BOYA Mini 2 Review: Gravações limpas

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A popularidade dos microfones sem fios lavalier introduz-nos agora a soluções para criação de conteúdo bem interessantes, versáteis e baratas, como o conjunto BOYA Mini 2, capaz de rivalizar com o material semi-profissional de muitos criadores de conteúdo.

Para os criadores de conteúdos ativos, sejam eles os que se sentam em frente à câmara, os que andam de um lado para o outro em eventos a interagir com outras pessoas, ou para quem procura levar o seu trabalho a outro nível com entrevistas e declarações, um microfone de qualidade é uma ferramenta tão essencial como uma câmara. Soluções, assim como chapéus, há muitas e uma das mais populares da atualidade são os microfones sem fios lavalier, como os novos BOYA Mini 2.

Quem não souber do que estou a falar, provavelmente já os viu e não deu conta. Refiro-me àqueles microfones usados nas lapelas e na roupa das pessoas e que atualmente muitos criadores de conteúdo prendem a objetos mundanos, como canelas, cartões, figuras ou até espátulas, transmitindo alguma identidade e caracterização à sua personagem. E os BOYA Mini 2 podem ser usados precisamente assim, graças a um simples sistema de clipe com mola, fácil de colocar em qualquer tecido ou objeto.

Não é por acaso que me estou a referir aos BOYA Mini 2 no plural, pois esta solução da BOYA é, na verdade, um conjunto, um par de microfones, que se fazem acompanhar de uma caixa de transporte e carregamento semelhante à de muitos auriculares sem fios, e não de um, mas de dois recetores de transmissão: um USB-C e outro de ligação Lightning para dispositivos iOS pré-iPhone 15 – ainda que a caixa de carregamento só tenha espaço para um destes recetores. É um conjunto, logo à partida, extremamente completo e que, pela sua natureza, é dirigido para quem quer fazer conteúdo com um segundo elemento, seja num podcast, numa conversa, numa stream ou numa entrevista. As possibilidades são imensas.

Tal como um bom par de auscultadores, este é um conjunto com excelente qualidade de construção, que não se sente como o produto barato que realmente é, embora o pequeno recetor pareça ficar um pouco solto dentro da caixa e chocalhe um pouco. Porém, as dimensões são bastante reduzidas e compactas, sendo bastante fácil de levar para qualquer lado num bolso.

A utilização dos BOYA Mini 2 é literalmente plug-and-play, sem necessidade de emparelhamento. Dado que recorrem exclusivamente aos seus recetores com transmissão via 2,4 GHz, estável e de baixa latência, basta ligá-los a qualquer dispositivo para que os microfones fiquem prontos a usar. Basta abrir a aplicação desejada, configurar o input e começar a falar e a gravar. Super rápido, prático e conveniente.

Com uma interface mínima, cada microfone e recetor contam apenas com um botão, dedicado à redução de ruído, que é francamente impressionante, sendo capaz de isolar de forma exemplar a voz do utilizador em ambientes ruidosos, com ventoinhas constantes e outros barulhos externos. A diferença é particularmente notória numa gravação de comparação, onde basta ligar e desligar a redução de ruído fisicamente com um toque, seja no recetor, seja nos microfones. A qualidade de gravação e de isolamento de som é tão boa que torna a não-utilização da redução de ruído um pouco redundante.

A qualidade da gravação, como comecei a dizer, é também ela fantástica e de altíssima qualidade, capturando um som natural e encorpado, sem distorções ou picos de volume inesperados, com resultados que rivalizam com soluções de secretária como o Corsair Wave:3, que costumo usar nas minhas narrações e podcasts, onde mesmo assim preciso de algum filtro e auxílio. Agora, confrontado com estes resultados, sou capaz de começar a usar os BOYA Mini 2 de forma mais regular.

De acordo com a marca, estes resultados devem-se a algoritmos proprietários e, claro, às características do produto, que se apresentam como uma “evolução” da geração anterior. Como já costuma ser comum, há aqui alguma “inteligência artificial” envolvida na redução de ruído, introduzida neste modelo, para isolar a voz e reduzir até 40 dB em ambientes ruidosos, e até menos 15 dB no modo normal, em ambientes mais naturais, que, como já indiquei, faz um trabalho impecável. Já a qualidade de som é resultado de uma resposta entre os 20 Hz e os 20 kHz, e gravação de alta resolução até 48 kHz/24-bit.

Apesar de toda a simplicidade de utilização, a marca fornece ainda um software bem compreensivo para iOS e Android, que permite afinar o som, com equalizador, definir som mono ou estéreo com os dois microfones, ajustar o ganho, o nível de redução de volume, entre outras opções bem-vindas para quem quiser mais controlo nas gravações.

Por fim, a autonomia do conjunto BOYA Mini 2 é satisfatória, mas nada por aí além, com um tempo de utilização útil bastante semelhante ao de auriculares do género, permitindo até 6 horas por carga e até 30 horas recorrendo à caixa.

Enquanto utilizador casual deste tipo de produtos, estou bastante satisfeito com a experiência e com a liberdade que oferece. No entanto, se tivesse que apontar uma crítica menos positiva, seria às cabeças de cada microfone, com as suas pequenas esponjas que saltam com demasiada facilidade, especialmente quando tentamos pressionar o clip para o abrir.

Regressando aos pontos positivos, os BOYA Mini 2 são uma excelente opção para quem procura um equipamento do género, surgindo a preços bastante acessíveis e simbólicos. O modelo que recebi para teste foi o BOYA Mini 2-01, em preto mate, que inclui os recetores USB-C e Lightning, e custa 69,99€, mas, dependendo da cor e para quem só quiser o recetor USB-C, é possível adquiri-lo por 34,99€. A marca ainda vende os BOYA Mini 2 com cabo de carregamento magnético, sem caixa, por 39€, mas, francamente, não me parece uma boa escolha, quando a caixa é muito mais versátil e compatível com qualquer cabo USB-C. Podem conhecer melhor esta solução e as várias propostas na sua loja oficial.

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Este dispositivo foi cedido para análise pela BOYA.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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