Como combater o absentismo laboral nas empresas

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O absentismo laboral continua a representar um desafio para muitas empresas, numa altura em que o desgaste profissional, o burnout e os problemas de saúde mental estão cada vez mais presentes no mercado de trabalho.

O absentismo laboral é frequentemente tratado apenas como um problema de produtividade, mas o impacto dentro das empresas costuma ser muito mais profundo. Quando as faltas se tornam recorrentes, a pressão sobre as equipas aumenta, há atrasos em projetos e surgem dificuldades na gestão diária do trabalho, o que obriga a uma reavaliação da gestão da própria empresa e da saúde do ambiente para que todos se sintam bem e integrados.

Nos últimos anos, especialmente após a pandemia, com o aumento dos custos de vida e todo o clima político-social a tornar-se cada vez mais agressivo, afetando o bem-estar individual, o tema da abstenção no trabalho começou a ganhar mais relevância refletindo um crescimento de problemas relacionados com stress, exaustão e saúde mental.

O que é considerado absentismo laboral?

O absentismo laboral corresponde à ausência de um trabalhador durante o período em que deveria estar a desempenhar as suas funções. Estas ausências podem ser justificadas ou injustificadas e variar entre situações pontuais e períodos prolongados. A natureza destas faltas são também elas variadas. Entre elas as faltas por doença continuam entre as causas mais comuns, seguindo-se consultas médicas, assistência à família, acidentes de trabalho, mas o absentismo inclui também atrasos frequentes, muitas com ausências sem comunicação prévia.

Tipos de absentismo laboral

O absentismo laboral pode assumir diferentes formas, mas nem todas têm a mesma origem. O absentismo justificado inclui situações legalmente enquadradas, como algumas que já mencionámos, onde se inserem baixas médicas, licenças parentais, assistência a familiares ou acidentes de trabalho. Apesar de fazer parte da realidade normal das empresas, este tipo de ausência pode obrigar à reorganização das equipas. O normal.

Já o absentismo injustificado, é o que obriga a algum tipo de introspeção, pois costumam estar mais associado a desmotivação, a conflitos internos ou insatisfação profissional. Faltas frequentes sem explicação plausível tendem a ser um sinal de problemas no ambiente de trabalho. Para além disso, existe ainda uma “invisível” de absentismo, que é o presentismo. Nestes casos, o trabalhador apresenta-se no seu posto de trabalho, estando lá fisicamente presente, mas sem a capacidade necessária para manter níveis normais de produtividade devido a fadiga, ansiedade, desgaste psicológico e, em alguns casos, até doença. Neste cenário, em muitos contextos, os níveis elevados de absentismo acabam então por afetar o trabalho, resultado problemas internos ligados à organização de projetos, excesso de pressão ou falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Mas estes não são os únicos fatores a afetarem o trabalho e alimentarem o absentismo, uma vez que as próprias condições físicas do local de trabalho também contribuem para o fenómeno. Espaços de trabalho desconfortáveis, com equipamentos desatualizado, longos períodos de trabalho sedentário, cadeiras com má ergonomia, excesso de, entre outros elementos, podem também resultar num aumento no desgaste diário e na desmotivação de trabalhar presencialmente. Em funções sedentárias, passar várias horas numa cadeira de escritório desconfortável continua a ser uma das principais causas de dores musculares e problemas posturais.

Como reduzir o absentismo laboral?

Reduzir o absentismo laboral exige, assim, mais do que mecanismos de controlo dos trabalhadores. Sobretudo, numa análise e procura de soluções que tornem o ambiente de trabalho convidativo, confortável e saudável. Assim, uma das medidas mais importantes passa pela melhoria das condições de trabalho. Oferecendo espaços mais confortáveis, iluminação adequada e equipamentos ergonómicos ajudam a reduzir fadiga e desconforto físico. Em trabalhos sedentários, uma cadeira de escritório ajustada corretamente pode fazer diferença no bem-estar diário dos colaboradores.

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional também tem um papel importante. Projetos com “jornadas excessivas”, pressão constante e a dificuldade em desligar do trabalho estão frequentemente associados ao aumento do desgaste psicológico. Outro fator relevante passa pela comunicação interna. Nos ambientes marcados por conflitos, falta de reconhecimento ou chefias excessivamente agressivas tendem também a gerar maior desmotivação e afastamento dos trabalhadores.

Felizmente nos últimos anos, as empresas já começaram ainda a investir mais em prevenção, através de apoio psicológico, horários flexíveis e acompanhamento da saúde mental, destacando-se, em muito caso o trabalho remoto. E embora o absentismo laboral nunca possa ser eliminado por completo, criar ambientes de trabalho mais equilibrados e menos desgastantes continua a ser uma das formas mais eficazes de reduzir o problema.

Echo Boomer
Echo Boomer
Sou o "bot" de serviço do Echo Boomer e dedico-me ao conteúdo mais generalista e artigos de convidados, bem como de autores que não colaboram regularmente com o projeto.
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