Carris Metropolitana não teve “um arranque falhado”, diz a AML

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Afinal, em que ficamos?

Dia 1 de junho tinha tudo para marcar uma revolução no transporte rodoviário da Área Metropolitana de Lisboa. E de facto foi isso que aconteceu, mas não pelos melhores motivos. Sim, falamos da Carris Metropolitana, que entrou em funcionamento no início de junho na Área 4 e, no início de julho, arrancou operações na Área 3 – nas restantes áreas, o serviço só funcionará a partir de janeiro de 2023. Mas o arranque foi tudo menos tranquilo.

Quando o serviço arrancou na Área 4, que abrange os concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, desde logo surgiram queixas por parte dos munícipes, fosse por falta de postaletes nas paragens e um número insuficiente de autocarros para a quantidade de utentes, entre outras reclamações.

Do lado dos motoristas também existiram algumas crises, como desconhecimento dos novos percursos e dos horários aplicados, entre outros problemas, que levaram até que, num dos dias, o serviço praticamente não funcionasse na zona de Setúbal, com os trabalhadores a terem alegado não estarem reunidas as condições para cumprir o serviço.

No mês seguinte, a partir de 1 de julho, a Carris Metropolitana arrancava na Área 4, neste caso nos municípios de Almada, Seixal e Sesimbra. Mas nem aí as coisas correram como esperado. E pelo meio, ficámos a saber que a operação nas restantes áreas era adiada para janeiro de 2023, o que deixava antecipar que algo de errado se passava.

Com todas as queixas, não deixou de ser caricato o facto de a Alsa Todi ter dito ao jornal regional O Setubalense, nesse mês de julho, que os constrangimentos iniciais estavam, em grande parte, ultrapassados, e que o “grande compromisso de prestar um serviço de excelência” estava a ser conseguido. De facto, se assim fosse, não haveria certamente necessidade de ir contratar trabalhadores a Cabo Verde, por exemplo.

Portanto, a atividade recente da Carris Metropolitana tem estado envolvida em caos. E uma vez que o serviço não está a ser assegurado como é suposto, tal significa que o que está contratualizado não está a ser cumprido. Esta situação já levou a que Carlos Humberto, primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa (AML), dissesse em entrevista à agência Lusa que uma rescisão de contrato com operadores não estava fora de hipótese, embora o grande objetivo continue a ser encontrar soluções que permitam uma rápida melhoria do serviço prestado pela Carris Metropolitana.

Já no seio da TML, e embora cientes do problema, não admitem que este arranque de serviço tenha ficado aquém das expectativas. “Não foi um arranque falhado. Há coisas que correram menos bem”, admitiu o presidente do Conselho de Administração da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), Faustino Gomes, durante uma conferência organizada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes esta terça-feira.

Em todo o caso, Faustino Gomes reconheceu problemas. “Como mexemos em algumas partes da rede, há pessoas que estão menos bem servidas. As origens deviam ter ficar melhor cobertas. Mas estamos a corrigir”, disse o responsável, referindo ainda que hoje a população está “melhor servida” de transportes do que antes.

“A oferta é muito maior e melhor. Os horários aumentaram bastante, a cobertura do território também. Foi um arranque que teve perturbações e onde não esperávamos que ocorressem. Objetivamente, hoje já é melhor do que as pessoas tinham”, avançou Faustino Gomes. Mas os utentes discordam, e muito, do que foi dito, uma vez que são eles próprios que acabam por sofrer diariamente com os problemas deste novo serviço.

Uma coisa é certa: digam o que disserem, o serviço da Carris Metropolitana tem várias falhas. Resta saber quando serão resolvidas…

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