Novo terminal logístico na Guarda permite ao Porto de Leixões expandir operações para o Interior, com linhas ferroviárias preparadas para comboios de mercadorias até 750 metros.
O Governo inaugurou o Porto Seco da Guarda, uma nova infraestrutura logística que prolonga fisicamente a área de influência do Porto de Leixões até ao interior do país. O projeto, promovido pela APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, representa um investimento superior a quatro milhões de euros e pretende criar uma extensão logística interior do porto de Leixões, reforçando a capacidade de movimentação de mercadorias na região Centro e a ligação ao mercado ibérico.
A principal função do Porto Seco da Guarda é deslocalizar para o interior algumas operações que, de outra forma, teriam de se concentrar junto ao cais de Leixões. O porto encontra-se rodeado pela malha urbana dos concelhos de Matosinhos, Porto e Maia, o que dificulta qualquer expansão significativa das suas instalações. Com esta solução, a Guarda passa a funcionar como um ponto de concentração e distribuição de carga associada a Leixões, sem que isso implique ocupar mais espaço no perímetro portuário.
O novo equipamento aposta na intermodalidade entre o transporte rodoviário e o ferroviário. Esta aposta está prevista no Programa do Governo e enquadra-se também nas metas internacionais de descarbonização, que incentivam a transferência de parte do transporte de mercadorias das estradas para a ferrovia. A infraestrutura reforça ainda o eixo logístico em direção a Vilar Formoso e Espanha e, a partir daí, para o resto da Europa, integrando-se no Corredor Atlântico.
Em termos concretos, o Porto Seco da Guarda dispõe de cerca de 30.000 m2 de área pavimentada. A capacidade prevista é de movimentar 47.040 TEU por ano, a unidade de medida habitualmente utilizada para contentores. As linhas ferroviárias foram preparadas para receber comboios de mercadorias com até 750 metros de comprimento, o que permite operações de carga mais extensas e potencialmente mais eficientes do que as que dependem exclusivamente do transporte rodoviário.
