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Explosions In The Sky – Uma explosão na Aula Magna

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“Boa noite! Obrigado por estarem aqui hoje. Celebramos vinte anos de banda e é um prazer estarmos aqui esta noite. Somos explosões no céu.” Foi com estas palavras – cada uma delas ditas em português e com direito a tradução direta de Explosions In The Sky -, que a banda de post-rock abriu o concerto na Aula Magna, no passado dia 1 de fevereiro. Foi uma viagem instrumental que serviu, e bem, como celebração de tantos anos de carreira da banda.

Com um público bastante eclético, era possível sentir as cadeiras desta sala de espetáculos a abanar, de tanto headbanging que acontecia ao som das guitarras de Munaf Rayani e de Mark Smith, da bateria de Christopher Hrasky e do baixo de Michael James. Quem conhece bem as músicas dos Explosions in the Sky não resiste a não só abanar a cabeça, como também a cantarolar as melodias ritmadas e expectáveis que a banda apresentou em concerto.

A viagem pelo espaço começou calmamente com “A Song For Our Fathers”, do álbum How Strange, How Innocence (2000), que, com uma introdução serena, permitiu uma descolagem tranquila, até chegar, claro, a turbulenta e agitada bateria a meio da música, abrindo espaço para que a guitarra e o baixo se soltassem nos últimos momentos.

Seguiu-se “Catastrophe and the Cure”, do álbum All Of A Sudden I Miss Everyone (2007), que já tinha mais do que espaço em aberto para que o espírito mais rock da banda se pudesse apresentar ao vivo, durante quase oito minutos, com Mark Smith a consumar toda a sua energia na bateria. Uma música que é, totalmente, um descolar do foguetão, que, a meio, acaba por pairar durante um pouco – os instrumentos tocam-se num mezzo muito suave – até que, com a bateria e a guitarra numa dança estrelar, acaba por criar uma badalada constante que termina abruptamente.

As luzes intermitentes do espetáculo transmitem o público para esse ideal, variando entre o laranja, vermelho e amarelo – e com algum fumo branco, claro, a tornar o espaço mais sideral.

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“Yasmin The Light” e “Greet Death”, ambas do álbum Those Who Tell the Truth Shall Die, Those Who Tell the Truth Shall Live Forever (2001), juntam-se a “Disintegration Anxiety” quando a viagem já vai a meio e a sensação é de relaxamento, sensação essa obtida após tantos minutos seguidos de um instrumental cadenciado, porém imprevisível, conjugado com um jogo de luzes que nos relembra uma colisão de estrelas no espaço, o aspeto de uma galáxia ou até mesmo de um buraco negro.

“Your Hand In Mine”, do álbum The Earth Is Not a Cold Dead Place (2003), era uma das músicas mais esperadas da noite. A preferida do público foi recebida com carinho e entusiasmo, numa melodia inigualável e bastante característica dos Explosions in the Sky, que, sem dúvida, acarreta uma viagem sentimental mais forte. “Have You Passed Through This Night?” contrapõe o cenário mais melódico do tema anterior e faz com que se sinta uma vontade extrema de fazer air drumming, bem vísivel no público.

A setlist contou também com “The Birth And The Death Of The Day” e “Magic Hours” antes de “Colors In Space”, do último e sexto disco de originais dos Explosions in the Sky, The Wilderness (2016). O tema foi uma passagem por um arco íris musical, com uma dança de luzes coloridas e um espectro de sete cores que se fez refletir no ar e que criou um cenário agradável e mágico de se ver.

“The Only Moment We Were Alone” (The Earth Is Not A Cold Dead Place, 2003) fez com que aterrássemos novamente nos lugares da Aula Magna, visto ser a última música da setlist, mas que, no entanto, proporcionou uma ovação em pé após a música, que tem mais de dez minutos e é, também, das mais queridas dos ouvintes da banda texana, que não tocava em Portugal desde 2016.

Fotos de: Tiago Cortez

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