Análise – Star Wars Episode I: Racer

Corre como se fosse 1999.

Star Wars Episode I: Racer

Tinha apenas 11 anos em 1999 e, já na altura, ainda antes de me ligar à Internet, tinha uma paixão enorme por Star Wars. A minha inocência e antecipação por novos filmes fez com que, apesar das suas falhas, tivesse gostado imenso de Star Wars Episode 1: The Phantom Menace, que vi e revi vezes sem conta quando saiu em VHS e DVD posteriormente, depois de o ver nos cinemas no ano da sua estreia.

Mas até poder ver e rever no conforto da minha televisão, pude reviver uma das cenas mais icónicas do filme com Star Wars Episode I: Racer, um jogo de corridas inspirado nas competições de Pod Racer que foram brilhantemente executadas nesse infame filme.

A velocidade, a adrenalida, o perigo, o design e a atmosfera daquelas competições que, no fundo, eram corridas de biga futuristas, tinham tudo para ser um excelente jogo. E na altura foram mesmo isso.

Com uma jogabilidade de árcade quase perfeita, uma sensação de velocidade impecável, visuais na altura muito bem conseguidos e a fantástica banda sonora de John Williams, Star Wars Episode I: Racer foi, durante muito tempo, um dos meus jogos favoritos. E desde então que ansiava por uma versão moderna em forma de um remake ou reboot.

Em 2020, Star Wars Episode I: Racer está de volta e, infelizmente, não é bem o que eu gostava que fosse. Porém, após uma viagem nostálgica na minha Nintendo Switch, posso dizer que estou satisfeito.

Depois de um port simples para o PC, a PlayStation 4 e a Nintendo Switch recebem um relançamento do icónico jogo de Star Wars. Convertido pela Aspyr, a promessa de Star Wars Episode I: Racer é de preservar a experiência do original lançado originalmente no PC e Nintendo 64.

A conversão é simples. Temos resoluções até 4K na PlayStation 4, HUD melhorado, uma imagem mais clara, suporte de 60FPS e, também, a adição de multijogador local com splitscreen. O resultado final não é perfeito, mas, para os fãs de longa data que não se importam com um ou outro problema, é uma verdadeira viagem a 1999.

A versão que joguei foi a Nintendo Switch. Este é o tipo de jogo que parece fazer todo o sentido estar na consola portátil/hibrida de Nintendo. Com uma campanha composta por provas isoladas que podem ser pausadas a qualquer momento, o formato do jogo encaixa na perfeição na filosofia da pequena consola.

Começando pelos visuais do jogo, é importante reforçar que este é um jogo antigo. 1999 já foi há 21 anos e, desde então, muita coisa evoluiu. Este não é um daqueles casos em que um remaster traz novidades que encaixam nas perspetivas da nossa memória. Na verdade é o inverso, e relembra-nos o quão rudimentares os visuais da época eram.

Felizmente, Star Wars Episode I: Racer não aposta num aspeto realista. Há um lado mais surreal e hiper-realista, muito por causa dos pods e dos cenários, que, com a arte geométrica, fruto das limitações tecnológicas da altura, oferece ao jogo algum do seu charme.

Em movimento, Star Wars Episode I: Racer é pura magia e joga-se quase tão bem como um jogo moderno. A fluidez de jogo faz-se sentir bastante bem e os controlos são precisos o suficiente para escapar aos obstáculos que se colocam pela nossa frente em corridas a mais de 500km/h.

Talvez um dos aspetos menos positivos seja o áudio do jogo, cuja qualidade parece não ter levado o mesmo tratamento de remasterização expectável. O áudio parece todo de baixa qualidade e com algum ruído, algo que se destaca em particular na fantástica música do jogo que empresta temas originais do próprio filme, mas que ajuda a estabelecer aquele tom nostálgico que tanto adoramos.

A adição do modo mulijogador é uma bênção, especialmente em modo de ecrã dividido, onde podemos partilhar os Joy-Cons e fazer partidas à antiga para ver quem é o melhor piloto. E por falar em Joy Cons, há também a inclusão de HD Rumble que tornam as corridas minimamente mais imersivas.

Star Wars Episode I: Racer faz o mínimo dos mínimos para agradar aos fãs do original. Com uma excelente variedade de cenários e veículos presentes no original, traz de volta as emoções mais inocentes e divertidas de uma era em que tudo era mais simples.

Contudo, há muita coisa que podia ter sido melhorada e que é de estranhar dado o tempo que houve com adiamentos até ao seu lançamento final. O jogo podia ter, por exemplo, texturas melhoradas, as introduções cinemáticas mais fluidas, um áudio melhor e até a interface podia ser mais trabalhada, pois durante as corridas os indicadores parecem continuar com uma resolução muito baixa.

No fim de contas, Star Wars Episode I: Racer, mesmo com as expectativas baixas, pode não ser aquilo que eu gostaria que fosse, mas os problemas que apresenta são, na minha opinião, menores, pois a essência está toda lá. O jogo no formato da Nintendo Switch resulta na perfeição e, enquanto não temos um hipotético regresso moderno, esta é das melhores formas atuais para fazer podracing.

Atualização: Logo após o lançamento desta análise Star Wars Episode I: Racer para a Nintendo Switch recebeu um patch que melhorou elementos como a definição do HUD, implementou controlos por sensor de movimentos, entre outros pequenos ajustes.

Nota: Bom

Plataformas: PlayStation 4 e Nintendo Switch
Este jogo (versão Nintendo Switch) foi cedido para análise pela Zebra Partners.

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Sigam-nos

10,845FansCurti
4,064SeguidoresSeguir
632SeguidoresSeguir

Relacionados

Star Wars Episode I: Racer chega à PlayStation e Nintendo Switch em maio

Esta versão de Star Wars Episode I: Racer, a cargo da Aspyr, é, virtualmente, o jogo original, mas com algumas melhorias de destaque

Star Wars Episode I Racer a caminho da Nintendo Switch e PlayStation 4

Star Wars Episode I Racer está de regresso em 2020 para a PlayStation 4 e Nintendo Switch.
- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Recentes

Já é possível assistir a filmes e séries em grupo no Disney Plus

Assim, podem ver os novos episódios de The Mandalorian ao mesmo tempo que os vossos amigos.

Monte Velho oferece vouchers de 20€ na FNAC e Wook na compra de duas garrafas

Têm é de ser rápidos, pois somente 450 felizardos é que vão conseguir aproveitar.