Crítica – The Nevers (Primeiros 4 episódios)

The Nevers é a nova grande aposta da HBO com episódios de aproximadamente uma hora que prometem entreter e intrigar até os fãs casuais de fantasia e ficção científica.

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Ao contrário de séries que exploram o sobrenatural como The Umbrella Academy ou Wandavision (baseadas em comics), The Nevers é uma produção original, escrita, produzida e dirigida por Joss Whedon, da fama de Buffy The Vampire Slayer e, mais recentemente, pela sua passagem no mundo da DC com a primeira versão de Justice League.

Tendo isto em conta e com base nos primeiros teasers e trailers, é sempre expectável alguma desconfiança por parte do consumidor final, ainda mais sabendo a categoria em que esta série se enquadra – uma onde não é fácil agradar a todos. Contudo, tenho a dizer que estou bastante surpreendido, pela positiva, com o desenvolvimento ao longo destes primeiros quatro episódios.

A história desenrola-se em Londres, nos últimos anos do reinado da Raínha Vitória, focando-se num grupo de mulheres com habilidades incomuns conhecidas como as “The Touched”. Como é evidente, há algum preconceito por parte da restante sociedade, que as negligencia e maltrata por receio e incompreensão, e inimigos que querem acabar com elas e todos os que possuem tais habilidades. O grande plano aborda algo maior que esse grupo, numa missão que pode mudar o mundo.

Para ser franco, é fácil ser-se absorvido por esta série logo no arranque por diversos fatores. Para começar, o ritmo narrativo é bom, onde a informação é dada de forma cuidada e ponderada sem complicar ou tornar o enredo confuso. Os efeitos especiais usados estão muito bem conseguidos, sendo bastante convincentes e ponderados.

Além disso, apesar de serem introduzidas dezenas de personagens nos primeiros episódios, praticamente todas elas se destacam por serem muito únicas e distintas umas das outras. O seu desenvolvimento objetivo também ajuda a decorar nomes e caras, melhorando a experiência de perceção do que se está a passar. A escolha do elenco, por sua vez, não pegou em nomes muito sonantes (a nível de mediatismo) e verdade seja dita: até ver, não fez diferença nenhuma.

Destaque alargado para Laura Connelly, que apesar de já ter dado o ar da sua graça em Outlander (entre outros papéis mais secundários), consegue em The Nevers o papel principal que há tanto merece. Laura traz-nos uma Amalia True séria e dura, mas com uma pitada de humor refrescante e bastante emoção escondida por detrás de camadas necessárias para o papel que desempenha. Destaque ainda para Ann Skelly, que protagoniza a doce e engraçada Penance Adair, e para Amy Manson, no papel da tresloucada Maladie. A nível de notoriedade, são Denis O’Hare (American Horror Story) e Pip Torrens (Preacher) quem trazem alguma familiaridade ao elenco.

Em suma, o arranque desta série foi bem conseguido, cheio de emoções fortes e revelações que prometem deixar o espectador na expectativa, mas até ao fim da temporada, ainda há muito por onde falhar. Fica o desejo que não caia no aborrecimento que caiu His Dark Materials (também da HBO).

Pessoalmente, considero que, se estão à procura de uma série para acompanhar semanalmente a médio/long prazo, The Nevers vale a pena dar uma vista de olhos.

The Nevers estreia dia 12 de abril na HBO Portugal.

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