Feira da Golegã é agora Património Cultural Imaterial de Portugal

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Reconhecimento oficial aconteceu semanas antes da edição deste ano, que decorre entre 6 e 13 de novembro.

A Feira da Golegã, considerada um dos mais importantes eventos equestres de Portugal, foi oficialmente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, reforçando o seu estatuto como uma das tradições mais emblemáticas do país. A decisão foi publicada em Diário da República e chega a poucas semanas do arranque da edição de 2026, agendada para decorrer entre 6 e 13 de novembro.

O reconhecimento resulta de um despacho datado de 2 de outubro, assinado pelo presidente do conselho diretivo do Património Cultural, João Soalheiro, na sequência de uma proposta apresentada pelo Departamento de Bens Culturais daquele instituto público. De acordo com o diploma, a classificação teve em conta a relevância da feira enquanto símbolo de identidade e de pertença da comunidade local, especialmente junto dos grupos ligados ao universo equestre. A decisão destaca ainda a importância da preservação dos processos sociais e culturais que deram origem e continuam a sustentar esta tradição centenária.

As origens da Feira da Golegã remontam à histórica Feira de São Martinho, cuja realização é documentada desde o século XVI. Ao longo dos séculos, o certame foi assumindo uma crescente ligação à criação, exibição e comercialização de cavalos, tornando-se gradualmente uma referência incontornável do setor equestre nacional. Foi durante o século XVIII, com o impulso promovido pelo Marquês de Pombal, que o evento ganhou uma dimensão mais competitiva, passando a acolher concursos hípicos e competições dedicadas a diferentes raças de cavalos. Esta evolução ajudou a consolidar o papel da Golegã como um dos principais centros da cultura equestre portuguesa.

Conhecida durante séculos como Feira de São Martinho, a iniciativa adotou a designação de Feira Nacional do Cavalo em 1972. Desde então, transformou-se num dos maiores encontros dedicados ao cavalo em Portugal, atraindo anualmente milhares de visitantes, criadores, cavaleiros e entusiastas à vila ribatejana.

Além das tradicionais apresentações de cavalos e das atividades ligadas ao mundo equestre, a feira é hoje um importante motor económico e turístico para a região, contribuindo para a valorização de costumes, saberes e práticas associados à criação do cavalo em Portugal.

Joel Pinto
Joel Pinto
Joel Pinto é profissional de TI há mais de 25 anos, amante de tecnologia e grande fã de entretenimento. Tem como hobbie os desportos ao ar livre e tem na sua família a maior paixão.
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