A Techland considera concluído o desenvolvimento de novos conteúdos para Dying Light: The Beast, depois de admitir que o modelo de cinco anos de suporte aos seus jogos não funcionou como esperava.
A Techland confirmou que Dying Light: The Beast não vai receber mais atualizações de conteúdos substanciais, pouco mais de um ano depois do seu lançamento, em setembro de 2025. A decisão foi revelada por Paweł Marchewka, fundador e CEO do estúdio, durante uma sessão de perguntas e respostas com os jogadores no Discord oficial de Dying Light, onde explicou que o jogo foi pensado desde o início como uma aventura independente e completa, sem qualquer compromisso de suporte prolongado.
De acordo com as declarações do executivo, entretanto recuperadas pela IGN, a Techland considera que Dying Light: The Beast já recebeu os conteúdos necessários para completar a experiência que tinha planeado. Contudo, isto não significa que o jogo vá deixar de funcionar ou que os seus modos online sejam encerrados. Os jogadores poderão continuar a explorar Castor Woods, completar a campanha e participar em partidas cooperativas, enquanto a possibilidade de futuras correções de erros ou pequenas melhorias técnicas não foi excluída.
Mas a decisão também está relacionada com uma mudança na forma como a Techland pretende apoiar os seus jogos. Marchewka reconheceu que o modelo de cinco anos de suporte, utilizado nas produções anteriores, não funcionou tão bem como o estúdio esperava. De acordo com o executivo, manter equipas mais pequenas dedicadas a jogos já lançados durante vários anos acaba por prejudicar o desenvolvimento de novos projetos, especialmente quando os jogadores esperam receber atualizações frequentes, com novos conteúdos de qualidade e, muitas vezes, de forma gratuita. E mesmo com esses esforços, nem sempre é possível corresponder às expectativas da comunidade.
Recordado jogos passados, lançado em 2015, o primeiro Dying Light continuou a receber conteúdos e melhorias durante vários anos, enquanto Dying Light 2: Stay Human, lançado em 2022, chegou acompanhado de um compromisso de cinco anos de suporte, o que faz com que este ainda continue a receber conteúdos até 2027. No caso de The Beast, a Techland optou por uma abordagem diferente, embora isso não tenha impedido o jogo de receber várias novidades desde o lançamento, incluindo New Game+, Legend Levels, a dificuldade Nightmare e melhorias no combate, no parkour e no desempenho.
A maior destas atualizações chegou em março deste ano, com Restored Land, um novo modo de sobrevivência que altera as regras de Castor Woods, onde os zombies eliminados deixam de reaparecer, os recursos são limitados e as ações dos jogadores têm consequências permanentes no mundo. Esta atualização gratuita introduziu também a opção One Life, com permadeath, que obriga os jogadores a começar de novo caso morram. Mais recentemente, a Techland celebrou o primeiro aniversário de Dying Light: The Beast com novos desafios comunitários, recompensas e algumas melhorias técnicas.
Na nossa análise de Dying Light: The Beast, considerámos que o jogo foi bem mais divertido do que estávamos à espera, especialmente pela exploração com recurso ao parkour, pelas opções entre combate e fuga em momentos mais críticos e pelo próprio sistema de combate, que consegue tornar os confrontos com zombies bastante satisfatórios.
Entretanto, a Techland já está a trabalhar num novo projeto, embora ainda não tenha revelado do que se trata.
