Às vésperas do eclipse, persistem mitos que podem pôr em risco a saúde ocular.
Falta um dia para o eclipse solar que vai marcar esta quarta‑feira, dia 12 de agosto, e apesar de ser um dos temas mais comentados dos últimos dias, continuam a circular informações erradas sobre a forma segura de observar o fenómeno. A Direção‑Geral da Saúde (DGS) publicou uma nota nas redes sociais para “desconstruir” três mitos que podem levar a comportamentos perigosos.
A mensagem é clara: “3 mitos, 3 respostas, 1 regra: não arrisque a sua visão!”
Mito 1: Óculos de sol escuros também protegem
A DGS esclarece que óculos de sol comuns não oferecem proteção adequada. Apenas óculos certificados para eclipses, com norma ISO 12312‑2, garantem a segurança.
A recomendação é prepararem‑se com antecedência e adquirir os óculos próprios antes do fenómeno.
Mito 2: Se não sinto dor, é porque não há dano
A DGS explica que a retina não tem recetores de dor, o que significa que os danos podem ocorrer sem qualquer aviso imediato. Os sintomas podem surgir horas ou dias depois, e não apenas no momento da exposição. Como tal, se notarem alguma alteração na visão, devem contactar de imediato o SNS 24 através do 808242424 ou, em caso de emergência, o 112.
Mito 3: Só é perigoso olhar quando o Sol está totalmente tapado
A DGS sublinha que o maior risco está nas fases parciais do eclipse. O brilho reduzido dilata a pupila, mas os raios solares que continuam a passar podem danificar a retina. A regra é simples: deverão utilizar sempre óculos certificados em todas as fases do eclipse, incluindo o momento de totalidade.
Portugal vai assistir, pela primeira vez desde 1912, a um eclipse total do Sol, visível apenas numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança, onde a totalidade durará cerca de 26 segundos. Terá uma duração global de cerca de duas horas, começando perto das 18h30, atingindo o máximo por volta das 19h30 e terminando às 20h30. Atenção, no entanto, que noutros pontos do país, não será um eclipse total: em Lisboa rondará os 94%, enquanto que a sul, no Algarve, será de 92%.
