Castlevania: Belmont’s Curse Review: O Bom, O Mau e o Drácula

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A Evil Empire mostra-nos o que aprendeu com Dead Cells e The Rogue Prince of Persia e traz-nos uma versão modernizada de Castlevania com uma experiência metroidvania muito sólida, mas também repleta de excessos que mereciam ser repensados.

18 anos separam Castlevania: Order of Ecclesia de Castlevania: Belmont’s Curse. Desde o lançamento do antigo exclusivo da Nintendo DS, e um dos últimos títulos da série produzido por Koji Igarashi – que, anos depois, viria a produzir Bloodstained: Ritual of the Night como uma sequela espiritual -, o género metroidvania nunca foi tão popular. A experiência de exploração, combate e navegação, auxiliada por sistemas RPG e um excelente level design, nunca foi tão popular, muito graças ao trabalho dos produtores indies. Estes fãs da série Castlevania procuraram inovar e expandir a experiência de Symphony of the Night a novos patamares, alguns adaptando mecânicas que hoje associamos aos soulslike, ou então ao apostarem em campanhas com uma forte componente narrativa. Mesmo sem um novo título em 18 anos, que possamos considerar como um metroidvania – e aqui podemos descartar Lords of Shadow e as suas sequelas (ainda que o segundo título se aproxime mais dessa experiência) -, Castlevania manteve o seu lugar no panteão, eternamente à espera de uma sequela que revitalizasse a série.

O regresso surge agora através da Evil Empire, mas num panorama muito diferente, agora mais influenciado por Hollow Knight, Nine Sols e Ori and the Will of the Wisps, do que pela série Castlevania. O resultado é um bom metroidvania, recheado de lore e com uma campanha intrigante sobre Rose Belmont, filha de Trevor e Sypha, naquele que é o seu primeiro confronto contra Drácula e os seus generais.

Castlevania: Belmont’s Curse é um regresso em força para a série, mas é também um exemplo de que existe ainda algum trabalho pela frente até Castlevania suplantar os títulos que influenciaram o género nestes 18 anos.

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Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela Konami.

João Canelo
João Canelo
Crítico de videojogos, Guionista, Professor e o responsável pelo melhor mortal nas aulas de Educação Física em 2002. Um aficionado por jogos peculiares.
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