Fórmula 1 – Grande Prémio do Azerbaijão: Dores nas costas e coração partido

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De volta a um fim de semana de Fórmula 1, o Grande Prémio do Azerbaijão começou com 20 carros, mas acabou apenas com 15 e uns quantos outros a terem problemas durante a corrida. Max Verstappen conseguiu subir ao lugar mais alto do pódio, mas não se livrou de problemas no DRS. Já os fãs da Ferrari saíram de Baku com o coração em pior estado que as costas de Lewis Hamilton ao verem os dois carros da Scuderia a ficarem pelo caminho com problemas mecânicos.

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Depois de uma qualificação em que Charles Leclerc levou a melhor, acabando por partir para o Grande Prémio do Azerbaijão na pole position, e onde Sergio Pérez e Max Verstappen partiram entre os dois Ferrari, em P2 e P3, pouco demorou para que a ordem da corrida fosse alterada: com Pérez a receber ordens para dar o tudo por tudo na primeira curva, foi isso mesmo que aconteceu. Leclerc tinha dois Red Bull para se preocupar, acabou por fazer um lockup na travagem para a curva 1 e perdeu a posição para o Red Bull de Pérez, que partia assim, depois da primeira curva, para a liderança da 8ª corrida da época.

Poucas voltas tinham passado e era possível constatar o maior ritmo dos Red Bull, com Pérez a ganhar uns bons dois segundos nas primeiras duas voltas em relação ao carro de Leclerc e com o piloto da Ferrari a ser pressionado por Max Verstappen. Notava-se que Carlos Sainz não ia ter ritmo para os três da frente quando o pior pesadelo da Scuderia aconteceu: DNF para o seu piloto espanhol. Problemas no sistema hidráulico carimbavam mais um GP para esquecer para o carro nº55.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1535945697522069510?s=20&t=6ZVZirFFW8jOyCdZ4Jpm5g

Com o Virtual Safety Car a ser ativado, a Ferrari pensou e arriscou: enquanto os Red Bull ficavam de fora, alguns pilotos pararam, incluindo Charles Leclerc, que continuava, assim, a corrida com pneus de composto duro (C3), tal como faziam George Russell, Lewis Hamilton… bom, quase todos os 19 carros que ainda estavam em prova. Com os Red Bull ainda de pneus de composto médio, a luta estava no meio do pelotão, onde Sebastian Vettel, a tentar ganhar a P9, acaba por fazer lockup na entrada da curva 3, vai em frente e dá meio pião para entrar de volta em pista, mas acaba em P12, perdendo posição para Hamilton e Yuki Tsunoda. No fim, foi Hamilton que acabou a passar Esteban Ocon e ficar com a tal P9.

Volta 19 e, após algumas impressionantes voltas de Charles Leclerc, parece que a estratégia da Ferrari está a funcionar: com as paragens de Pérez e Max, o monegasco está de volta à liderança da corrida que perdeu na curva 1 da primeira volta. Com Daniel Ricciardo entre Lando Norris e Pierre Gasly, o australiano acabou por ter a tarefa de proteger o seu colega de equipa que, com pneus de composto médio, não parecia ter qualquer hipótese de conseguir aguentar a posição. Ricciardo bem pediu para passar Norris, tendo avisado que ia ser passado por Gasly assim que Norris parasse… E tanto avisou que aconteceu: Norris parou e Gasly passou Ricciardo.

No meio desta batalha de ordens de equipa na McLaren, quem acabou por ser passado por todos os 18 carros foi Charles Leclerc. De primeiro a último e coração partido para o piloto, mas também para os fãs da Scuderia. Problemas no motor obrigaram o jovem piloto a ficar por ali e a ver os Red Bull a afastarem-se, tanto na pista como na classificação do campeonato de Fórmula 1. Aquele que parecia ser o pior pesadelo da Ferrari, com o abandono de Sainz, depressa ficou esquecido quando viram o candidato a campeão do mundo a ter que terminar a corrida mais cedo.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1535951811617619968?s=20&t=4h9xRw1C7AYYr5l8MwK-nA

Para além dos dois Ferraris, houve ainda tempo para ver o Alfa Romeo de Zhou Guanyu e o Haas de Kevin Magnussen a ficarem também pelo caminho: mais dois carros com motor Ferrari a acabar a corrida antes do fim da volta 51. Os problemas que pareciam existir com a Red Bull no início da temporada parece que desapareceram, e é agora altura da Ferrari sofrer dos mesmos sintomas… a causa? Essa ainda está por apurar.

