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Crítica – Frozen (2013)

Quando uma profecia prende um reino num Inverno eterno, Anna (Kristen Bell), uma otimista destemida, junta-se com Kristoff (Jonathan Groff), um homem da montanha, e a sua rena companheira, Sven, numa jornada épica para encontrar a sua irmã, Elsa (Idina Menzel), e pôr fim ao seu feitiço gelado. Encontrando trolls místicos, um boneco de neve engraçado, Olaf (Josh Gad), extremos semelhantes ao Everest e magia em cada esquina, Anna e Kristoff lutam contra os elementos numa corrida para salvar o reino da destruição.

Seis anos depois e Frozen deixou um impacto cultural inegável. Desde “Let It Go” às toneladas de merchandising, Chris Buck e Jennifer Lee entregaram um filme tão memorável que as pessoas não só não esqueceram, como pediram insistentemente a sua sequela. Aquando da publicação desta crítica, Frozen II já reivindicou o terceiro melhor fim-de-semana de abertura de sempre de um filme de animação, provando que o amor por esta franchise (penso que já é seguro referir-me assim) é forte.

No entanto, quão bom é o filme original, afinal? Para ser honesto, nunca o assisti de início ao fim até esta semana passada, em preparação para a sua sequela. Surpreendeu-me no sentido de que eu não esperava apreciá-lo tanto como apreciei. Frozen é merecedor do amor que possui.

Com personagens extremamente cativantes, a história flui naturalmente e os níveis de entretenimento são sempre altos. Se estes se devem graças às sequências musicais incríveis ou às aventuras entusiasmantes, este filme nunca para de se divertir. Isto é o que Frozen, no final, é: um filme alegre, divertido e repleto de entretenimento. Segue a fórmula da Disney em criar uma variação de uma história que vimos antes. As personagens passam por um evento traumático quando são jovens. Têm que crescer enquanto lutam com as consequências do referido trauma. Eventualmente, superam esse obstáculo e vivem felizes para sempre (ou, pelo menos, até à próxima parcela).

É o modelo genérico e um pouco clichê da Disney para um novo filme de animação (ou franchise). No entanto, não me interpretem mal: funciona na perfeição. Certo, não traz nada de novo em termos de história, mas, ainda assim, é um bom tempo despendido. Apesar de alguma exposição desnecessária e preguiçosa (os trolls mágicos são basicamente dispositivos de exposição), Frozen ainda oferece uma narrativa verdadeiramente cativante e visualmente de fazer cair o queixo.

Preciso mesmo de enfatizar: a animação é fenomenal. A magia de Elsa é impecável e deslumbrante. Arendelle é um local lindo e as montanhas cheias de neve estão impressionantemente desenhadas. “Let It Go” será para sempre recordada pelas suas letras e melodia, mas a sequência animada é fantástica.

Todas as personagens contêm muita expressividade, o que lhes permite fazer basicamente tudo. Frozen pode não ser um filme inovador, mas as suas personagens convincentes fazem um enredo genérico funcionar. Desde a relação complicada, mas comovente, de Elsa e Anna, à camaradagem de Kristoff e Sven, importo-me com todos… especialmente com Olaf. Sim, Olaf é simplesmente a versão boneco de neve de uma personagem comic-relief.

Realmente, Olaf não tem um arco complexo que precisa de desenvolvimento extremo. No entanto, é impossível não adorar este boneco. É uma presença muito bem-vinda em todas as cenas. Todas as suas falas são ou uma observação engraçada ou uma introspeção valiosa.

Não contando com ele, as outras personagens tem todas um arco muito bem explorado, principalmente Elsa e Anna. O seu relacionamento (quando são mais velhas) tem como origem um evento que pode ser um pouco exagerado, mas é convincente o suficiente. Finalmente, a banda sonora é tão importante quanto maravilhosa. É um filme de animação, mas não deixa de ser um musical.

Obviamente, “Let It Go” é a rainha de todas as canções devido às suas letras cativantes, refrão memorável e significado para a personagem. Mas outras, como “Do You Wanna Build a Snowman” e “For the First Time in Forever”, também possuem uma melodia doce, para além de excelente desenvolvimento de personagem e história.

É o que mais adoro em musicais e a razão pela qual a Disney triunfa sempre em relação a este aspeto: a forma como uma simples música pode explicar tanto sobre alguém ou mover o enredo para a frente. Na minha opinião, é a variação do género de show, don’t tell.

No final, Frozen pode não ser um filme de animação inovador em relação à sua narrativa, mas oferece cerca de 100 minutos de pura diversão e entretenimento. Com um elenco de voz excecional (Idina Menzel, Kristen Bell e Josh Gad são encantadores), Chris Buck e Jennifer Lee são capazes de pegar na fórmula da Disney e criar uma variação digna da blueprint clássica.

Desde as personagens emocionalmente convincentes e bem desenvolvidas à qualidade impressionante da animação, Frozen é um tempo bem gasto do início ao fim. Com algumas canções memoráveis e importantes, tornou-se um dos filmes de animação culturalmente mais impactantes da década. Desejava que a exposição não fosse usada em demasia e que mais riscos fossem tomados em relação ao argumento, mas como um filme de animação pertencente à Disney, corresponde aos padrões do estúdio.

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