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Análise – Call Of Duty: WWII

Estamos em 2017, o ano que marca o lançamento do 14º jogo principal da série Call Of Duty, iniciada em 2003. Nesta popular série de FPS, acompanhámos soldados, heróis, renegados e mercenários em cenários que vão desde as praias da Normandia, durante a Segunda Grande Guerra, até às luas de Saturno, em cenários de ficção científica.

Call Of Duty: WWII, da produtora Sledgehammer, dá um rebobinar na história propriamente dita e no legado do jogo, levando os jogadores de novo para a Segunda Grande Guerra onde não há jetpacks, lasers nem companheiros robôs. Algo que a comunidade tem vindo a pedir há algum tempo.

Este jogo podia ser um reboot, ou um remake de um dos três primeiros capítulos da série, mas, em vez disso, aproveita a tecnologia e todas as mecânicas que se tornaram intrínsecos à franquia nesta última década e meia, apresentando um jogo atual, e até original, dentro do possível.

Na verdade, estamos perante um pacote de jogos. Três para ser exato. Três jogos que podem ser do agrado da maioria dos jogadores ou que podem ser dirigidos para fatias diferentes. Temos o modo de campanha a solo, o modo cooperativo com zombies, e, o mais importante, o modo multijogador.

Para quem procura COD pela história, WWII poderá não ser razão suficiente para adquirir o jogo. Ainda assim, é um modo sólido e com uma longevidade que vai depender da dificuldade escolhida.

Esta aventura começa com a icónica batalha de Normandia. Mais uma vez, vamos poder assistir aos momentos grotescos que Steven Spielberg tão bem recriou no grande ecrã, com o filme O Resgate do Soldado Ryan, mas aqui com alguma interação. É logo nesta primeira missão que começamos a perceber o que vem introduzir de bom e de mau ao longo da campanha.

A nível de história, temos uma aventura de união e sobrevivência, onde acompanhamos um grupo de soldados da 1ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos entre missões cheias de ação e outras mais calmas, que se dedicam apenas à infiltração e exposição narrativa.

O fio condutor da narrativa não é nada de espetacular, servindo apenas para intercalar e justificar as missões que se seguem. As personagens são minimamente interessantes pelas amizades e bagagem que apresentam no ecrã, mas encontram-se rodeadas de clichés e estereótipos que encontramos em quase todas as histórias de guerra.

Narrativa de parte, temos uma jogabilidade bastante simplificada em relação ao que estávamos habituados em jogos anteriores. Regressamos aos pacotes de vida em vez da regeneração automática e a velocidade e controlo da personagem, é agora, um pouco mais lenta. No entanto, vamos ter ao nosso dispor alguns elementos interessantes, como chamadas de ação para os nossos companheiros (aos quais podemos pedir vida, munições e informação da posição dos inimigos).

As missões são variadas e colocam-nos em situações que nos obrigam a usar as diferentes armas ao nosso dispor. Nem sempre estamos perante níveis de “corredor”, o que permite atingir objetivos de modo diferente, e existem ainda sequências de veículos para quebrar um pouco o ritmo dos tiros tradicionais.

O grande problema deste modo, que podia ajudar ofuscar os problemas narrativos, está relacionado com o ritmo frenético e com a apresentação extremamente explosiva de alguns momentos. Desde a primeira missão que tudo acontece demasiado depressa, não dando tempo para nos deixarmos envolver pelos ambientes e situações apresentadas, e é frequente sermos confrontados com situações típicas de um filme de Hollywood, com cenas de ação e explosões difíceis de levar a sério.

O modo multijogador vem dividido em dois. O modo de Zombies dedicado ao jogo cooperativo e o multijogador propriamente dito, mais competitivo e social.

Este ano, o elemento social é, aparentemente, o mais importante de COD: WWII, onde podemos juntar até 48 jogadores num mapa na praia de Omaha, na Normandia, e participar em imensas atividades. Por exemplo, os jogadores podem fazer competições rápidas 1 vs 1, enquanto outros assistem, e até criar pequenos torneios. Podem treinar a pontaria no campo de tiro com as suas armas e habilidades e podem até meter inveja aos vossos amigos com as lootboxes que caem do céu.

Já no multijogador propriamente dito, os jogadores têm muito por onde escolher, quer sejam modos, mapas ou uma das cinco divisões disponíveis.

O regresso às origens de COD: WWII vem influenciar o ritmo das partidas, bem como a sua jogabilidade e o design dos mapas, que são agora mais pequenos e claustrofóbicos, contrastando com a verticalidade dos jogos mais futuristas, onde era possível voar pelos mapas. Os jogadores têm agora maior resistência e o jogo obriga a um constante movimento, para não sermos apanhados de surpresa ao virar da esquina.

Há ainda a introdução do modo War, que conta com uma experiência quase narrativa, em que equipas de até seis jogadores vão recriar batalhas icónicas da Segunda Grande Guerra.

COD: WWII já vale por si só com o modo multijogador. É completo, familiar, divertido e vai ocupar imensas horas aos mais fanáticos com os rápidos ciclos de matar, morrer e repetir.

O terceiro grande pilar de COD: WWII é o seu modo de Zombies. Desde a sua introdução em COD: World at War, que este modo tem vindo a sofrer alterações adaptadas ao registo do jogo. É um modo cooperativo com a sua própria narrativa, fictícia e deslocada das campanhas a solo. Nesta edição, temos o Nazi Zombies, que nos apresenta um mundo em que o Terceiro Reich criou um exército de mortos-vivos e as coisas correram de mal a pior.

Este modo é jogado até quatro pessoas que podem personalizar as classes e habilidades das suas personagens, de acordo com a sua evolução, sendo colocadas à prova em diferentes mapas onde surgem ondas e ondas de inimigos. Este é um modo de sobrevivência que requer muito trabalho de equipa e uma enorme capacidade de racionar munições e vida. Este é, provavelmente, o modo mais divertido de COD: WWII, especialmente se for jogado entre amigos.

COD: WWII é um bom pacote com um pouco de tudo que um jogo moderno deve oferecer. Este ano, a sua abordagem é apenas uma resposta aos pedidos da comunidade, mas que se reflete demasiado na execução das mecânicas. Surge assim como mais uma proposta dentro da série Call Of Duty, não sendo um completo substituto do seu predecessor, Infinite Warfare.

Call Of Duty: WWII está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Call of Duty: WWII
Nota: 7/10

O jogo (versão PS4) foi cedido para análise pela PlayStation Portugal.

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