MEO Marés Vivas 2018 | O público mais elogiado de sempre!

“Ali/Dissemos que era amor para a vida toda”.

Estas foram as palavras mais entoadas por Carolina Deslandes que abriu o palco principal no segundo dia do MEO Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia.

A sua estreia no festival não poderia ter corrido melhor, encantando o público que, já pelas 20h, se aglomerava afincadamente para acompanhar os êxitos da cantora. Muitos trocaram o sábado de praia pela companhia da intérprete, que não deixou de fora temas como “A Vida Toda”, “Avião de Papel” ou até “Não é Verdade”.

Carolina embalou os festivaleiros, chegando mesmo a emocionar-se com o ambiente que o público nortenho transmitia. “Vocês não existem!”, repetia constantemente a cantora.

De certo modo, o ambiente era “mágico”. Com o céu pintado de laranja e dourado à medida que a noite se aproximava, várias pessoas descontraíam no chão do novo recinto, enquanto outras aventuravam-se nas filas dos brindes e da comida (que diga-se de passagem, eram intermináveis).

Enquanto se aguardava a chegada da próxima banda, o Palco Santa Casa era paragem obrigatória. De lá ecoavam sons familiares de Alanis Morisette ou Moloko, interpretados por VIA e Tiago Nacarato, que contagiaram o público com uma energia única.

Às 21h30 em ponto, a banda portuguesa Black Mamba seduziu o palco principal com os ritmos quentes do soul, que fizeram a delícia de todos, mesmo daqueles que ainda estavam nas tão afamadas filas para jantar.

Ora em português, ora em inglês, o vocalista e guitarrista da banda, Pedro Tatanka, voltava a elogiar o público que entoava em uníssono temas como “It Ain’t You”, “Sweet Lies” ou “Under Your Skin”.

Com os Black Mamba de saída, a equipa das manhãs da Rádio Comercial (Nuno, Vasco e Vera) invadiu o palco e proporcionou alguns momentos únicos de comédia, entoando o já famoso “hino” do festival, escrito por Vasco Palmeirim.

Deu tempo para surpreender um dos elementos da equipa que estava de parabéns: Nuno Markl completava 47 primaveras naquela noite. Com os olhos vendados, o humorista foi levado para uma grua, que o elevou acima do mar de gente que estava no recinto, onde entoaram os parabéns numa animação só!

Por esta altura o vento ficava mais forte e já era preciso cobrir o olhar por causa da poeira. Mas nem isso demoveu os festivaleiros de uma das grandes atrações do dia: Kodaline.

O grupo irlandês, formado em 2005, certamente ajudou a que o 2º dia do festival tivesse lotação esgotada. Podiam-se ver cartazes e camisolas por entre os, ou melhor “as”, fãs.

Numa noite em que o público nortenho já tinha mostrado a sua “garra”, os Kodaline não podiam esperar menos.
Tema após tema, o vocalista Steve Garrigan rasgava-se em elogios ao público português, agradecendo constantemente e elogiando a energia dos fãs.

“Love Like This” abriu as hostilidades e “Brand New Day” e “Ready” continuaram o alinhamento da noite. Com a plateia ao rubro, Steve Garrigan recolheu uma bandeira portuguesa das mãos de uma fã, mostrando-a em palco onde se podia ler “Kodaline” escrito à mão.

Ainda antes de entoar o tema “The One”, a banda presenteou os presentes com jatos de fogo no palco e explosões de confettis, que inundaram o céu com brilhantes papéis dourados, criando um espetáculo emocionante.

“The One” foi um dos sucessos da noite, entoado por milhares contra o vento que teimava em não abrandar. Os Kodaline aqueceram a noite, deixando um cheirinho a romance e felicidade no ar.

Para fechar a noite, esperava-nos David Guetta – um já ‘habitué’ em terras lusas. O DJ francês encerrou o festival com um espectáculo luminotécnico, com que já habituou os fãs, e transformou o recinto da antiga Seca do Bacalhau na discoteca com a melhor vista do mundo.

Foi, sem dúvida, um dia de “apostas ganhas” por parte da organização, com artistas para todos os gostos que levaram o ambiente do MEO Marés Vivas ao rubro!

Texto: Ana Cláudia

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