Crédito à habitação. Quem tem mais de 30 anos vai ter de pagar mais… em menos tempo

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O prazo máximo de 40 anos para empréstimo passa a ser dado somente a quem tem menos de 30 anos.

Não são propriamente regras, mas sim recomendações do Banco de Portugal (BdP). Porém, os bancos acabam sempre por seguir essas recomendações, até porque têm de justificar caso a duração do contrato ultrapasse os prazos. Em todo o caso, esta sexta-feira, dia 1 de abril, traz más notícias para quem tem mais de 30 anos e quer pedir um crédito à habitação: não só vão ter menos tempo para pagar, como a prestação mensal será, naturalmente, maior.

Em comunicado, o BdP diz que “apesar de o limite máximo à maturidade das novas operações de crédito à habitação estar a ser cumprido, a maturidade média das novas operações de crédito à habitação fixou-se, em dezembro de 2021, em cerca de 32,5 anos, permanecendo significativamente acima de 30 anos, limiar a atingir no final de 2022”.

Assim, e já depois de, em janeiro de 2022, ter alterado a recomendação de fazer “depender a maturidade máxima dos novos contratos de crédito à habitação da idade dos mutuários”, o BdP recomenda agora que, quem tenha entre 30 a 35 anos, só possa pedir financiamento para um prazo máximo de 37 anos. Já quem tem mais de 35 anos, somente terá acesso a um credito à habitação a pagar durante 35 anos. Tudo para garantir que, aos 70 anos de idade, a dívida fique saldada.

Para quem ainda está na casa dos 20, podem ficar “descansados”, pois mantém-se os 40 anos de limite máximo de contrato.

Em todo o caso, não deixa de ser preocupante. Hoje em dia, novas construções estão caríssimas, com casas a partir de T1 e preços na ordem dos 200.000€, ou mais, o que não só obriga a dar vários milhares de euros de entrada, como ter capacidade financeira para suportar durante muitos anos essa despesa mensal.

A solução, pela qual muitos têm optado, passa por adquirir casas já construídas, com cerca de 20 anos de existência. Ou até mais.

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