Investidores privados querem criar um novo aeroporto na região de Santarém

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Ao que consta, o investimento será inferior a mil milhões de euros. Porém, o projeto só poderá avançar com o apoio do estado.

Tanto se tem falado do novo Aeroporto de Lisboa, com rumores a referirem localizações como Alcochete, Montijo, Beja, Tancos ou a própria expansão do Aeroporto Humberto Delgado. Mas nunca passa disso mesmo: rumores. Os Governos mudam, mas este é um assunto que nunca fica resolvido, infelizmente.

Todos estarão relembrados da polémica recente, em que, após o Ministério das Infraestruturas e Habitação, gabinete do ministro Pedro Nuno Santos, ter anunciado a construção de dois aeroportos, o Primeiro-Ministro foi rápido a revogar o despacho, uma vez que a solução tem de ser negociada e consensualizada com a oposição, em particular com o principal partido da oposição – o PSD – e, em circunstância alguma, sem a devida informação prévia ao senhor Presidente da República.

Ora, mas mesmo quando a localização do novo aeroporto for definitiva, a construção ainda demorará, pelo menos, um ano a arrancar. Tudo porque será necessário haver uma nova Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) para avaliar os projetos do ponto de vista ambiental, económico e social. Sem essa AAE, a construção do novo Aeroporto de Lisboa poderá sair mais cara devido a novos processos em tribunal. Não nos podemos esquecer que há associações, como a ZERO, que são bastante críticas no que toca a questões ambientais.

Essa avaliação estratégica pode até demorar mais que um ano, isto se o Governo optar por abrir um concurso público para escolher a entidade responsável pelo processo.

Agora vem a novidade. E se o novo aeroporto do país não for nem em Alcochete, Montijo ou Beja, mas sim em Santarém? É pelo menos essa a ideia de um grupo de investidores que, há cerca de três anos, tem vindo a estudar a hipótese de se avançar com uma infraestrutura regional no Ribatejo.

De acordo com o Expresso (acesso pago), que teve acesso ao documento de apresentação da proposta, trata-se de um projeto que não necessita de investimento público, uma vez que serão as taxas aeroportuárias em curso a financiar a obra.

O grupo de investidores é feito de capital nacional e estrangeiro, e há um grande grupo português inserido neste projeto, embora não se saiba qual.

Em todo o caso, este aeroporto somente poderá avançar com o apoio do Estado, uma vez que estará envolvido no processo de licenciamento aeroportuário.

Caso a obra avance, os promotores acreditam que não necessitarão de aprovação por parte da ANA para nada, uma vez que a região de Santarém fica fora da área de interesse da concessionária. Neste caso, começam a ser contabilizados 75 quilómetros a partir das infraestruturas que aquela empresa controla.

A nível ambiental, a proposta indica que não existirão problemas e que o aeroporto nem deverá perturbar os locais, uma vez que a densidade populacional é pouca.

De acordo com a SIC Notícias, e a acontecer, este futuro aeroporto ficará localizado junto à área de serviço de Santarém, na A1, a cerca de 80 quilómetros de Lisboa, entre as freguesias de São Vicente do Paul e Casével.

O primeiro-ministro António Costa, bem como Luís Montenegro, presidente do PSD, já terão recebido esta proposta, assim como as câmaras da comunidade intermunicipal da Lezíria do Tejo.

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