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James no Porto – Relação duradoura, concerto duradouro

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Depois de esgotar os coliseus do Porto e Lisboa em abril, a banda originária de Manchester James teve a sua segunda aparição do presente ano na cidade Invicta num concerto ao ar livre no tão agradável e revitalizado Parque da Pasteleira.

Foi na passada sexta-feira, 13 de setembro, que os britânicos subiram a mais um palco em território nacional. Os James, que contam com uma carreira de mais de 30 anos e mais de 25 milhões de discos vendidos em todo o mundo, têm uma belíssima e longa relação com o público português. Afinal de contas, já passaram 27 anos desde o primeiro espetáculo dos ingleses em Portugal. E isso percebe-se bem pela prevalência de um público “mais de 40 anos” (assim mesmo, como o vinho do Porto), apesar de haver diferentes faixas etárias.

Mas o que realmente trouxe os James novamente ao Porto? A digressão do seu último e 15º álbum Living in Extraordinary Times, lançado em 2018.

A noite estava agradável, o ambiente era bom e animado e previa-se mais um excelente concerto da turma liderada por Tim Booth, como sempre com máxima dedicação e boa disposição.

A hora marcada para o início do concerto apontava para as 22h, mas foi só meia hora depois que os músicos irromperam em palco debaixo de uma chuva efusiva de aplausos. E antes que houvesse música, eis que surgiram as primeiras palavras vindas de Saul Davies, em tom de motivação e em bom português (um pouco enferrujado vá, mas percetível): “Esta noite este parque é nosso! Vamos foder o resto…”.

Surgia então, a todo o gás, a primeira do extenso alinhamento que iria marcar a noite, “Oh My Heart”, do álbum “Hey Ma (eDeluxe), lançado em 2008. O som não era perfeito, sobrepunha-se em demasia à voz de Tim Booth, mas, aos poucos, foi sendo corrigido.

Os James apresentaram uma setlist que passou um pouco por toda a sua vasta discografia, desde os temas mais clássicos aos temas mais recentes. “Sit Down”e “Tomorrow” tocaram seguidinhas ainda o concerto era uma criança, para gáudio de todos os presentes. Do álbum Living in Extraordinary Times, surgiram temas como “Picture of This Place”, “Leviathan” e “Many Faces”.

Foi, aliás, neste último que surgiu um dos momentos altos da noite com vários fãs, que se encontravam bem à frente do palco, e que, a convite de Tim, subiram para entoarem “There’s only one/ Human race/ Many faces / Everybody belongs here…”. Uma pequena manifestação de protesto referente ao Brexit.

O espetáculo aproximava-se do final e, no encore, viajámos bem para o começo desta mítica banda britânica, com o tema “Stutter” . Seguiu-se “Sound”, do álbum Seven, datado de 1992. A trompete de Andy Diagram aparecia a espaços, ao passo que Tim Booth servia-se de um megafone (como é habitual nesta canção) para dar ênfase à sua mensagem. “Sometimes” não podia faltar neste alinhamento de luxo, mas foi “Come Home” o tema escolhido para encerrar a noite.

Foram duas horas e meia de espetáculo e ninguém pareceu ralado com isso. Os James nunca desiludem e ficámos sempre com a sensação de querer já o próximo concerto. Well done James, well done!

Fotos de: Telmo Pinto

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