Ensaio – BMW Série 1 120d

O novo modelo de entrada da BMW, agora com tração frontal.

BMW Série 1 120d

Após uma pausa forçada pelos tempos de pandemia, estamos de volta com os ensaios automóveis. E que saudades já tínhamos! Por isso, começamos por agradecer, mais uma vez, à BMW Portugal, por nos ter facultado mais uma magnífica viatura para ensaio, desta vez o tão falado BMW 120d.

Tão falado porquê? Podem perguntar os mais desatentos ao mundo automóvel. Ao fim ao cabo, trata-se “apenas” de um modelo de entrada da BMW, um Série 1. Pois bem, este Série 1 120d é o primeiro a ser equipado com tração frontal – e não tração traseira como a BMW nos acostumou -, mas a questão é: “Será isso forçosamente algo de mau?” Os mais “puristas” podem desde logo dizer que sim, mas reservem os próximos minutos à leitura deste artigo. Dar-vos-ei a minha resposta em breve.

A versão ensaiada foi, como dito anteriormente, a 120d. Vinha pintada num lindíssimo branco Alpine no exterior, com alguns detalhes em preto piano e com as jantes JLL 554 M, de 18 polegadas, também num tom escurecido, detalhes estes que combinam bastante bem com a cor de base. Todo o pack aerodinâmico M exterior e, no interior, os frisos iluminados Berlim, o forro do teto em antracite, o volante desportivo M em pele (que adorei pela sensação de grip que dá e não só pelo sentido estético) e os lindíssimos e super confortáveis bancos desportivos M são, desde longo, garantia de alguns minutos a contemplar este modelo.

A frente faz lembrar um pouco uma boca de tubarão e, ao longo das laterais, a luz captura protuberâncias sugestivas no metal acima das rodas, com as janelas a tornarem-se mais estreitas para trás. Com a mudança de RWD para FWD, o Série 1 tem agora mais espaço, menos peso e mais eficiência. Com este espaço adicional, o automóvel é relativamente espaçoso para todos os ocupantes e tem ainda uma bagageira maior.

BMW Série 1 120d

Em termos de motorização, estamos a falar de um motor com 1.995 cm3 de quatro cilindros e que debita 190cv com um binário máximo de 400Nm. Quando apoiado pela transmissão desportiva automática StepTronic, demonstrou ser um motor bastante despachado e pronto para dar resposta sempre que necessário. Porém, o facto de que a BMW sabe fazer motores, e bem, não surpreende ninguém. A questão era saber se conseguiriam fazer um carro de tração frontal e que, ainda assim, desse a sensação de ser um BMW. E neste caso, a resposta é sim… e não.

Sim, se estivermos a falar da parte da condução desportiva. Não, se estivermos a falar da parte de sentir a traseira a fugir à saída de uma rotunda ou numa curva com saída em aceleração. Mas será que isso é forçosamente mau? Não!

“Apertando” com este Série 1 120d, continuamos a conseguir sentir um tremendo gozo de condução e a evitar deslizes tão comuns na tração traseira, sobretudo para os menos evoluídos na condução, como uma perda de direção com piso molhado ou pequenos sustos se os pneus equipados não forem os melhores ou estiverem em fim de vida. Neste ponto, acho que a BMW fez um excelente trabalho quanto às ajudas à condução que permitem o suficiente para divertimento em modo Sport, atuando apenas quando o condutor estiver efetivamente demasiado agressivo na sua condução.

Voltando um pouco ao interior, já mencionei o quanto gostei do “look and feel” do volante desportivo M, bem como dos bancos desportivos que nos abraçam ao lugar do condutor, uma forma de nos sentirmos confortáveis quer em modo passeio, quer num andamento mais despachado. O painel de instrumentos é o típico da BMW e, embora possa não ter o fator “wow” dos novos Mercedes, por exemplo, continua a ser bastante apelativo e interessante, não faltando qualquer tipo de informação. Esta versão vinha equipada com os mostradores octagonais que já tínhamos falado em ensaios anteriores e, embora alguns critiquem, eu gosto. A estética é assim, alvo de discussões e de gostos pessoais, sendo raras as vezes que se consegue “agradar a gregos e a troianos”.

BMW 120d 2020

Continuo sem achar muito útil a função gestual para controlo das funções, mas é possível que o defeito seja meu. Não sei se houve melhorias quanto à função de parqueamento automático, mas a mim pareceu-me que sim. O sistema consegue agora estacionar em locais com ainda menor margem de manobra, algo que se provou bastante útil sobretudo quando ainda não se está adaptado às dimensões exteriores do veículo.

No final de contas, este BMW Série 1 120d, mesmo apesar da sua mudança para motores transversais, continua a ser um modelo super competente. Com espaço mais que suficiente para os seus ocupantes, na maior parte do tempo nem se sabe para que lado o motor está a puxar, se pelas rodas traseiras ou dianteiras. Acredito que em motores mais potentes isso se possa sentir, mas esses estarão equipados com AWD (tração integral às quatro rodas).

O BMW Série 1 120d é, sem dúvida, um excelente carro, seja qual for a perspetiva com que se olhe para ele. E está mesmo alguns furos acima do seu rival, o Mercedes Classe A.

BMW Série 1 120d

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