Fórmula 1 – Grande Prémio do Canadá de volta e com emoções fortes

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Depois de alguns anos sem acontecer, a edição de 2022 do Grande Prémio do Canadá foi uma para relembrar: 150 corridas para Max Verstappen na sua carreira como piloto de F1, Fernando Alonso na fila da frente para a partida pela primeira vez em 10 anos e um pódio que contou com as três grandes: Red Bull, Ferrari e Mercedes. Durante a corrida tivemos ainda dois Virtual Safety Cars e um Safety Car a sair para a pista o que mudou em muito a estratégia de quase todas as equipas.

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Com um sábado de qualificação que contou com chuva a ordem de partida para o Grande Prémio do Canadá ficou um pouco diferente do normal. Fernando Alonso em P2 depois de um show à chuva, Lewis Hamilton em P4 ou até Kevin Magnussen e Mick Shumacher em P5 e P6, respetivamente. Mas para domingo? Para o Grande Prémio do Canadá? Para esse dia houve sol, muito sol, pelo que só podíamos esperar algumas mudanças na ordem dos carros com pilotos como Charles Leclerc, que partiu de P19 (nova Power Unit), a terem as oportunidades certas para batalhar e chegar a lugares dignos de alguém que quer lutar pelo campeonato do mundo de pilotos.

Alonso tinha dito em entrevistas antes da corrida que estava pronto para combater pela P1 na primeira curva, o espanhol queria liderar a primeira volta do Grande Prémio do Canadá, mas, na verdade, o que outrora fora rei agora, contra o poder dos Red Bull de 2022, apenas conseguiu manter a segunda posição. Uma reação lenta para os padrões da linha da frente levaram-no a desistir da P1 e preocupar-se em defender a P2… algo que também não durou muito, foi logo no decorrer da segunda volta que Carlos Sainz levou o seu Ferrari para P2.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1538583683321536512?s=20&t=fRO8VANRqVRYaT61Ofw8QQ

Poucas voltas tinham decorrido e Pierre Gasly e Vettel já tinham parado para trocar para pneus de composto duro (C3) e Verstappen mostrava o porquê de ser o campeão em título, este ano sem Mercedes para o acompanhar e com Leclerc lá para trás depressa ganhou uma vantagem de mais de 3 segundos em relação ao Ferrari de Sainz. Mais atrás, Hamilton tentou seguir Alonso, mas acabou por deixar fugir o antigo Campeão do Mundo pela Renault (2005 e 2006), protegendo assim a vida dos seus pneus porque ritmo existia, pelo menos desta vez.

Ainda não tínhamos completado 10 voltas e parecia que estávamos de volta ao início do campeonato do mundo de 2022, o Red Bull de Sergio Pérez ficou por ali, à entrada da curva 3 e não mexeu mais. Problemas na transmissão levaram o mexicano, que tentava subir na tabela depois de ter começado em P13, a acabar a sua corrida mais cedo e a deixar todos e quaisquer pontos para a Red Bull nas mãos de Max Verstappen. Com isto aparecia também o primeiro Virtual Safety Car e pilotos como Max, Leclerc ou Hamilton aproveitavam para parar e trocar para os C3 enquanto que outros como eram os casos de Russell, Alonso ou mesmo Carlos Sainz decidiam ficar de fora e alongar aquele que era o seu primeiro stint.

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Hamilton depressa voltou a uma posição no top 5 já que o Alpine de Ocon pouca luta deu ao piloto britânico e Leclerc subia e subia e já estava em P12 (mais tarde viria a ter uma batalha bem interessante com Ocon, onde o piloto francês já deu muito mais luta). Também Bottas estava a conseguir uma boa corrida depois de na qualificação ter ficado em P11, atrás do seu colega de equipa Zhou Guanyu em P10, e estava agora em P7, mas ainda sem ter parado. Provavelmente a tentar a estratégia de uma paragem. E do nada mais uma safety car, desta vez era Mick Shumacher que ficava de fora devido a problemas mecânicos, mais uma fornada de carros a parar para trocar de pneus e mais uma recusa de Alonso, o espanhol continuava em pista, de composto médio com 20 voltas. Há que ter mãozinhas.

