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Cinema Monumental deixa de ser explorado pela Medeia Filmes

Os rumores que surgiram há umas semanas já deixavam antever o cenário de que o Cinema Monumental iria mudar. Agora confirma-se: encerra para obras em 2019, mas uma das salas continuará com sessões ao fim-de-semana. Contudo, a Medeia Filmes, que até então explorava o espaço, vai mesmo abandonar o Monumental e a exibição regular de filmes.

Foi Paulo Branco, produtor de cinema e dono da Medeia Filmes, que anunciou a novidade em conferência de imprensa.

“Esta situação deriva essencialmente de, em termos económicos, ser absolutamente impensável manter um espaço destes ocupado com exibição cinematográfica. É sobretudo irrealista. Há uma conjuntura económica que faz com que a rentabilidade destes espaços não se coadune com uma actividade que não tem capacidade de os arrendar”, revelou o próprio.

Ou seja, a partir de 20 de fevereiro do próximo ano, as obras no espaço arrancam e três das quatro salas são encerradas, não havendo qualquer exibição de películas, à exceção de uma quarta sala, que terá programação regular apenas ao fim-de-semana.

Isto acontece porque o prédio onde o Cinema Monumental se encontra vai ser alvo de obras de reestruturação. A propietária do imóvel, a espanhola Merlin Properties, garantiu, porém, que os trabalhos, uma vez concluídos, farão com que o Monumental mantenha o centro comercial, o cinema e os escritórios. No entanto, a Medeia Filmes já não estará metida no negócio, isto é, deixa de explorar as quatros salas do espaço, utilizando apenas a sala 4, o cineteatro, para exibição regular de filmes aos fins-de-semana a partir de março.

A imobiliária espanhola estima que as obras tenham um custo na ordem dos 20 milhões de euros, sabendo-se que devem durar um ano para refazer a fachada e, depois, trabalhar os recentes espaços interiores. Apesar da Medeia Filmes não ter a capacidade financeira para continuar no negócio, sabe-se que terá de ser encontrada uma nova empresa que possa explorar as salas de cinema.

Em todo o caso, esta informação confirma o encerramento do Cinema Monumental tal como o conhecemos. O dia 20 de fevereiro marca o fim de uma era com exibições e debates em homenagem ao realizador João César Monteiro.

A Medeia Filmes continuará a manter-se no ativo com outros espaços espalhados pelo país, como é o caso do Cinema Nimas (Lisboa), que terá um reforço de atividade, bem como o Cinema Charlot (Setúbal), Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra), Teatro Municipal Campo Alegre e no Rivoli (Porto), Centro de Artes e Espetáculos (Figueira da Foz) e Theatro Circo (Braga).

Recorde-se que, no ano passado, Paulo Branco já tinha encerrado as salas do Saldanha Residence, bem como as do seu sucessor, o @Cinema. Nos últimos anos, a capital portuguesa assistiu ao encerramentos de espaços como o histórico Londres ou o Cinema King.

Em Lisboa, a nível de cinema independente, resta o Cinema Ideal, no Bairro Alto. Mas é cada vez mais difícil encontrar espaços dedicados à exibição de filmes fora da esfera comercial.


 

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