Análise – Skagen Jorn Hybrid HR

Uma aposta confortável para os aficionados nos clássicos de ponteiros, mas com alguma curiosidade na transição para os smartwatch.

- Publicidade -

A Skagen Denmark, fundada por dois dinamarqueses emigrantes nos Estados Unidos, é uma subsidiária da Fossil, que tem como objetivo dar a conhecer ao mundo ideais inspirados na cultura dinamarquesa (propósito, honestidade e simplicidade) através de relógios e outros acessórios.

A marca disponibilizou-nos o Jorn Hybrid HR para análise e, depois de ter testado o Fossil Gen 5, confesso que estava curioso sobre como funcionaria o conceito de “smartwatch híbrido”. E a verdade é que a surpresa com este “novo” filho dos smartwatches foi agradável.

Começando pelo design, tenho de confessar que é um relógio que agrada à primeira vista. Composto por traços simples e sóbrios, é um relógio perfeito para usar em qualquer contexto e combina com praticamente todos os estilos (o facto de ser predominantemente preto tem um peso grande). A caixa do mostrador é em aço inoxidável com três botões laterais para navegação nos menus e, na traseira, temos o anel de carga (com duas áreas de contacto com o carregador) e o leitor de ritmo cardíaco.

O mostrador de 38mm é composto por dois anéis fixos e impermutáveis – um externo com os traços dos minutos e um interno com os das horas, acompanhado pelos ponteiros referentes (não tem o de segundos). No centro do mostrador é onde fica o ecrã “e-ink” monocromático personalizável, que traz valor acrescentado à experiência “smart” com este relógio. Um grande problema com os relógios híbridos é mesmo esse, a forma como se dispõe a tecnologia sem comprometer a beleza estética típica de um relógio mecânico. Com este modelo, a Skagen consegue contornar essa problemática.

As braceletes deste modelo que recebi são em silicone com uma textura pouco comum, agradável ao toque e à visão. Noto que suo menos do pulso com esta bracelete do que com as lisas. A bracelete pode ser substituída com facilidade e os encaixes são compatíveis com outros smartwatches da Fossil, o que são ótimas notícias para quem tem relógios da marca “mãe”.

Dado que é um relógio híbrido, tem algumas limitações funcionais. O facto de não ter touchscreen – é controlado a 100% pelos três botões laterais – faz com que se tenha de recorrer à aplicação Skagen Hybrid Smartwatches para smartphones para termos acesso a todas as personalizações do display, funcionalidades associadas aos botões e leitura/rastreio pormenorizada das atividades diárias (passos, minutos de atividade, calorias queimadas, ritmo cardíaco e horas de repouso).

Isto não impede o acesso a nenhuma funcionalidade. No entanto, à parte das associadas aos botões que são de acesso instantâneo, é mais “trabalhoso” chegar às restantes funcionalidades do relógio. Posto isto, aconselho a associarem o que vos é mais útil aos três botões laterais, de forma a perderem menos tempo. As funcionalidades em causa são: modo de exercício, painel de bem-estar, cronómetro, temporizador, notificações recebida, controlo de música, meteorologia, desafios de atividade física e tempos de viagem. Esta última é particularmente interessante, visto que podem predefinir na aplicação 10 locais destino à escolha que visitem com frequência e rapidamente verificar o tempo real que demoram a chegar lá, com a atualização do trânsito incluída.

Aconselho a usarem o mesmo método para decidir quais as informações que querem expostas no ecrã, que incluem leitura de passos, segundo fuso horário, ritmo cardíaco, probabilidade de chuva, minutos de atividade, calorias queimadas e nível de bateria.

O software, ao contrário do que estava à espera, não é wearOS adaptado, mas sim um software desenvolvido especialmente para este modelo. Apesar de ser compatível tanto com Android como iOS, usei iOS a maior parte do tempo. Algo que notei é que usa uma aplicação distinta, a tal Skagen Hybrid Smartwatches, como já havia referido anteriormente.

Nenhum problema com a aplicação em causa, mas não seria boa ideia ter uma aplicação apenas com secções para os diferentes modelos de smartwatches? Isto para quem tem mais do que um smartwatch da Fossil torna-se aborrecido, pois é obrigado a ter duas apps distintas instaladas no smartphone. Enquanto a aplicação funciona lindamente, o software no relógio podia ser mais fluido e instantâneo, mas nada que se note muito (excepto no controlo da música, porque precisa obrigatoriamente de mandar a informação para a aplicação de música no smartphone para qualquer mudança ou alteração de volume).

A nível de rastreio de atividade física, não tenho grande meio de comparação para além do smartphone, mas fica a sensação que o Skagen inflaciona um bocado os dados para cima. Após alguma pesquisa na Internet para verificar esta problemática, pude constatar que se verifica esta inflação quando se compara o Skagen com outros smartwatches. Como tal, não considero que seja um bom relógio para quem leva o exercício físico muito a sério.

