Bye Bye Summer Wine Party – Mais de 200 vinhos para prova

No passado dia 6 de setembro, foi a vez de Lisboa receber mais uma Bye Bye Summer Wine Party, após no dia 31 de agosto a cidade de Vila do Conde ter acolhido o evento. Nesta quinta edição, o jardim do Hotel Marriott, ali pela Avenida dos Combatentes, foi mais uma vez o local escolhido.

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Estiveram à mostra mais de 200 vinhos para prova neste Bye Bye Summer Wine Party, bem como cocktails e várias iguarias, incluindo porco no espeto. Neste clima de festa ao ar livre, houve também música passada por um DJ, e uma zona de passatempos patrocinada pela Enoport.

Em clima ameno e de final de tarde bem soalheira, apeteceu focar, neste Bye Bye Summer Wine Party, basicamente nos brancos. Assim, e para início de prova, visitámos o stand da AB Valley Wines, projeto sedeado em Amarante. Com várias escolhas entre Alvarinho, Loureiro e Arinto, todos de 2017 e competentes no paladar, o destaque acabou por ir para o Opção Azal. Um bom exemplo de vinho para tempo quente, com boca citrina e floral, além do gás ligeiro que ajuda a conferir leveza ao conjunto.

Os vinhos de Lisboa marcaram presença forte, e a Adega Mãe tem feito marcar a sua presença na região. Mais conhecido pelo seu rótulo Dory, de relação qualidade/preço reconhecida, hoje apostámos nos monocastas brancos, no caso Viosinho e Sauvignon Blanc. Os dois de 2018, o Viosinho a mostrar que adapta bem à zona do Tejo, com fragrância subtil, notas de chá e mineralidade, e dar notas de que até ganhar em evoluir na garrafa. Belo trabalho da equipa Anselmo Mendes e Diogo Lopes.

Mais untuoso e de sabores mais ricos, como alguma fruta tropical, o Sauvignon Blanc, tendo mais álcool, apresenta acidez que previne o desequilíbrio do conjunto. Exemplo de uma expressão evidente dos traços mais marcantes desta casta.

Regresso ao Norte, desta vez para a Quinta da Torre, no Marco de Canavezes, onde o enólogo André Amaral tem desenvolvido os vinhos São Caetano. Em oito hectares, planta-se Arinto, Alvarinho, Loureiro e Azal, nos brancos, e Espadeiro e Vinhão nos tintos. A região dos vinhos verdes apresenta aqui um belo panorama das suas potencialidades, e na prova de belo nível que por aqui se fez, sublinhamos, além do belo Azal, o surpreendente Arinto, feitos com vinhas de 20 anos. Profundidade de boca completamente diferente de vário Arintos que pululam no mercado, grande subtileza nos sabores cítricos, vinho feito com prensa cuidadosa e sem barrica.

Não é à toa que já colecionou medalhas em concursos como o da Comissão dos Vinhos Verdes, e lá fora, como aconteceu no Concurso de Lyon. Nota também para o Espadeiro, casta que ainda não terá feito todo o seu caminho por Lisboa, mas que merece ser mais descoberta. Um excelente exemplo do que deve ser um rosé, morangos e framboesas, juventude sem perder um final com alguma demora.

Projeto novo e extremamente interessante, uns quilómetros mais acima, já na Minhota Celorico de Basto, é o da Fonte da Cobra, quinta familiar com onze hectares onde se planta Azal, Arinto, Loureiro, Alvarinho, Fernão Pires e Vinhão a cerca de 500 metros de altitude.

Com enologia de Constantino Ramos, o verde colheita de 2018, com um PVP de cerca de 4,50€, apesenta uma excelente relação qualidade/preço. Carregado na acidez e mineralidade, a secar a boca como é típico no trabalho do enólogo, um verde para consumo corrente que não vai desiludir. Muito se tem falado também no Turra, rótulo irmão e vinhão que tem ganho muito destaque pelo seu carácter contrastante com os clichés associados a este vinho proscrito por muitos. Mas a prova neste Bye Bye Summer Wine Party já ia longa, pelo que aguardamos pela edição.

Fotos de: Emanuel Silvares Canoilas

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