Análise – WRC 10 (PlayStation 5)

O jogo mais popular do mundial de Rali está de regresso, desta vez montado com régua e esquadro e já adaptado de raiz para as consolas de nova geração.

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O capítulo anterior desta franquia foi um dos melhores títulos que joguei lançados em 2020. Este ano, WRC 10 está bem posicionado para repetir a façanha, graças a quatro pontos chave: interface, melhoria do modo de carreira, áudio mais imersivo e melhorias da sensação de condução.

A interface, que foi completamente redesenhada, tornou-se muito mais intuitiva e user friendly. Há agora, nos menus, uma disposição diferente. Foi abandonada a ideia de páginas inteiras (que se mantém no F1 2021, por exemplo), passando a funcionar por aba lateral e secções correspondentes.

Nessa aba lateral (que é basicamente o menu inicial) podem encontrar o modo WRC, que conta com tudo o que é essencial à experiência do jogo; o modo 50º aniversário, um modo exclusivo que consiste em reviver todos os ralis históricos, correndo-os com carros célebres, por etapas; a carta de condutor, que agora inclui muito mais dados sobre o progresso e desempenho no jogo (apreciado por fãs de estatística, como eu); o salão de exposição virtual, local onde é possível ver todos os carros do jogo ao detalhe; e por fim, uma zona exclusiva para personalizar todas as definições do jogo.

Como referi anteriormente, tudo o que é essencial ao jogo está concentrado no modo WRC, subdividindo-se em quatro secções distintas e bem organizadas. Uma delas é a “Life”, que dispõe todos os eventos online diários e semanais e o feed de notícias. Temos também a secção “Solo”, onde estão os meus modos preferidos: o modo de carreira, jogo rápido, temporada e o novíssimo editor de livery para os carros, onde é possível criar um design a gosto para qualquer carro disponível. Não podia faltar a secção de multiplayer, composto pelos clubes, online multiplayer, leaderboard, co-driver (introduzido no ano passado) e o clássico split screen. Por fim, há a secção de “Skill Development”, onde estão agora os desafios, a área de teste e o modo de treino, que se desenrola em diversas pistas cíclicas e nos permite escolher o carro a usar. O objetivo passa por melhorar tempos com base na repetição de percursos.

wrc 10 review echo boomer 3

Em todas estas secções, que ocupam o ecrã “à vez”, o que dá um aspeto mais limpo, está associada a informação sobre o que se pode fazer na secção em causa, acompanhado pela reprodução de arquivo vídeo do jogo e de momentos esports a passar em loop (diferente para cada secção). Isto é uma novidade bem pensada, visto que vem conferir outro dinamismo ao ecrã (beneficiando deste agora ser mais descomplicado) e oferecer inspiração, enquanto não é tomada uma decisão sobre o que fazer a seguir.

Esta nova interface também trouxe a sua quota parte de benefícios ao jogo rápido, uma vez que, assim que é definida a prova a correr, há uma ordem sequencial de escolha de pré-definições da corrida em si, por fases. Estas fases já incluem a escolha da altura do dia e tempo meteorológico. Uma melhoria muito bem-vinda até porque, no jogo anterior, a prova era definida por ecrã de navegação, então muitas vezes saltava-se a escolha da altura do dia e meteorologia sem querer.

Para terminar este ponto, e já que estou a falar das melhorias no que toca à interface, aproveito também para referir o modo de carreira, que está muito mais atrativo, completo e organizado. Este ano, há a novidade de ser possível criar uma equipa própria ou alterar o aspeto de carros contemporâneos através do editor de designs. Caso a gestão de pessoal não seja a vossa praia, mas ainda assim querem experienciar toda a emoção de um campeonato de rali, o modo temporada é a alternativa a escolher.

Apesar dos gráficos não terem melhorado de forma revolucionária, posso confirmar que o áudio está realmente mais imersivo (com os sons do comando melhorados) e que a sensação de condução está melhor no que toca a interação do carro com a pista e meteorologia, notando-se ainda mais o contraste ao correr em tipos de piso diferentes.

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Avançando para as novidades de conteúdo, os ralis do México, Argentina, Turquia e Alemanha foram substituídos pelos da Estónia, Croácia, Bélgica e Espanha. Contudo, por este ser o 50º aniversário, foram incluídos diversos ralis históricos que incluem Acrópole (Grécia) e Sanremo (Itália), por exemplo. Todos estes ralis combinados conferem ao jogo 120 etapas distintas, o que é muito terreno para trilhar. Há também mais de 20 carros lendários, bem como todos os carros pertencentes às 52 equipas oficiais da temporada de 2021 das categorias WRC, WRC2, WRC3 e Junior WRC.

Ainda que existam dezenas de pontos positivos, o jogo fica a uma unha negra da nota máxima (mais uma vez) pelo simples facto de ainda haverem problemas de conectividade com os servidores, algo irritante que já devia estar resolvido. Fora isso, a precisar de melhorias, só mesmo o público presente nas provas, que contrasta um bocado com o detalhe gráfico do resto do jogo. O ponto de foco a ter no próximo jogo, já que a interação do carro com a pista está sublime, é mesmo começar a otimizar a interação do carro com os elementos fora da pista (se bem que isto só traz valor acrescentado para iniciantes, como eu).

Fazendo um balanço para vos ajudar a decidir se valerá a pena investir neste jogo, acaba por ser simples. Se forem fãs de rali, vale o investimento por todo o novo conteúdo, pelas melhorias de sensação de condução e a amplitude que o modo carreira ganhou. Caso tenham o anterior, mas entretanto tenham comprado consola de nova geração para além dos motivos anteriores, junta-se a influência do DualSense na sensação de condução. Caso ainda não tenham feito o upgrade de consola e tiverem comprado WRC 9, julgo que vai depender do quanto vale o novo conteúdo, na vossa opinião. Ainda assim, considero WRC 10 um upgrade considerável e recomendo-o.

Nota: Muito Bom - Recomendado

Disponível para: PC, PlayStation 4, PlayStation 5,
Xbox One e Xbox Series X|S
Jogado na PlayStation 5
Cópia para análise cedida pela Upload Distribution

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