Góis acolhe a primeira edição do Chronosphere Festival, centrado na inclusão de públicos neurodivergentes

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O Chronosphere Festival realiza-se de 18 a 20 de setembro em Góis, com música eletrónica, arte e medidas de inclusão e sustentabilidade.

O Parque do Lazer do Baião, no concelho de Góis, vai receber, entre 18 e 20 de setembro de 2026, a primeira edição do Chronosphere Festival, um evento dedicado à música eletrónica e às artes, que se apresenta como o primeiro festival europeu do género com uma abordagem estruturada à inclusão, nomeadamente dirigida a públicos neurodivergentes.

O Chronosphere Festival decorrerá num contexto natural, a cerca de uma hora de Coimbra, procurando conjugar oferta cultural, práticas ambientais e envolvimento local, numa iniciativa que pretende posicionar-se simultaneamente como evento artístico e projeto com impacto territorial.

O Chronosphere Festival é descrito pela organização como uma proposta cultural que articula programação musical, instalações artísticas e um conjunto de iniciativas centradas na sustentabilidade e na acessibilidade. Ao longo de três dias, o recinto acolherá vários palcos e atividades paralelas, incluindo workshops e momentos de reflexão sobre inclusão e práticas ambientais. A componente musical abrange diferentes vertentes da eletrónica, do techno ao house, passando por downtempo, ambient e propostas experimentais, reunindo artistas internacionais, europeus e nacionais, entre os quais estão nomes como Young Marco, Dan Shake, Bambounou, Nicolas Lutz e Shubostar, entre outros.

A programação distribui-se por diferentes espaços com funções distintas. O palco principal, vocacionado para o período noturno, será dedicado a atuações de maior escala e espetáculos audiovisuais. Durante o dia, o chamado Palco do Rio privilegia atuações de carácter mais atmosférico e ritmos mais lentos. Já a Capela, também designada como Domo da Oficina, está orientada para experiências sonoras de baixa intensidade, incluindo sessões de respiração, música de matriz tradicional, práticas de som terapêutico e improvisação acústica.

O conceito do festival assenta numa lógica imersiva, em contacto direto com a natureza envolvente da região, integrando o espaço florestal na experiência global do evento. A organização enquadra o projeto numa narrativa que cruza tempo e território, propondo uma vivência contínua ao longo dos três dias, onde música, arte e ambiente se interligam.

Uma das vertentes centrais do Chronosphere é a acessibilidade, particularmente dirigida a pessoas neurodivergentes, que, segundo a organização, influencia a conceção do recinto, a sinalética e os serviços disponíveis. Entre as medidas previstas estão zonas de menor estímulo sensorial afastadas dos palcos principais, percursos acessíveis sempre que as condições do terreno o permitem, informação antecipada sobre o espaço e sinalização clara.

Estão também previstas áreas reservadas junto aos palcos, com melhor visibilidade e circulação facilitada, bem como equipas no terreno dedicadas ao apoio e orientação do público.

No domínio da inclusão, o festival contempla ainda soluções específicas para pessoas surdas, incluindo uma área próxima do palco principal concebida para potenciar a perceção das atuações através de vibração e proximidade ao som. Está igualmente prevista a introdução de suporte em língua gestual, ainda em fase de desenvolvimento.

A sustentabilidade é outro dos eixos anunciados. Entre as medidas previstas está a plantação de uma árvore por cada bilhete vendido, com intervenções a realizar posteriormente na região centro do país.

Quanto aos bilhetes, estão disponíveis a partir de 60€.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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