Análise – Super Lucky’s Tale

por David Fialho

Mesmo a tempo do lançamento da Xbox One X, as consolas da Microsoft e o Windows 10 recebem um jogo de plataformas para miúdos e graúdos.

Super Lucky’s Tale é a sequela de Lucky’s Tale, um jogo anteriormente lançado para a plataforma de realidade virtual Oculus Rift, e que agora encontra uma nova casa com exclusividade da Microsoft.

Este é um jogo que vai buscar inspirações aos primórdios dos jogos de plataformas 3D como Super Mario 64, Spyro The Dragon, Croc e Banjo-Kazooie, aproveitando o ressurgimento de um género que tem vindo a desaparecer com a saturação de experiências mais realistas e cinematográficas.

Neste jogo, o nosso protagonista é uma jovem raposa chamada Lucky, que é confrontado com a aparição de um gato malvado, Jinx, que rouba o Livro dos Tempos, um poderoso instrumento que permite transformar o mundo, alterando a sua realidade e história. Na nossa jornada, vamos ter que ultrapassar obstáculos e lutar com os filhos de Jinx, de modo a recuperar esse livro mágico.

Com um aspeto bastante limpo, colorido e simplista, Super Lucky’s Tale grita nostalgia. Ao sermos lançados numa área onde temos acesso aos diferentes níveis, encontramos moedas para apanhar, colecionáveis e personagens com quem falamos através de balões animados, tal como nos antigos jogos.

Os níveis de Super Lucky’s Tale são as verdadeiras estrelas deste jogo ao surgirem extremamente divertidos e imprevisíveis. Até o jogo tornar-se familiar e previsível, é difícil saber o que vamos encontrar atrás de cada portal. Temos níveis clássicos em 3D, outros com um aspeto de plataformas 2D, e, pelo meio, temos ainda puzzles de lógica, pequenos desafios e alguns caminhos alternativos que dão acesso a áreas secretas e colecionáveis.

Todos estes níveis são, também, diversos o suficiente com várias áreas diferentes para explorar e com diferentes temáticas, muito associadas ao perfil de cada vilão.

Também as batalhas com os vilões, embora simples e acessíveis, são diferentes entre si e algo dinâmicas, colocando à prova a destreza dos jogadores mais novos.

 

A nível de jogabilidade, Lucky é bastante simples. Temos o botão de salto, o de ataque, o de ação e o de podermos mergulhar no chão, como uma toupeira, para apanhar moedas ou atacar inimigos, algo que torna o jogo fluido e rápido. No entanto, os controlos não são os mais refinados, podendo causar alguma frustração com saltos e ataques mal executados. Pior ainda é quando a câmara não nos ajuda ao ocultar, com frequência, alguns pontos de interesse ou as zonas onde vamos saltar e cair.

Mas Super Lucky’s Tale não é um jogo difícil. Está orientado para jogadores mais jovens e isso nota-se pelas mecânicas simplificadas, pela trama ao estilo de um conto de fadas e pelo aspeto simpático e fofo.

Ainda assim, existem desafios que requerem algum treino e paciência, especialmente se forem daqueles jogadores que gostam de completar o jogo a 100% e descobrir todos os segredos. E isso pode ser um problema. Tal como os jogos em que se inspira, a progressão do jogo requer que o jogador tenha um certo número de colecionáveis apanhados. Em Super Lucky’s Tale, esses números são algo exagerados, ou seja, após completar alguns níveis, pode desmotivar a continuação do jogo.

Apesar dos seus visuais coloridos, é também na apresentação que Super Lucky’s Tale deixa algo a desejar e com a qual não consegue fazer frente à concorrência de outras plataformas, como a Nintendo. Super Lucky’s Tale não tem uma identidade muito forte e corre o risco de ser até bastante genérico. Falta-lhe um elemento diferenciador e charme dos seus antepassados para nos encher o olho.

O jogo permite ainda a selecção de alguns idiomas onde aparece o português do Brasil. Atendendo ao público a quem se dirige, é positivo que tenhamos este tipo de acessibilidade. No entanto, e mesmo que não faça muita diferença por ter pouca voz e texto, é pena não haver aposta no português de Portugal.

Não sendo um jogo obrigatório na nossa biblioteca, Super Lucky’s Tale merece alguma da nossa atenção, especialmente pela fraca oferta deste tipo de jogos na plataforma da Microsoft. É, certamente, um jogo que terá um valor maior nas mãos de um jogador mais novo, e é uma excelente alternativa aos jogos com componentes mais sociais, como Minecraft, ou com contornos mais adultos, como Call of Duty.

Super Lucky’s Tale já se encontra à venda por 29,99€ e faz parte do programa Play Anywhere, podendo ser jogado nas plataformas Xbox One e Windows 10.

O jogo foi cedido para análise pela Microsoft.

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