Sainz que parou, depressa voltou a passar Alonso já que os pneus médios não davam para muito mais do que aquilo que o piloto da Alpine ia entregando. Pouco tempo depois era Hamilton que subia P3 ao passar Alonso com um ritmo semelhante ao do Ferrari de Sainz, os Mercedes do Canadá estavam numa forma superior quando comparado com as restantes corridas da época. Foi preciso chegar à volta 30 para Alonso trocar de pneus, o espanhol consegue ter um controlo fenomenal sobre o carro, viu-se na qualificação à chuva e viu-se num stint de 30 voltas com pneus de composto médio (C4).

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1538592265983107072?s=20&t=fRO8VANRqVRYaT61Ofw8QQ

Nesta altura Max continuava na liderança, e a manter uma boa distância de Sainz. Hamilton e Russell estavam em P3 e P4 e a manter Ocon à distância. Lá mais para trás a batalha, para a última posição nos pontos, entre Yuki Tsunoda e Zhou estava acessa, mas o piloto chinês ganhou e seguiu: passado umas voltas Tsunoda já estava mais para trás e lutava agora com Vettel para manter P12. O piloto da AlphaTauri parou, meteu pneus novos e lá seguiu ele. Saiu das boxes, tentou curvar à direita, mas o carro seguiu em frente, AlphaTauri na barreira e safety car em pista. Os carros estavam prontos para ficar juntos novamente, mais uma oportunidade para Sainz tentar a sua primeira vitória como piloto de Fórmula 1.

O Safety Car volou às pits e Max arrancou bem, manteve o Ferrari atrás. Os Mercedes deixaram os Alpine atrás e depressa para trás, algo que Max nunca conseguiu fazer com Sainz e, daqui até ao fim, foram 15 voltas de corrida acessa entre Red Bull e Ferrari onde o piloto espanhol nunca conseguiu ficar próximo o suficiente para arriscar uma ultrapassagem… aquela primeira vitória teria que ficar para outra altura. Mas a sério, se quiserem ver apenas uma parte da corrida porque não têm tempo para tudo, vejam estes 15 minutos.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1538606831278428161?s=20&t=fRO8VANRqVRYaT61Ofw8QQ

Deixando de lado o Red Bull e o Ferrari olho para os Mercedes que tiveram pace suficiente para manter os Alpine atrás e, mais à frente na corrida, para nunca deixar Leclerc aproximar-se (que passou Alonso e Ocon com alguma facilidade). Olhando em especial para Hamilton, que acabou em P3, em 15 voltas perdeu qualquer coisa como 0.466s por volta para o Red Bull de Verstappen e ainda ganhou uma média de 0.353s por volta ao seu colega de equipa. Festejem-se ou não terceiros lugares, há que ficar feliz com a posição. Principalmente como equipa e principalmente após tantos GPs em que as posições não eram as melhores e a falta de ritmo era notória. Vejam lá que houve uma altura que o carro 44 até tinha a volta mais rápida (acabou por ser o 4 mais rápido com 1:16.167)… o mais rápido de todos foi Sainz com 1.15.749.

Destaque ainda para a boa corrida de Bottas, para a excelente recuperação de Leclerc que acabou em P5 após começar em P19 e ainda de Lance Stroll que a correr em casa conseguiu subir de P18 a P10 devido ao excelente cuidado que teve com os seus pneus durante o primeiro, longo, stint. Ahhh sim, Max e Hamilton voltaram a correr lado a lado, roda com roda.

Daqui a duas semanas temos uma das corridas clássicas: Silverstone.

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 10 por pilotos

Posição Piloto Equipa Pontos
1 Max Verstappen Red Bull Racing RBPT 175
2 Sergio Pérez Red Bull Racing RBPT 129
3 Charles Leclerc Ferrari 126
4 George Russell Mercedes 111
5 Carlos Sainz Ferrari 102
6 Lewis Hamilton Mercedes 77
7 Lando Norris McLaren Mercedes 50
8 Valtteri Bottas Alfa Romeo Ferrari 46
9 Esteban Ocon Alpine Renault 39
10 Fernando Alonso Alpine Renault 18

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 5 por equipas

Posição Equipa Pontos
1 Red Bull Racing RBPT 304
2 Ferrari 228
3 Mercedes 188
4 McLaren Mercedes 65
5 Alpine Renault 57

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