Intel, Qualcomm, Xilinx Inc e Broadcom cortam relações com a Huawei

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Se o panorama já era grave, agora fica ainda mais negro. O alarme começou a soar ontem, quando a Google anunciou que iria suspender operações com a Huawei. Na prática, pode-se dizer que os dispositivos da tecnológica chinesa irão perder novas funcionalidades Android, uma vez que os dispositivos deixam de ser atualizados e, mais importante ainda, deixam de ter aplicações úteis atualizadas, como o Gmail.

Entretanto, a Google veio a público dizer que, afinal, os dispositivos Huawei continuarão a ter acesso à loja Google Play, bem como ao Google Play Protect. Certo, mas o tweet não faz qualquer referência à atualização das aplicações e serviços. E os utilizadores sabem tão bem que é preciso estar sempre atualizado, senão a utilização das aplicações passam a estar comprometida, além de que muitas delas deixarão de funcionar.

Também a própria Huawei já reagiu através de comunicado oficial. “A Huawei continuará a fornecer atualizações de segurança e serviços de pós-venda para todos smartphones e tablets Huawei e Honor existentes, abrangendo os equipamentos vendidos e os que ainda estão em stock. Continuaremos a construir um ecossistema de software seguro e sustentável, a fim de fornecer a melhor experiência para todos os utilizadores globalmente.”, pode ler-se na nota enviada ao Echo Boomer.

No entanto, não há qualquer referência em relação a aplicações e serviços Google.



Em todo o caso, hoje ficou-se a saber que fabricantes como Intel, Qualcomm, Xilinx Inc e Broadcom também deixam de fornecer equipamentos à Huawei. É uma decisão com efeito imediato e que só será ultrapassada até novas ordens em contrário.

Diz a Bloomberg que a Huawei já se teria antecipado para esta situação, aumentado o stock de equipamentos durante três meses para que conseguisse minimizar este impacto. Porquê três meses? É o tempo que os executivos chineses preeveem que vá demorar até solucionar esta guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Mas e se a Huawei estiver errada?

Pois, aí a situação será bem mais complicada. Em todo o caso, a Huawei deverá ter algum truque na manga, como o seu próprio sistema operativo móvel. Essa foi, aliás, a ideia deixada por Richard Yu, CEO da Huawei, quando, em entrevista à TechRadar, falou num “plano B”. Desta feita, a marca deixa de estar dependente do SO da Google. Será esta uma realidade dentro de pouco tempo?

Pode-se dizer que a culpa foi de Donald Trump, quando este emitiu a ordem executiva a proibir empresas daquele país de usarem tecnologias desenvolvidas por países estrangeiros. Basicamente, há o medo de essas tecnologias servirem para espiar ou sabotar o desenvolvimento dos Estados Unidos.

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