Ensaio – BMW 220d Grand Coupé

A meio caminho entre um familiar e um desportivo.

BMW 220d Grand Coupé
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Para os mais distraídos, este ensaio pode parecer quase uma repetição, sobretudo para quem olhar de frente para o carro ensaiado e sem ler o que dissemos anteriormente. Mas não é. Se, no último ensaio, tínhamos testado o BMW 120d, desta vez a BMW disponibilizou-nos o 220d Grand Coupé. E a verdade é que, se olharem de frente, parece que estamos a falar exatamente do mesmo veículo.

É verdade que não ajudou que a cor, o belíssimo branco Alpine, e os interiores na combinação Tecido “Trigon”/Alcantara preto/preto, fossem exatamente iguais ao que tivemos disponível no 120d, mas tal só tornou este ensaio ainda mais desafiante. Até mesmo as jantes tinham muito pouca diferença, tendo, no entanto, mais uma polegada, subindo de 18” para 19” neste BMW 220d. Se há coisa para a qual esta sucessão de ensaios serviu também foi para constatar que, efetivamente, este Série 2 Grand Coupé tem muito mais a ver com os modelos da Série 1 do que com os da Série 2.

A motorização é a mesma – diesel 2.0l, 190 cv e 400 Nm de binário máximo, acoplada à Transmissão automática desportiva Steptronic -, por isso não me vou alongar muito sobre a unidade motriz, sobre a qual já falei bastante bem no ensaio anterior. Porém, nota-se que a carroçaria mudou. Senti o 120d um carro muito mais “despachado” do que este BMW 220d Grande Coupé, sobretudo nas acelerações. Já em viagem, aí sim, não se notam diferenças e o motor comporta-se bastante bem.

Exteriormente, a silhueta é marcadamente desportiva, e o ângulo no qual mais a aprecio é a ¾, sendo que a visão da traseira, isolada, divide um pouco os meus sentimentos, pois parece-me demasiado empinada. Porém, nesta versão ensaiada e fruto do Pack Aerodinâmico M, e com o misto de branco e preto, essa sensação atenua-se. Como bom coupé que é, as janelas não têm frame, o que dá um toque de design quando se abrem, algo que gostei muito de ver neste Grand Coupé. De referir que este é um tipo de carroçaria que teve a sua introdução com o Série 6.

BMW 220d Grand Coupé

Apesar de denominado Grand Coupé, o facto ter quatro portas torna-o bastante diferente relativamente ao Série 4 GC. Creio que a visão da BMW é que os compradores deste 2GC provavelmente não são pessoas da família e, portanto, não precisam da versatilidade de um hatch, nem sequer da necessidade de ter uma quinta porta.

A suspensão também foi ajustada para ser muito mais luxuosa/confortável do que o Série 1. Não é propriamente o que esperaria de um carro chamado Coupe, mas pode ser útil para quem anda bastante em cidade e, também, entre pisos mais irregulares. Claro, tal suspensão retira um pouco do apetite para condução desportiva, pelo menos na versão ensaiada, mas também torna bastante confortável um passeio pelas estradas nacionais, fruto do facto de que todos os Série 2 GC têm um eixo traseiro independente. A direção é também excelente, sentindo-se muito viva e alerta a cada interação que exista entre o condutor e o volante. Falando em conforto, não consigo deixar de falar novamente nos Bancos desportivos M, altamente ajustáveis e que, acredito eu, farão qualquer um sentir-se confortável a conduzir este Série 2GC, tal como fizeram no Série 1.

Em termos de equipamento, à semelhança de outros modelos da marca, o sistema de info entretenimento iDrive da BMW é excelente. Oferece um ecrã sensível ao toque, junto com um controlo giratório na consola central, e é bastante fácil de usar, estejamos estacionados ou em trânsito. Na versão ensaiada, o sistema era também compatível com comandos por voz e controlo por gestos, sendo que, neste último caso, não fiquei grande fã. Estando a falar de um BMW, creio que não necessito de reforçar que a qualidade de construção é de topo.

Em termos de capacidade de bagageira, é ligeiramente maior do que no Série 1 e, diria, que em termos de espaço para os passageiros também. No entanto, é preciso salientar que, tendo em conta os lugares traseiros, pessoas mais altas podem sentir algum desconforto em viagens longas.

BMW 220d Grand Coupé

Este é o menor BMW de quatro portas, porém, o carácter luxuoso que a BMW tenta sempre incutir, e normalmente com sucesso, nos seus modelos, faz com que o veículo pareça até maior do que seria esperado. Ainda assim, pode ser divertido de conduzir, mas repito, não é de certeza o modelo a escolher para quem gostar de ter uma condução marcadamente mais desportiva.

Parece-me a mim que este modelo fica um pouco no meio de um conflito entre ser um desportivo e, ao mesmo tempo, ter um toque de familiar. No final, não é uma coisa nem outra, acabando por transparecer uma pretensão algo presunçosa.

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