Análise – Fossil Gen 5

A relação de simbiose entre a Google e a Fossil continua a evoluir significativamente, agora com o lançamento da 5ª geração da linha de relógios, chamada Carlyle.

Fossil Gen 5

Sabendo da existência de novos dispositivos vestíveis (wearables), e já depois de, há uns meses, termos testado o Fossil Sport, pedimos à marca para que nos enviasse uma unidade da Gen 5 para review. E há muito para dizer.

Começando pelo aspeto do relógio, é, para mim, o ponto mais forte (a par do desempenho). Para ser franco, gosto de usar produtos da Apple, mas isso não salva o Apple Watch. Ter um ecrã rectangular, ainda que possa ser melhor a nível de estandardização de formato, é horrendo. O relógio que escolhi foi o Gen 5 Smartwatch The Carlyle HR Black Silicone. A nível de design não tenho nada a apontar, mas se calhar, a longo prazo, o mesmo modelo com a bracelete Dark Brown Leather é uma aposta mais certeira.

O Fossil Gen 5 Smartwatch The Carlyle também tem botões analógicos, claro, e são os três clássicos (como tem sido normal até então), adaptados à tecnologia atual de forma eficiente. A coroa é o botão mais útil dos três e funciona de três formas distintas. Premindo de forma simples abre o menu de apps e, quando premido no menu ou aplicação, serve como home button. Já se premirmos de forma contínua, tal ação ativa o assistente de voz. Por último, ao rodarmos a coroa, tal serve como navegação alternativa ao deslizar do dedo no ecrã. Os outros dois botões servem como atalhos para Apps, sendo bastante úteis caso tenham aplicações que usem com mais frequência. Caso não tenham assim nenhuma app que utilizem com frequência, como é o meu caso, acabam por ficar esquecidos.

No que toca à qualidade dos materiais do relógio (fora a bracelete que varia), estou bastante surpreendido pela positiva. O meio onde trabalho é suscetível a haver raspões/toques e, em quatro situações, foi sempre onde o relógio raspou/tocou que acabou por ficar danificado. O facto da caixa ser em aço inoxidável ajuda bastante, claro!

Pela sua aparente durabilidade e pelos materiais de construção que emprega, este relógio é fácil de recomendar ao pessoal dos desportos radicais. Além disso, o dispositivo conta ainda com uma grande variedade de perfis de atividades desportivas e físicas, sendo fácil ficar a par do nosso desempenho com os dados disponibilizados no fim de cada treino (no relógio e na app para o smartphone), que, por sua vez, são bastante completos e simples de interpretar.

O visor é um ponto forte, pois reage muito bem ao toque. A definição é incrível para o tamanho que tem e, a nível de cor e brilho, não tenho nada a apontar. O único defeito que posso referir é o facto de não estar aproveitado a 100% por haver um género de banda preta circundante que poderia ter sido aproveitada para tornar a área de ecrã ainda maior. A navegação e interação com o relógio pode ser feita através do ecrã na totalidade, daí também ser importante maximizar o aproveitamento do uso do mesmo.

A nível de especificações, o relógio é dotado de um ecrã AMOLED circular com 1,28 polegadas e uma densidade de píxeis de 328ppi, processador Snapdragon Wear 3100, 1GB de RAM e 8GB de memória interna. É resistente à água 3ATM (menos 2ATM que a versão desportiva), o que significa que é resistente a salpicos ou eventuais mergulhos rápidos em água doce. No entanto, não deve ser usado para nadar (não aparece na lista de exercícios físicos) e muito menos devem tomar banho com ele ou lavá-lo em água quente.

O smartwatch conta ainda com monitorização de ritmo cardíaco, NFC (para pagamentos), GPS, altímetro (medição de altura), acelerómetro, giroscópio e detetor de luz ambiente. Para além disso, tem microfone e altifalante incorporado, tornando-o mais útil – “Tech that talks back” é o slogan e bate certo! Assim, é possível “falar com ele” e utilizar o assistente, falar com outras pessoas através de chamada quando conectado ao smartphone ou até ouvir música. A qualidade do som é boa e, em chamada, o áudio é percetível para os dois lados (se o relógio estiver relativamente perto do smartphone, ou seja, num máximo de até dois ou três metros de distância).

No que toca a desempenho, pela experiência que estou a ter e pelo que tenho lido, é dos relógios mais fluidos do mercado. A resposta ao toque e comandos é imediata, a navegação muito fluida e sem lag e a abertura de aplicações nativas é quase instantânea. O facto da RAM ter sido aumentada de 500MB para 1GB nesta face à versão anterior foi a grande responsável pela melhoria.

Usei o smartwatch sempre com o iPhone XS Max e, apesar de ter tido uns problemas iniciais de conectividade nos primeiros dois dias, tal nunca mais sucedeu nas semanas seguintes. Estou em condições de garantir que, apesar de serem sistemas operativos distintos, o WearOS tem muito boa transversalidade com iOS. Só encontrei uma falha que me faz alguma confusão: não dar para responder a mensagens no relógio, que até tem teclado disponível e é fácil escrever nele (sei que com smartphones Android tal é possível). Aguardo ansiosamente um futuro update que torne isso possível.

Finalmente chego ao ponto-chave: a bateria. A bateria não melhorou, ao contrário do que era esperado e, como solução, a Google criou Modos de Bateria (Diário, Estendido, Personalizado e Apenas Horas). Isto não veio resolver o problema, só disfarçá-lo, até porque, quando compramos um smartwatch, o intuito é que ele funcione de forma “smart”, podendo recorrer a todas as funcionalidades, usá-lo de forma normal e durar pelo menos o dia inteiro. Infelizmente, tal não acontece.

Em dias de trabalho, costumo usar o relógio das 7h às 19h, sempre ligado ao iPhone por Bluetooth (nunca ao Wi-Fi), quase só para consulta e baixa interação e chego a casa ainda com 50-60% de bateria. Com Wi-Fi e uso moderado, já não dava para passar muito do meio dia. Já se derem uso à monitorização de atividades físicas, a bateria não irá durar sequer seis horas.

Concluindo e resumindo, vou sintetizar os pontos fortes e fracos do Gen 5 Smartwatch The Carlyle HR.

Como pontos fortes temos de resistência dos materiais, a fluidez, as funcionalidades, o aspeto, o micro/altifalante, a funcionalidade da coroa, a resposta ao toque, a qualidade do ecrã, a diversidade de monitorizações que faz e o quão fiéis à realidade são. Os pontos fracos prendem-se sobretudo com a durabilidade da bateria, que lesa em muito a experiência com o smartwatch, e, no caso de que tem iPhone, o facto de não ser possível responder a mensagens no geral é frustrante.

Atenção que também é preciso ter conta no Google Pay para dar uso aos pagamentos pelo smartwatch e, em Portugal, não há essa app para o iPhone.

Nota: Muito Bom

Este dispositivo foi cedido para análise pela Fossil.

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