MEO Marés Vivas 2019: Sting e Morcheeba – O melhor dos clássicos

O festival MEO Marés Vivas terminou recentemente a sua 13ª edição, a segunda depois da sua mudança para a Antiga Seca do Bacalhau, em Gaia (esteve 10 anos na Praia do Cabedelo).

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Uma das novidades este ano foi a alteração da disposição dos palcos. Colocando o palco principal no lado oposto ao do ano passado, a organização tinha como objetivo tornar o recinto mais “aberto”, na tentativa de superar a elevada afluência que o festival tem tido de ano para ano. E não nos podemos esquecer que é um evento que se realiza ao mesmo tempo que o Super Bock Super Rock.

Na verdade, o festival viu a sua zona de alimentação crescer, com mais oferta e variedade, evitando algumas filas para jantar, um ponto criticado por algumas pessoas o ano passado.

Quanto ao palco, embora se percebesse a ideia, talvez esta não tenha sido a melhor alteração no recinto. Árvores no meio, espaço mais apertado e com nenhuma inclinação para o palco. Ver os concertos acabou por não ser fácil em relação ao ano passado.

Ainda assim, o último dia do MEO Marés Vivas albergou cerca de 30 mil pessoas, que começaram por ver Tiago Nacarato a atuar. O músico português inaugurou o palco, tocando algumas músicas conhecidas do público, como “Só Me Apetece Dançar”, “A Dança” e “Onde Anda Você”.

Logo de seguida, com uma pontualidade britânica (eram 20h40 certinhas!), pisou o palco a banda eletrónica inglesa, Morcheeba.

Mesmo abordando temas mais conhecidos do grande público, como “Rome Wasn’t Built in a Day” ou “Otherwise”, os Morcheeba provaram a muitos que são mais do que uma “one hit band” dos anos 90.

“Friction”, “Never an Easy Way”, “The Sea” ou “Summertime” também ecoaram no espaço, enquanto o pôr-do-sol sobre o rio Douro fazia as maravilhas de quem lá se encontrava.

A vocalista, Skye Edwards, puxava pelo público, e este aderia sem hesitar, com palmas e acompanhando a “boa vibe” do espetáculo.

A banda fez ainda um breve tributo a David Bowie, com a interpretação da música “Let’s Dance”, com total aderência da plateia, como seria esperado.

An English Man in Gaia

“O homem está aí para as curvas. Respect, Sting!”. Um comentário ouvido no final da noite, por entre a multidão, que melhor resume a atuação do músico inglês. Na verdade, outros “clichés” podem ser usados, pois Sting está como o vinho do Porto, e, por momentos, custa a crer que o artista tem quase 70 anos!

Com uma energia contagiante, Sting não perdeu o jeito e a “genica”. O músico foi incansável em palco, tocando cada êxito quase sem parar.

A primeira música que ecoou no recinto da Antiga Seca do Bacalhau foi “Message in a Bottle”, um clássico dos Police, banda à qual o britânico deu voz durante anos e anos. A letra parecia sair automaticamente da nossa boca, acompanhando cada verso da música. Ainda Sting só tinha cantado um música e já se previa que a noite prometia!

“Miúdos e graúdos” pareciam saber de cor todos os temas, mergulhando numa noite eletrizante onde Sting foi “rei”.

O músico abriu em grande e não abrandou, continuando com todos os seus êxitos, como “If I Ever Lose My Faith in You”, “Englishman in New York” e “If You Love Somebody Set The Free”.

A interação com os fãs era constante e feita através das suas atuações, pois cada vez que o músico pedia para repetirem um som ou uma palavra, a plateia respondia sem hesitar, em alto e bom som, cheia de entusiasmo e energia.

Outras músicas como “Desert Rose” tiveram grande ovação, com Sting a dar espaço no palco aos elementos da sua banda e coro.

O músico, que atuara na 11ª edição do MEO Marés Vivas, em 2017, demonstrou também o seu conhecimento da língua portuguesa, começando o espectáculo com um cumprimento ao público de Gaia: “Olá Porto. É bom estar aqui com vocês”, e terminando com o clássico “Obrigado”.

Na semana antes do seu concerto no MEO Marés Vivas, o músico cancelou alguns concertos por motivos de saúde, levando a que alguns dos seus fãs ficassem preocupados, até mesmo com a sua vinda a Portugal. No entanto, com esta atuação, Sting demonstrou que está melhor que nunca – está aqui para as curvas!

A noite parecia perfeita após o espetáculo de arromba do intérprete britânico, mas ainda nos esperavam os portugueses HMB, que entraram em palco pelas 00h10, para delícia da restante plateia, encerrando a 13ª edição do festival com chave de ouro.

Texto: Ana Cláudia

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