O serviço pago do WhatsApp desbloqueia temas, ícones e possibilidade de fixar até 20 conversas, mas mantém intacta a experiência principal da aplicação.
A Meta deu inicio aos testes de uma nova subscrição chamada WhatsApp Plus, uma proposta que acrescenta, sobretudo, opções de personalização e pequenas melhorias de organização dentro da popular aplicação de mensagens. O teste é, para já, limitado e ainda não representa nenhuma mudança estrutural no modelo atual do WhatsApp, mas revela que a Meta está à procura de novas formas de gerar receita sem alterar o funcionamento essencial do serviço.
O objetivo da subscrição WhatsApp Plus não passa por transformar a aplicação num produto premium, nem inclui a remoção de anúncios no separador Estado. As novidades concentram‑se na personalização com temas, ícones, toques e listas personalizadas, enquanto a melhoria funcional mais relevante é a possibilidade de fixar até 20 conversas, em contraste com o limite de três na versão gratuita (a atual, que todos os utilizadores têm acesso).
Em declarações ao TechCrunch, a Meta afirma que se encontra atualmente a recolher feedback dos utilizadores e, embora não o refira ou confirme, outras informações avançadas pelo WABetaInfo apontam para um preço experimental de 2,49€ por mês na Europa, com um mês de teste gratuito.
O teste surge numa fase em que o WhatsApp já representa uma fatia crescente das receitas da Meta. No quarto trimestre de 2025, o conjunto de aplicações da empresa registou um aumento de 54% nas receitas, impulsionado sobretudo pelas mensagens pagas no WhatsApp. A Meta revelou ainda que o serviço ultrapassou os 2 mil milhões de dólares em receita anual, o que indica que o WhatsApp Plus pretende complementar, e não substituir, o modelo de monetização já existente.