Chego finalmente ao cerne da questão, que pode ser fator decisivo aquando da compra de um smartwatch: a duração da bateria. O anunciado pela marca prendia-se sensivelmente com duas semanas de tempo de vida de bateria entre cargas, fazendo um uso regular do smartwatch.

Fiz três experiências. A primeira foi o uso “urbano” do dia a dia. Andar sempre com o relógio no pulso, conectado ao telefone por Bluetooth e uso pontual para controlar a música do smartphone quando o tinha no bolso, consultar a meteorologia, os dados de atividade diária ou o tempo de viagem até aos meus destinos – a bateria durou 16 dias. Na segunda foquei-me no uso mais desportivo, iniciando e fazendo rastreio a várias atividades físicas (até mesmo caminhar), sendo que continuei a fazer o uso do dia a dia – a bateria durou oito dias. Na terceira deixei o relógio em casa em stand-by e só conectava ao smartphone entre as 20h e a 1h – a bateria durou 29 dias.

Posto isto, e apesar de ser possível gastar a bateria em menos das duas semanas anunciadas, não há aquele sufoco que tive quando usei o Fossil Gen 5, que tinha de ser carregado todos os dias, e por vezes, ao fim de 10 horas de uso (sem rastreio de actividades físicas), já não tinha bateria. Outro ponto positivo é ser possível carregar o Skagen dos 0% aos 100% em sensivelmente uma hora e meia.

Outras funcionalidades que considero interessantes incluem o “ring my phone”, que é útil quando não sabemos onde o temos enfiado e o facto de receber notificações de mensagens e chamadas em tempo real. O facto do ponteiros ficarem dispostos na horizontal, sempre que se sai do mostrador principal, é um pormenor inteligente, visto que não estorvam qualquer informação exposta.

Por fim, as debilidades. Apesar do ecrã ter as suas limitações por ser “e-ink”, não destoa muito do relógio, exceto com reflexos laterais, onde se nota que não é de vidro. É algo a corrigir num próximo modelo, pois dá logo outro aspeto.

Apesar de ter certificado à prova de água 3ATM (e dust proof), o Skagen Jorn Hybrid HR não é apropriado para nadar, sendo que há relatos de embaciamento interno após exercício. No meu caso, tal não se verificou em nenhuma ocasião, por isso não creio que seja um problema geral.

Enquanto não considero que tenha funcionalidades a mais, tenho a certeza que, se o botão de pressão central fosse substituído por uma coroa de pressão e rotação, facilitava em muito a navegação nos menus. Por fim, a iluminação precisa de ser trabalhada. Neste momento tem quatro pontos de projeção específicos. Apesar de não dificultar em nada a leitura da informação do ecrã em total escuridão, não é uma iluminação sã e não abona a favor do aspeto premium do relógio, um anel luminoso fazia melhor o trabalho (se o objetivo for manter o ecrã “e-ink” num próximo modelo).

Colocando os pontos negativos e positivos numa balança, diria que a nota final é positiva, mas o segredo está nos detalhes, e esta linha híbrida da Skagen ainda tem um longo caminho a percorrer.

É certo que os pontos que referi acima fazem a sua quota parte de mossa na nota final deste smartwatch, mas a beleza estética geral, diversidade de funcionalidades, a simplicidade de setup e personalização através da aplicação , a fácil conetividade com o smartphone e a duração da bateria/curto tempo de carga abonam a favor do Jorn Hybrid HR, que é um bom smartwatch dentro da gama híbrida.

O Skagen Jorn Hybrid HR está disponível no mercado com um PVP de 199€.

- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Parceiros

Relacionados

O novo smartwatch da Vodafone para crianças tem personagens da Disney, Pixar, Marvel e Star Wars

O Neo adapta-se às necessidades dos pais e das crianças, garantindo a possibilidade de estarem sempre ligados entre si. Há...

Análise – Fossil Sport

O Fossil Sport é um relógio que logo pelo nome sabe no que é bom a oferecer.

Depois da NOS, também a MEO já tem um tarifário eSIM

Para já, a MEO tem apenas um tarifário, o M IoT, que, por 2,99€/mês, oferece 200MB de dados móveis e 50 minutos + 50 SMS para todas as redes nacionais.
- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Recentes

Nazaré cancela eventos de rua do Carnaval 2022 e ativa Plano Municipal de Emergência

As regras no município podem apertar se o presidente da câmara assim o decidir.

Não haverá festas de passagem de ano no Algarve

E foram também canceladas várias iniciativas que integravam a programação de Natal.

Análise – Sony Pulse 3D Midnight Black

Fez no passado mês de novembro um ano desde que a PlayStation 5 chegou ao mercado. Com ela vieram também os primeiros acessórios, entre eles os Sony Pulse 3D, que recentemente tiveram um “relançamento” numa nova cor.