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Grease – Um regresso cheio de brilhantina

Desde dia 19 de setembro que o Salão Preto e Prata do Casino Estoril acolhe o espetáculo produzido pela Yellow Star Company, Grease – o Musical, uma adaptação portuguesa para teatro da famosa e imortalizada obra cinematográfica Grease – Brilhantina, lançada em 1978 por Jim Jacobs e Warren Casey. Passada na Califórnia no final dos anos 50, Grease conta, de forma aligeirada e humorística, a história de um casal de estudantes, Danny e Sandy, que vivenciam uma intensa paixão de verão, trocando juras de amor. Porém, na altura do regresso às aulas, os dois acabam por experienciar um encontro inesperado – ou será, antes, desencontro?

Uma história de amor típica entre dois adolescentes, que tem como pano de fundo o cenário de Rydell High School e que mostra como as paixões e amizades eram vividas no final dos anos 60, com situações caricatas pejadas de humor e protagonizadas por comportamentos típicos de jovens na flor da idade. Decerto uma experiência revivalista para os elementos do público que viveram nesses anos, ainda que num país e contexto completamente diferentes. Pelo menos é o que diz Paulo Sousa Costa (Encenador desta adapação portuguesa de Grease), quando se refere ao que o seu pai diz: “Lembro-me de, há uns anos, dizer ao meu pai que ele era um sortudo por ter sido um “Greaser”, por ter vivido “aquela época”; lembro-me das histórias que ele contava, sobre a sua juventude, as partidas que faziam uns aos outros, as aventuras com os carros novos e a ginga com as miúdas”. E, apesar de ter nascido 10 anos mais tarde, o próprio encenador afirma que se identificou muito com este conceito porque “ainda sou do tempo em que a rebeldia juvenil tinha charme”.

Já que falamos em encenação, é de destacar todo o cenário pensado ao pormenor para que criasse o efeito desejado de nos transportar para um estado americano nos anos 50, recorrendo a elementos típicos dessa época – incluíndo uma hamburgueria típica americana (“Burger Palace”), os cacifos típicos de highschool americana, a clube de cheelerders, um carro rabo-de-peixe (modelo típico do final dos anos 50/inícios dos anos 60), entre outros.

Também o elenco – composto por Diogo Morgado, Mariana Marques Guedes, Ana Queirós, Beatriz Barosa, Carlota de Bastos Carreira, Catarina Siqueira, Diogo Faria, Diogo Velez, Emanuel Almeida, João A. Guimarães, Joana Oliveira, Jorge Rosa, Luisa Salgueiro, Maria Sampaio, Ricardo Trêpa e Samuel de Albuquerque – está de parabéns pelos seus dotes não só de atores, como também de fantásticos dançarinos e cantores. Para complementar tudo isto, o guarda-roupa foi escolhido, e bem, para ser o mais fiel possível ao filme, e a quase a roçar na caricatura dos estilos mais trendy da altura e à medida da época que representa.

É, ainda, de destacar que, com o desenrolar da história, e num olhar que vai para além das luzes, extravagância e brilhantina, diversos e pertinentes temas sociopolíticos são abordados. Nomeadamente, o conceito de peer pressure, o bullying, as relações sexuais (por vezes, desprotegidas) na adolescência, o tabagismo, entre outros – comportamentos, dirão uns, de risco, dirão outros, normais nestas idades. Afinal, por detrás daquilo que acaba por ser uma comédia musical, houve espaço, e ainda bem, para que estes temas fossem retratados.

Este é um clássico que tem atravessado gerações e apaixonado vários públicos de vários países, mas sobretudo nos EUA, onde mesmo 40 anos depois, continua em cena em inúmeras salas de teatro.

Para uma noite de revivalismo e muito humor insólito, aconselha-se a visualização de Grease – O Musical. Estará em cena até dia 18 de novembro, de quinta-feira a sábado, às 22h, e aos domingos, às 17h. Os preços variam entre os 15€ e os 30€.


 

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