Análise – Deep Rock Galactic

Os mineiros do Futuro!

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Foi apenas quando Deep Rock Galactic chegou finalmente à sua versão 1.0 no passado mês de maio, após alguns anos a amadurecer em formato de early access, que ouvi falar deste título. Na altura, achei piada à ideia de ser um jogo sobre anões mineiros no espaço, porque rapidamente pensei nos Sete Anões vestidos de astronautas a explorarem minas na Lua ou em Marte.

Curiosamente, esta imagem mental não está muito longe da realidade. É um jogo muito mais interessante do que aparenta e faz justiça aos elogios fantásticos que recebeu durante o todo o período de acesso antecipado.

Desenvolvido pela Ghost Ship Games, Deep Rock Galactic é uma agradável mistura de géneros contida numa experiência na primeira pessoa muito familiar. Na sua génese, é um jogo na primeira pessoa co-op até quatro jogadores que se podem juntar em missões de exploração e sobrevivência com objetivos muito definidos. Os jogadores podem escolher diferentes classes – assalto, cura, defesa e suporte – e batalhar ao longo de vários cenários enquanto o perigo está sempre à espreita. Entre missões, podem evoluir as suas habilidades, comprar novas armas e personalizar as suas personagens.

Mas há várias coisas que tornam Deep Rock Galactic muito especial. A começar pelo mundo e estética do jogo, como já referi, as nossas personagens são anões, mas não como aqueles que conhecemos da fantasia. São, sim, anões com recurso a tecnologia de ponta num futuro longínquo onde tudo parece usado e gasto. O jogo apresenta-se com um aspeto meio low-poly, mas rico em detalhes, texturas, objetos e outros elementos que tornam o jogo denso e populado, seja na nossa nave mineira que paira no espaço e que serve de centro de operações ou nos diferentes biomas e cavernas que fazem parte das nossas aventuras de exploração.

Os visuais coloridos e ricos a puxar para um tom simplista e alegre são um autêntico deleite que só fica melhor com a variedade de cenários e de aventuras que temos pela frente. Deep Rock Galactic é um jogo procedural, o que significa que cada missão leva-nos a um sítio diferente com cavernas diferentes, biomas diferentes e objetivos rotativos, tornando todas as sessões de jogo únicas.

Este é, provavelmente, o aspeto mais importante do jogo: a extensa variedade num produto relativamente simples. É algo que lembra as versões mais recentes de um No Man’s Sky, onde se torna aliciante e curioso embarcar em mais uma exploração para ver que tipo de missão e de sistema de caves é que nos calha.

Por vezes, temos missões rápidas que se passam em cinco minutos. Já outras missões mais longas podem demorar bem mais de meia hora. Tudo depende da nossa forma de jogar ou da dimensão dos mapas, que vão dos mais claustrofóbicos e desorientadores a belos sistemas cavernosos onde parece não haver teto.

As missões também são relativamente simples. Temos missões de resgate de itens e artefactos alienígenas, recuperação de máquinas e obtenção de recursos, tudo isto enquanto vamos abrindo túneis entre salas e, eventualmente, combatendo insetos e criaturas alienígenas, das mais pequenas às mais colossais.

A solo ou com amigos, jogar Deep Rock Galactic é uma autêntica aventura, sempre inesperada e divertida. Nem sempre tem sucesso, confesso, mas faz tudo para nos manter ativos e divertidos, especialmente quando as missões terminam sempre em lutas contra o tempo para voltar à nave/escavadora que nos vai resgatar. Se, numas vezes, temos que proteger áreas de inimigos, noutras temos de percorrer todo o mapa explorado enquanto fugimos de monstros.

Deep Rock Galactic a solo não é tão divertido como com outros jogadores, mas é uma bela maneira de aprender a usar os controlos e ferramentas ao nosso dispor, isto sem pôr em causa o sucesso das missões. Ao mesmo tempo, serve também de forma a acumular créditos e experiência para irmos desbloqueando mais fatos, armas e decorações para os nossos anões.

No modo multijogador, as coisas ganham, literalmente, mais vida. Desenhado para jogar em equipa, Deep Rock Galactic pode ser jogado só com amigos… ou com desconhecidos. Com desconhecidos, é relativamente fácil de entrar em sessões de jogo, mas deu-me ideia de que o matchmaking não é tão equilibrado como gostava, encontrando facilmente outros jogadores a níveis muito superiores e mais à vontade para partidas em níveis de dificuldade um pouco mais difíceis. Por isso, a recomendação fica para que encontrem um grupo de amigos com quem passar umas horas nestas aventuras, mesmo em pequenas atividades na área social do centro de operações.

A nível de jogabilidade, Deep Rock Galactic é também muito interessante e algo complexo, permitindo que os jogadores usem as usas habilidades para se ajudarem uns aos outros. A cooperação do jogo é natural, com cada jogador a usar as habilidades únicas dos seus anões sem pensar muito nas suas ações, como ativar escudos, apontar para objetivos, largar cabos para subir para locais íngremes, entre outros, até porque são habilidades que também nos vão ajudando a nível individual.

Os objetivos, como são os mesmos para todos os jogadores dentro de uma missão, tornam a cooperação muito mais emocionante, seja a acumular recursos para, depois, depositar no nosso companheiro robô de carga, seja na defesa contra hordas de monstros que nos vão perseguindo.

Com um sistema de progressão individual para cada classe ou anão, um sistema de personalização profundo com imensos itens por desbloquear, sem sistemas de loot aleatório ou pagamentos com dinheiro real, Deep Rock Galactic é emocionante e muito motivante de se jogar.

No meio do caos e da aventura que proporciona, Deep Rock Galactic consegue ser uma experiência bastante calma e zen. Não nos faz pensar muito em “bater a melhor pontuação” ou em “ser melhor que os outros”, mas convida-nos, a nós e aos nossos amigos, a partirmos em aventuras divertidas sem grandes preocupações, além dos perigos existentes nas profundezas de mundos desconhecidos.

Nota: Muito Bom - Recomendado

Plataformas: PC e Xbox One
Este jogo (versão Xbox One) foi cedido para análise pela PR Nordic.

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