todas as condicionantes técnicas dos traçados viários e ferroviários. O novo Viaduto atravessará o vale de Alcântara, entre o Baluarte do Livramento e a estação Alcântara, e será implantado de modo a não contrariar as condições existentes nem a versatilidade de evoluções futuras desse local.

Os estudos realizados indicam que a procura diária captada nas quatro estações que integram este prolongamento corresponderá a um acréscimo no primeiro ano após a entrada em exploração de 11 milhões de passageiros (4,7%) em toda a rede. Além disso, esta extensão da linha Vermelha vai conseguir retirar da circulação diária de Lisboa 3,7 mil viaturas individuais, o que significa menos 6,2 mil toneladas de CO2 no primeiro ano de operação.

O prolongamento da linha Vermelha está enquadrado no Plano de Recuperação e Resiliência 2021-2026 com um financiamento no montante global de 304.000.000,00€ (trezentos e quatro milhões de euros). A expetativa é que esta extensão da linha Vermelha esteja em concurso no ano de 2022 e que seja uma realidade em 2025/2026.

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