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Crítica – The Call of the Wild (O Apelo Selvagem)

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Buck, um cão com grande coração, vê a sua vida feliz virada do avesso quando é subitamente arrancado da sua casa na Califórnia e levado para as florestas exóticas de Yukon do Alasca durante a Corrida do Ouro em 1890. Como o mais recente elemento da equipa de trenós puxados por cães dos Correios – e mais tarde o seu líder -, Buck vive a aventura de uma vida, encontrando finalmente o seu verdadeiro lugar no mundo e tornando-se o seu próprio mestre.

Não consegui apanhar The Call of the Wild na semana de estreia. Portanto, não me lembrava de nada sobre o mesmo quando o vi ontem, numa sala vazia (Yei!). Mais uma vez, mantive-me longe dos trailers, mas algumas imagens ficaram-me na cabeça desde a altura em que o filme foi publicitado. O cão totalmente CGI não parecia nada bem. Com as críticas a sair e as semanas a passar, não consegui evitar a conclusão de que a maioria das opiniões negativas se devem à “animação distrativa”. Sabendo de antemão que os visuais provavelmente seriam dececionantes comparados com a história, ainda assisti com expetativas moderadas.

The Call of the Wild

Estou genuinamente surpreendido com tanto feedback negativo. Gostei imenso e The Call of the Wild é um dos meus filmes favoritos do ano, até agora. Sim, não significa muito, especialmente tendo em conta que vamos apenas em março, além de que muito provavelmente nem receberá uma menção honrosa quando o fim do ano chegar. No entanto, o cão CGI que supostamente era uma distração não me incomodou nem um pouco. Buck pode não ser um animal animado perfeito, mas se as pessoas “entrarem” com a mentalidade certa, as hipóteses de se deixarem conquistar pela história são muito maiores.

É um cão animado. Aceitem, sigam em frente e tudo fluirá muito mais facilmente. Acredito que pertence à categoria do tal “uncanny valley”. Algo estranho pode funcionar bem para algumas pessoas e horrivelmente para o resto. A animação não me incomodou nada e vou longe ao ponto de afirmar que alguns momentos são bons devido exclusivamente às expressões do cão. Também defendo que este filme necessitava de um cão CGI em vez de um real. Não é um cão comum: Buck é mais forte, maior, mais alto e tem um instinto selvagem especial que os cães domésticos não têm.

Para ser claro: Buck não é visualmente perfeito. Claro, existem algumas cenas em que o CGI se torna overwhelming e esquisito. No entanto, não prejudica a narrativa genuína. Buck é, sem dúvida, a personagem principal. Tem conflitos emocionais, motivações pessoais, uma personalidade distinta que muda consoante as suas aventuras e uma parte dentro dele que precisa de explorar. A primeira metade do filme está repleta com ação, diversão e um propósito claro. É extremamente cativante e divertida, mesmo que siga as linhas narrativas habituais e previsíveis. Boas prestações de Omar Sy (Perrault) e Cara Gee (Françoise) durante esta parte.

A segunda metade é quando a personagem de Harrison Ford (John Thornton) finalmente entra em cena (mal aparece até então). Daqui até ao fim, o filme emprega um ritmo mais lento, focando-se na reflexão de Ford sobre a sua vida, assim como na jornada de Buck para encontrar o lugar a que realmente pertence. Harrison Ford entrega uma performance tão subtil e emocional que não me lembro da última vez que vi Ford tão comprometido com um papel. John possui um passado devastador e trágico, mas Buck é capaz de trazer alguma alegria e realização à sua vida. Para um amante de cães como eu, é uma história digna de algumas lágrimas, sincera e comovente.

O único aspeto que realmente não gosto absolutamente nada em The Call of the Wild é, infelizmente, a personagem de Dan Stevens (Hal). É apenas um “vilão” incrivelmente clichê e desprezível, que não se encaixa com o resto do filme. Adoro o ator, mas a sua prestação over-the-top nem sempre funciona, e Hal sofre muito com as suas maneiras e expressões exageradas. Na minha opinião, poderia ter sido completamente removido do filme e este teria sido muito melhor. Totalmente desnecessário e preguiçosamente escrito, para ser honesto. E Karen Gillan (Mercedes)? Literalmente, descobri agora mesmo que ela também se encontrava no filme…

The Call of the Wild

The Call of the Wild é um daqueles filmes que sofrem com os trailers miseráveis. As pessoas ou não vão ao cinema ou vão com uma mentalidade negativa pré-definida. Apenas prova que a melhor (e única) maneira de julgar um filme é simplesmente vê-lo com os próprios olhos. Buck, o cão CGI, não é nenhuma obra de arte animada, certo, mas está longe de ser uma distração ou algo irritante. Honestamente, sinto que eleva muitos momentos emocionais. Buck é excecionalmente bem escrito, destacando-se como um protagonista complexo e emocionalmente convincente. Ri, chorei e senti-me entretido com todas as suas aventuras loucas.

Harrison Ford entrega a sua melhor prestação dos últimos anos na segunda metade do filme, depois de uma primeira parte frenética e cheia de ação. A personagem de Dan Stevens é, definitivamente, o pior aspeto da história. Um “vilão” desnecessário, clichê e horrível, sem lugar na narrativa. Em suma, recomendo dar uma oportunidade a The Call of the Wild! Evitem os trailers, aceitem o facto de que Buck é um cão animado e tentem desfrutar da história que tem muito coração no seu interior.

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