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Análise – Call of Duty: WWII DLC 1 – The Resistance

Chama-se DLC 1 – The Resistance e é o novo pacote de conteúdos para Call of Duty: WWII. Pode ser comprado em separado por 14,49€ ou pode ser acedido gratuitamente para quem tem o Season Pass, que se situa nos 49,99€, mas que dará acesso a todos os restantes pacotes lançados daqui para a frente.

The Resistence é, essencialmente, um pacote de mapas multijogador. Três mapas com localizações novas para os modos tradicionais, um novo mapa para uma nova missão para o War Mode e, como não poderia deixar de ser, mais um mapa para o modo de Zombies.

Na parte mais tradicional do multijogador, os três novos mapas são Valkyrie, Occupation e Anthropoid. Na nossa análise ao jogo base, referimos que este Call of Duty, pelo seu tema, apostava em mapas mais fechados e claustrofóbicos, adaptados à experiência de guerra de “botas no chão” (ou “boots on the ground”, como o jogo foi promovido), deixando de parte os espaços abertos, onde em jogos mais futuristas o uso de jetpacks e veículos eram elementos importantes para as batalhas.

Como tal, também estes três mapas continuam com uma filosofia semelhante ao jogo base, ainda que apostem em espaços abertos para obrigar os jogadores a saírem de tocas e a partirem para a ação, tornando-se vulneráveis, sim, mas tendo também os seus inimigos em pé de igualdade. O desenho dos mapas é, na sua generalidade, bastante equilibrado.

Valkarie é o exemplo perfeito para este tipo de desenho de mapas. Inspirado num centro de operações Nazi na Rússia Oriental, onde ocorreu a Operação Barbarossa, em que a Alemanha Nazi invadiu a União Soviética, vamos encontrar um mapa no meio de uma floresta que inclui uma série de edifícios, bunkers e espaços abertos.

É um mapa relativamente pequeno e fácil de percorrer, onde a maioria da ação tende a acontecer dentro de corredores e salas com diferentes entradas, criando oportunidades para emboscadas, e onde a comunicação entre jogadores é extremamente importante para cobrir todas as aberturas ou para tentar inverter as posições das equipas.

Occupation é um mapa urbano, que se situa em Paris, quando esta se encontrava controlada pelas forças alemãs. É, também, um doce para os fãs de Call of Duty, uma vez que é um remake do mapa Resistance de Call of Duty: Modern Warfare 3.

Neste mapa, vamos encontrar essencialmente ruas e interseções, capazes de proporcionar momentos tensos ao virar de cada esquina. Também prima pela verticalidade de alguns pontos, perfeitos para o posicionamento de snipers, obrigando os jogadores a terem um cuidado especial a todo o seu redor e a equilibrarem bem a escolha de armas de longo ou curto alcance.

Sendo um remake de um mapa antigo, alguns jogadores poderão já conhecer os cantos à casa, mas este mapa apresenta uma cara nova e diferente o suficiente para manter a novidade.

O terceiro mapa é Anthropoid. Passa-se em Praga e é inspirado pela Operação Anthropoid (daí o seu nome), que foi uma tentativa de assassinato a um dos grandes generais Nazi durante a Segunda Grande Guerra.

É mais um mapa urbano com ruas estreitas, apresentando-se dividido por um rio e uma ponte, que obriga os jogadores a usarem diferentes caminhos para melhores oportunidades de emboscada ou fuga.

Anthropoid é, provavelmente, o maior mapa destes três, ganhando aos outros em área de batalha e em verticalidade, com diferentes camadas para explorar.

No War Mode, é acrescentado um novo mapa aos três já existentes no jogo base, apresentando-nos uma nova missão cooperativa com objetivos e uma pequena narrativa, cuja estrutura facilmente seria adaptada a mais uma missão de campanha.

Ainda assim, esta missão está desenhada para colocar duas equipas em batalha: uma com objetivos defensivos e outra com outros mais ofensivos, o que significa o recurso a muitas táticas e estratégias em grupo.

A missão chama-se Operation Intercept e, para quem jogar na ofensiva, terá que tentar libertar grupos de rebeldes, destruir sistemas de comunicação da equipa adversária e parar um comboio prestes a partir com reféns. Tudo acontece de forma progressiva e com uma sensação de urgência bastante diferente dos outros modos competitivos.

Por fim, temos o modo de Zombies com um novo mapa. O modo de Zombies é quase um jogo por si próprio, com jogadores que se dedicam exclusivamente a este modo. Portanto, mais um mapa é uma inclusão simpática e quase obrigatória.

Este novo mapa chama-se The Darkest Shore e apresenta um novo episódio narrativo com novas cinemáticas, em que as quatros personagens selecionáveis vão explorar uma ilha no norte da Alemanha onde o Doktor Straub pode estar escondido.

Neste mapa, que parece saído de um autêntico pesadelo, começamos por combater numa praia enevoada, onde os zombies saem de um mar ensanguentado. Mais uma vez vamos estar sobre um imenso clima de tensão, especialmente enquanto não conhecermos os cantos ao mapa, que se estende ainda a bunkers, grutas, e precipícios, quase sempre cobertos por um enorme nevoeiro que dificulta a visão, e que torna os encontros com os inimigos mais fortes em momentos altamente aterrorizantes. É mesmo muito fácil entrar em pânico.

Este modo inclui ainda uma nova arma chamada Ripsaw e, como se não bastasse, temos um novo tipo de inimigo mais inteligente que o habitual.

O The Resistance é um pacote bastante completo, com uma seleção e quantidade de conteúdos capaz de agradar a todos os tipos de jogadores de Call of Duty. Traz também uma longevidade maior ao jogo base, mantendo o jogo populado e com uma comunidade forte.

Não há mudanças na jogabilidade ou na fidelidade gráfica do jogo, nem nenhum acrescento à história apresentada no seu lançamento. Este pacote de conteúdos foi criado especialmente para quem joga Call of Duty online com regularidade e que tem um grupo de amigos com quem possa partilhar as experiências.

No entanto, seria interessante ver o The Resistance também dividido em dois modelos de aquisição, entre os mapas multijogador e o mapa para os Zombies, especialmente para quem se dedica a mais um lado do jogo do que a outro. Por exemplo, o The Darkest Shore, só por si, dá a sensação de ser metade do pacote, o que pode não justificar o preço do pacote por completo.

The Resistance para o Call of Duty: WWII, já se encontra disponível digitalmente para a PlayStation 4 e chega em março ao PC e à Xbox One.

Call of Duty: WWII DLC 1 – The Resistance
Nota: 7/10

Este conteúdo foi cedido para análise pela PlayStation Portugal.

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