Com o DNF de Magnussen, apareceu outro Virtual Safety Car e alguns dos pilotos aproveitaram para parar, incluindo Lewis Hamilton, Russell e claro, Daniel Ricciardo, que ainda não o tinha feito. A AlphaTauri decide não parar os seus carros na tentativa de conseguir ganhar posição em pista e, assim, aguentar um P4 e um P5, mas pouco durou. Passado umas voltas, Hamilton recupera a P5 e, agora com pneus em muito melhor estado, está na hora de apanhar Gasly e tentar acabar em P4 atrás de Russell, que seguia em P3 de forma bastante confortável e lá iria acabar.

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1535975514736926720?s=20&t=4h9xRw1C7AYYr5l8MwK-nA

Tsunoda teve que parar mais uma vez, pois a parte superior da asa traseira, aquela que abre e fecha para o DRS, partiu ao meio. A solução, já que tinham que reparar para continuar em pista? Speed Tape na asa e nada de usar DRS até ao fim. Pobre piloto que seguia em P6 e acabou a corrida em P13 e com uma volta de atraso para o líder da corrida, Max Verstappen… Piloto que, por sua vez, a algumas voltas do fim, também se viu impedido de usar DRS até ao fim, não sendo a primeira vez que este sistema falha nos novos Red Bull.

Lewis Hamilton, que já se tinha queixado de dores nas costas, muito por culpa de todo o balancear que os carros da Mercedes ainda sofrem, conseguiu passar Gasly e acabou a corrida em P4, levando para casa o prémio de Driver of the Day [piloto do dia]. As dores nas costas levaram o britânico, que tanto saltou em cima do carro o ano passado, a sentir grandes dificuldades para sair do monolugar no fim da corrida: sete vezes campeão do mundo e, agora, claramente empenado.

Fernando Alonso, que se tinha qualificado em P10, acabou a corrida em P7 ao conseguir deixar os dois McLaren para trás, mas sem conseguir apanhar Vettel que, não fosse aquele erro na curva 3, e podia muito bem estar no lugar de Hamilton em P4. Lembram-se que Ricciardo protegeu Norris? Agora foi a vez do jovem britânico ouvir da equipa que a posição era para ser mantida e Ricciardo não era para ser ultrapassado. Lando ficou pouco contente, mas no fim cumpriu e acabou em P9.

O top 10 foi fechado por Ocon que, embora só com um ponto, teve mais sorte que Lance Stroll, que foi chamado às boxes para ficar por ali, a apenas umas voltas do fim… Com o teto orçamental que existe, mais vale não acabar a corrida do que ter que gastar uns milhões em reparações.

A volta mais rápida ficou com Sergio Pérez: 1:46.046 foi o tempo que demorou a dar uma volta ao circuito. A título de curiosidade, e para perceberem as diferenças entre o desempenho de cada uma das equipas, foi Lewis Hamilton que conseguiu a volta mais rápida fora da Red Bull: quase um segundo mais lento que Pérez, o carro 44 fez 1:47.044. Tudo isto tendo em conta que os Ferrari ficaram fora da corrida ainda com muito combustível no depósito.

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 10 por pilotos

Posição Piloto Equipa Pontos
1 Max Verstappen Red Bull Racing RBPT 150
2 Sergio Pérez Red Bull Racing RBPT 129
3 Charles Leclerc Ferrari 116
4 George Russell Mercedes 99
5 Carlos Sainz Ferrari 83
6 Lewis Hamilton Mercedes 62
7 Lando Norris McLaren Mercedes 50
8 Valtteri Bottas Alfa Romeo Ferrari 40
9 Esteban Ocon Alpine Renault 31
10 Pierre Gasly  AlphaTauri RBPT 16

Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – Top 5 por equipas

Posição Equipa Pontos
1 Red Bull Racing RBPT 279
2 Ferrari 199
3 Mercedes 161
4 McLaren Mercedes 65
5 Alfa Romeo Ferrari 47
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