Fórmula 1 – Grande Prémio do Mónaco teve mais água em pista que Miami na marina

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A qualificação para o Grande Prémio do Mónaco ditou que seria a Ferrari a começar na linha da frente: Charles Leclerc partiu da pole, seguido de Carlos Sainz, Sergio Pérez e Max Verstappen, mas depressa ficou percebido que o regresso ao Mónaco ia ser diferente. Problemas na rede energética parecem ter ditado o atraso da partida, que acabou por acontecer após novos adiamentos e atrás de safety car devido à quantidade de água no circuito. A corrida, que era para começar às 14 horas (Portugal Continental), começou às 16h05. No fim, subiu mais alto a bandeira do México.

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O Grande Prémio do Mónaco de 2022 quase que me fez ter suores frios quando me lembrei da “festa” que tivemos em Spa no ano de 2021. Quando foram recebidas as notícias do primeiro adiamento, que sei agora que pode ter ocorrido devido a uma falha na rede energética lá para os lados do principado, suei. Tinha noção que as condições podiam não ser as melhores para começar e podia até levar a alguns acidentes que se podiam, muito bem, evitar. No entanto, queria que a corrida começasse. Olho para a TV à espera de uma corrida de Fórmula 1 e a última coisa que queria era mesmo a repetição de Spa em 2021.

A corrida lá começou, atrás de Safety Car, e contou com duas voltas de formação e uma terceira volta atrás do Mercedes-AMG GT 63 S conduzido por Bernd Mayländer, até ser mostrada a bandeira vermelha. O verdadeiro início do Grande Prémio do Mónaco estava novamente “adiado” e assim ficou até às 16h05 (Portugal Continental), quando foi dada luz verde para começar, mais uma vez atrás do Safety Car e sem direito a “it’s lights out and away we go”. Partida lançada no Mónaco em 2022: No meio disto tudo quem ficou contente? Charles Leclerc e Carlos Sainz, que assim pouco tiveram que se preocupar com possíveis ataques dos Red Bull logo na partida.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1530914926193156097?s=20&t=5e3isMyeWnFu_DLzP5-UZQ

Foi um início estranho, onde os Ferrari pareciam ter mais grip que os Red Bull e onde Leclerc, mesmo com o piso molhado, estava a conseguir controlar o seu carro na perfeição e a ganhar vantagem não só sobre o seu colega de equipa, mas também contra os carros nº 1 e nº 11. Na volta 16, o piloto da casa corria com uma vantagem de 5.4s para Carlos Sainz e cerca de 10 segundos para o concorrente direto na luta pelo campeonato do mundo: Max Verstappen.

Numa altura em que grande parte dos pilotos começam a parar para trocar para pneus intermédios, Carlos Sainz toma uma das decisões que viria a mudar o resultado da corrida: o espanhol não quer parar, quer continuar com os pneus de chuva até ser possível trocar para slicks. E assim o fez, ao contrário de Charles Leclerc, que trocou para intermédios tal como Max Verstappen e Sergio Pérez. Os intermédios começavam a ser uma boa escolha, pilotos como Lewis Hamilton e Pierre Gasly estavam a voar enquanto ganhavam tempo aos carros que seguiam à sua frente.

Foi aqui que a Ferrari errou. Aceitou a decisão de Sainz, mas, mesmo assim, chamou Leclerc para trocar para intermédios. O que a equipa italiana deveria ter feito, já que os carros seguiam com algum conforto nas duas primeiras posições, era ter-se comprometido com uma estratégia e usar a mesma para ambos os pilotos. Se tinham posição em pista, então deviam de estar em controlo da situação, e não o contrário. Assim que se optou pelas duas paragens para Charles Leclerc e apenas uma para Carlos Sainz, a construtora deu à Red Bull a faca e o queijo. O resultado? Depois das paragens (para slicks), a Red Bull acertou em cheio na estratégia e Sainz caiu para P2, atrás de Pérez, e Leclerc ficou atrás de Max em P4. Uma pena para o piloto da casa, ainda não foi desta que conseguiu ganhar o seu Grande Prémio… mas pensem positivo, pelo menos chegou ao fim.

