Asha Sharma, responsável pela divisão de videojogos da Microsoft, admite fala em parcerias e mudanças no modelo operacional, enquanto continua com despedimentos, parte da maior reestruturação da história da XBOX.
Asha Sharma, CEO da XBOX, afastou a possibilidade de a Microsoft vender a sua divisão de videojogos. A declaração surge numa entrevista ao The New York Times, onde a responsável foi direta ao afirmar que “a XBOX não está à venda”, numa altura em que a empresa atravessa a maior reestruturação da sua história, envolta de despedimentos, venda de estúdios e cancelamentos ou reboots de projetos.
“Vamos fazer tudo o que for necessário para colocar a empresa numa posição de sucesso e vamos procurar as parcerias certas, o modelo operacional certo e tudo o que for necessário para alcançar esse objetivo”, acrescentou Sharma. Apesar de Sharma afastar uma venda, não exclui alterações à forma como a XBOX funciona dentro da Microsoft, referindo “parcerias certas” e um “modelo operacional certo”.
As declarações surgem depois de o The Information ter avançado, em junho, que a Microsoft não tinha planos imediatos para separar a XBOX, mas também não tinha colocado de parte uma reorganização da divisão. Entre as possibilidades encontrava-se a criação de uma subsidiária totalmente detida pela Microsoft, uma estrutura semelhante à da LinkedIn, ou uma parceria com outras empresas.
A antiga presidente da CoreAI assumiu a liderança da XBOX em fevereiro, substituindo Phil Spencer, e iniciou poucos meses depois aquilo que descreveu internamente como “a reestruturação mais significativa da história da XBOX”. Até julho foram eliminados cerca de 1600 postos de trabalho, e mais recentemente em mudanças realizadas em vários estúdios, despediu mais 268 trabalhadores e entregou Halo à Activision. Espera-se ainda uma última vaga de despedimentos até ao final do ano.
Apesar das dificuldades, a CEO continua a apontar para uma recuperação dentro da Microsoft. “Ainda temos um longo caminho pela frente com a Microsoft e vamos adotar uma visão a longo prazo”.
