Granvinhos investe 27 milhões de euros na nova Adega do Cedro

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A Adega do Cedro, em Peso da Régua, representa o maior investimento da Granvinhos e integra soluções de automação e produção de energia solar.

O Grupo Granvinhos inaugurou, a 26 de junho, uma nova unidade de vinificação em Peso da Régua, designada Adega do Cedro, num investimento total de 27 milhões de euros, sendo que 19% deste montante foi financiado ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Trata-se do maior investimento realizado pelo grupo até à data, inserido na estratégia de modernização tecnológica e de adaptação às exigências ambientais no setor vitivinícola.

A nova infraestrutura é apresentada pela empresa como um centro de vinificação com elevado grau de incorporação tecnológica, abrangendo todas as fases do processo produtivo. A Granvinhos aponta para ganhos ao nível da qualidade dos vinhos produzidos e para uma melhoria do desempenho ambiental da operação, num contexto de crescente pressão para a redução do impacto ecológico na indústria.

A construção da Adega do Cedro enquadra-se na participação da Granvinhos na Agenda Mobilizadora Vine & Wine Portugal, criada em 2022 no âmbito do PRR. O investimento global associado ascende a 86 milhões de euros e já permitiu o desenvolvimento de mais de quatro dezenas de produtos, serviços e processos focados na eficiência e sustentabilidade. Entre as áreas de intervenção destacam-se o aumento da utilização de energias renováveis, a redução do consumo de água e a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa.

No âmbito deste programa, a Granvinhos, através da subsidiária Vale de S. Martinho, assumiu a responsabilidade pela conceção e construção da nova adega. Do investimento total de 27 milhões de euros, 17,7 milhões foram considerados elegíveis para financiamento, tendo sido atribuído um apoio de 5,3 milhões de euros.

Adega do Cedro

A Adega do Cedro foi concebida para assegurar a vinificação de vinhos do Porto e do Douro, com uma capacidade instalada para processar até 8.000 toneladas de uvas. A matéria-prima é proveniente de cerca de 800 viticultores distribuídos por oito concelhos da Região Demarcada do Douro.

Entre as características técnicas da unidade, destaca-se o elevado nível de automatização e integração dos processos produtivos, com impacto na redução da necessidade de mão de obra e no aumento das condições de segurança. A infraestrutura inclui ainda sistemas de reutilização de águas residuais, permitindo reaproveitar cerca de metade da água utilizada, bem como uma central de produção de energia fotovoltaica. A empresa indica igualmente que os equipamentos instalados contribuem para uma redução até 40% das necessidades energéticas da adega.

Do ponto de vista arquitetónico, o projeto procurou conciliar requisitos industriais com a integração na paisagem do Alto Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial. A conceção é da autoria do arquiteto Alexandre Burmester, tendo sido privilegiada uma abordagem que articula funcionalidade, enquadramento paisagístico e valorização do território.

Foto: Fernando Guerra

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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