Todo o “box box” (…) “fica fora, fica fora” levou-me a 2021, não a Spa, mas até à época terrível que a Ferrari teve no que toca a estratégia e planeamento de cada uma das corridas.

Após a segunda red flag do Grande Prémio do Mónaco, desta vez devido a um acidente protagonizado por Mick Schumacher, onde o Haas do jovem piloto alemão ficou partido em dois, era altura de recomeçar a corrida. Mais uma partida largada devido às condições de pista (a reta só estava seca de um lado, dando vantagem apenas ao pilotos que partissem do lado da linha de trajetória normal) e uma certeza: o Grande Prémio do Mónaco não ia acabar no fim da volta 77 (geralmente são 78, mas uma já tinha sido dada atrás de safety car antes da primeira bandeira vermelha), já que os pilotos tinham pouco mais de 50 minutos para completar mais de 40 voltas.

Com a paragem devido à red flag, quase todos os pilotos aproveitaram para trocar para pneus de composto médio. No top 8, apenas os dois Ferrari decidiram ficar com os pneus de composto duro que já tinham, talvez por pensarem que os C4 poderiam não aguentar até ao fim devido ao elevado nível de degradação que iam sofrer… Talvez fosse a escolha mais acertada, mas com a corrida a durar menos que as normais 78 voltas, os C4 aguentaram até ao fim e, mesmo com a pressão que os pilotos da Ferrari colocaram nos Red Bull até ao fim, a corrida acabou como tinha recomeçado depois do SC:

  • Sergio Pérez
  • Carlos Sainz
  • Max Verstappen
  • Charles Leclerc

A tarde, que podia ter sido de festa para a Ferrari, acabou por fazer subir ao lugar mais alto do Pódio monegasco um novo nome e levou ainda Max Verstappen a aumentar a vantagem que tem em relação a Leclerc na luta pelo campeonato do mundo de pilotos. No entanto, há que destacar a excelente decisão tomada por Carlos Sainz em aguentar os pneus de chuva por mais umas voltas. Não o tivesse feito e podiam estar a olhar para um 1-2 da Red Bull.

No fim, destacar ainda o grande trabalho de George Russell, que continua a ser o único piloto que acabou todas as corridas desta época no top 5 e ainda, mas agora pela negativa, destacar a falta de planeamento da Alpine que, ao pedir a Fernando Alonso para poupar pneus e se preocupar mais em manter a P7 em vez de chegar à P6, acabou por estragar a corrida a quem estava atrás, incluindo a de Esteban Ocon, que acabou por ficar de fora dos pontos devido à penalização de 5 segundos que teve.

A volta mais rápida foi para Sergio Pérez, com 1:24.108, que ganhou também o prémio de piloto do dia depois de se defender dos ataques de Sainz com tudo o que tinha. Só mais uma coisa. Pierre Gasly até pode ter acabado em P12, mas foi, para mim, um dos grandes pilotos do dia. Excelente trabalho ao volante do seu AlphaTauri.

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 10 por pilotos

Posição Piloto Equipa Pontos
1 Max Verstappen Red Bull Racing RBPT 125
2 Charles Leclerc  Ferrari 116
3 Sergio Pérez Red Bull Racing RBPT 110
4 George Russell Mercedes 84
5 Carlos Sainz Ferrari 83
6 Lewis Hamilton Mercedes 50
7 Lando Norris McLaren Mercedes 48
8 Valtteri Bottas Alfa Romeo Ferrari 40
9 Esteban Ocon Alpine Renault 30
10 Kevin Magnussen Haas Ferrari 15

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 5 por equipas

Posição Equipa Pontos
1 Red Bull Racing RBPT 235
2 Ferrari 199
3 Mercedes 134
4 McLaren Mercedes 59
5 Alfa Romeo Ferrari 41

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