Análise – Sony Pulse 3D Midnight Black

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Fez no passado mês de novembro um ano desde que a PlayStation 5 chegou ao mercado. Com ela vieram também os primeiros acessórios, entre eles os Sony Pulse 3D, que recentemente tiveram um “relançamento” numa nova cor.

Enquanto a PlayStation não oferece capas ou edições alternativas da sua consola, são os periféricos os primeiros a vestirem-se de preto (em Midnight Black). Graças à PlayStation Portugal, tive a oportunidade de finalmente experimentar os Sony Pulse 3D que, dadas tantas alternativas no mercado, ainda não me tinha puxado muito a curiosidade.

Surgem com um preço recomendado de sensivelmente 100€, sem considerarmos promoções, e contam com várias vantagens de destaque. Foram desenhados a pensar na experiência da PlayStation 5, são sem-fios, tiram partido da tecnologia Tempest 3D AudioTech e podem também ser usados com fios, numa multitude de dispositivos.

Na teórica, temos aqui um par de auscultadores altamente versáteis, mas antes disso vou partilhar um pouco as minhas primeiras impressões, onde se concentram alguns dos pontos menos positivos.

Desenhados com a mesma linguagem visual da PlayStation 5, os Sony Pulse 3D são extremamente elegantes, um aspeto inegável que, infelizmente, entrou rapidamente em conflito com a minha primeira utilização ao colocá-los ao contrário, uma vez que o seu suporte alongado que abraça as cúpulas subentende uma utilização que é a errada, algo que felizmente está identificado no interior da banda com R e L.

Também menos positivos, numa primeira impressão, claro, são os materiais de construção e a robustez no geral dos Sony Pulse 3D. Dão uma sensação de fragilidade e pouca resistência (sensação de chocalho), algo inesperado vindo da Sony, que nos trouxe o incrível DualSense com um registo muito mais premium.

Com estes dois grandes apontamentos fora do caminho, há muita coisa boa a dizer dos Sony Pulse 3D. Começo com o conforto da sua banda elástica aborrachada que faz com que os Sony Pulse 3D fiquem firmes na nossa cabeça, seguido da sua leveza e das suas almofadas satisfatórias que, em conjunto, fazem dos Sony Pulse 3D uns auscultadores fáceis de usar horas a fio sem cansar.

A nível de controlos e interface, os Sony Pulse 3D são bastante completos, com quase todos os inputs no lado esquerdo: o mixer de Chat e Jogo, para equilibrar o que pretendemos ouvir; o monitor que nos permite ouvir a nossa própria voz; os botões de Volume; um botão de silêncio; a porta USB-C para carregar a bateria; um jack áudio para usar de forma passiva com o DualSense (e até com os comandos da Xbox ou com a Nintendo Switch) mas que impede a utilização do microfone; e por fim um interruptor físico On/Off, uma mais valia que facilita saber se os Sony Pulse 3D estão ligados ou não.

Utilizar os Sony Pulse 3D é bastante simples e é feito através de uma pequena pen USB que pode ser introduzida na porta frontal da PlayStation 5. Uma forma que garante maior estabilidade de sinal e a banda suficiente para tirar partido da tecnologia Tempest 3D AudioTech, mas é curioso a PlayStation 5 não incluir um receptor interno semelhante para este efeito. Esta pen é também uma das formas com a qual se podem usar os Sony Pulse 3D no PC. Mas se não tiverem bateria para usar os Sony Pulse 3D na PlayStation 5 (que dura sensivelmente o mesmo que a bateria do DualSense), podem sempre usar o cabo áudio incluído.

O aspeto mais forte dos Sony Pulse 3D é, como seria de esperar, a sua experiência áudio, com um sólido desempenho estéreo. Mas é com jogos adaptados ao som espacial, nomeadamente os exclusivos que tiram partido da tecnologia Tempest 3D AudioTech, como Marvel’s Spider-Man Miles Morales, Astro’s Playroom, Demon’s Souls, Returnal, Ratchet And Clank: Rift Apart entre outros, que a experiência ganha brilho, onde o som é amplo e os efeitos sonoros distintos, com um excelente alcance. O som nas condições certas é bastante pormenorizado e o efeito espacial uma delícia.

Contudo, convém ser realista e não elevar as expectativas para algo completamente revolucionário, uma vez que o efeito em termos práticos é muito semelhante ao que encontramos com o Dolby Atmos (que pode ser usado no PC ou na Xbox – através de cabo ligado ao comando). Esta experiência também não será nova para quem usa comandos com cabos ligados diretamente ao DualSense, sendo aqui a grande diferença a liberdade das capacidades wireless.

Também de destacar é o microfone de qualidade bastante satisfatória ao captar e a isolar a voz, numa experiência muito semelhante à do microfone nativo do DualSense, que é refrescante, já que não necessitamos de um braço em frente à boca como a maioria dos sets do género.

Enquanto que os Sony Pulse 3D podem não ser os melhores headsets para a PlayStation 5, apresentam todas as qualidades para ser um periférico essencial. Tão essencial até que, pelo seu custo, admira-me que a PlayStation não introduza um destes pares com cada consola à semelhança da inclusão de um DualSense. É que, no fim do dia, revelam-se um perfeito complemento à experiência.

Disponíveis nos tons da PlayStation 5, os Sony Pulse 3D encontram-se agora também na cor Midnight Black, nas lojas habituais.

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Este dispositivo foi cedido para análise pela PlayStation Portugal.

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