Análise – Red Faction: Guerrilla Re-Mars-tered (Nintendo Switch)

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Não parece, mas há 10 anos estávamos apenas na geração de consolas anterior à atual, que continua a receber conversões e remasterizações, em lançamentos que, por vezes, tornam os jogos dessa época em edições definitivas.

Red Faction Guerrilla viu a sua rematerização para a geração atual com o hilariante nome de Red Faction: Guerrilla Re-Mars-tered, que teve também direito a uma conversão na híbrida da Nintendo.

Red Faction: Guerrilla é, até certo ponto, um bom exemplo de que a Nintendo Switch é uma consola perfeita para conversões da geração passada, especialmente no seu modo portátil, muito graças ao seu desempenho superior à PlayStation 3 e Xbox 360 em muitos dos jogos de estúdios third party.

As primeiras impressões do jogo na consola da Nintendo revelam que o título encaixa na perfeição no conceito da consola, com visuais sólidos e controlos responsivos, num jogo de mundo aberto onde reina a destruição.

Red Faction: Guerrilla é o terceiro título da série Red Faction, reconhecida pelas suas mecânicas de destruição de ambientes e edifícios. Jogamos na terceira pessoa no ano 2126, onde vestimos a pele de um engenheiro que se envolve numa guerra entre humanos e colonos marcianos no planeta vermelho.

Ao longo do jogo, vamos desbloqueando áreas, salvando reféns, combatendo soldados, entre missões principais e secundárias.

É um título de mundo aberto com uma estrutura tradicional que prima pela sua jogabilidade na terceira pessoa, bem divertida por sinal, e pelos cenários destrutíveis, com os quais podemos interagir para nossa vantagem em combate ou para fazer desafios.

À semelhança das versões de PlayStation 4 e Xbox One, Re-Mars-Tered conta com suporte de maiores resoluções e melhores texturas. E essas são as novidades, porque, de resto, é praticamente o mesmo jogo de outra época. Portanto, se procuram uma experiência nova, tirando a novidade de poder jogar Red Faction numa portátil, pouco ou nada vão encontrar.

A destruição de Red Faction Guerrilla continua um regalo para os olhos nesta versão. Destruir torres a partir das bases, rebentar com pilares para acabar com os inimigos de um edifício ou entrar por uma parede com uma carrinha blindada ao longo de várias missões curtas e deliciosas são apenas algumas das coisas que podemos fazer. É aliciante para perder horas neste planeta vermelho.

Mas quer na portabilidade ou no ecrã de uma televisão, esta conversão apresenta algumas limitações devido à escala e ambição deste título. Com dois modos de desempenho distintos, o jogo não tem propriamente um meio termo entre a qualidade e o desempenho para um resultado ótimo.

Esta seleção de modos, que só pode ser feita a partir do menu inicial do jogo, permite que os jogadores possam escolher um melhor desempenho ou uma melhor qualidade.

Em modo de alto desempenho, o jogo promete uma melhor fluidez de imagem, com framerate acima até aos 60fps, ainda que, às vezes, se note algumas quebras. Para tal efeito, o jogo reduz dinamicamente a resolução de imagem, resultando numa qualidade de imagem mais suave e desfocada, especialmente em momentos de jogo mais intensos e com muita destruição. Felizmente, este é um modo que, no modo portátil, é bastante satisfatório, uma vez que contamos com um ecrã mais reduzido, e o efeito suave, apesar de aparente, não incomoda tanto como numa televisão de grandes dimensões.

O segundo modo, de alta qualidade, como o nome indica, dá prioridade à qualidade de imagem, apresentando resoluções mais altas e texturas muito mais bem definidas. O compromisso? Está na fluidez de imagem, que tenta manter-se por volta dos 30fps, mas com quebras notáveis, resultando numa experiência aparentemente menos otimizada, mas aceitável.

Também é pena que nesta versão não se encontrem muitas melhorias nos controlos, ou uma adaptação mais moderna no sistema de combate e de tiro, que, em particular com os joy-cons, requerem algum hábito e ajuste nas definições. Há uma estranha sensação de estarmos a jogar algo mais arcaico e pouco preciso, mesmo com a assistência de mira.

Felizmente, para quem jogar no sofá com os joy-cons, pode tirar partido do controlo por giroscópio, que ajuda bastante na pontaria. Já no modo portátil, com os comandos encaixados na consola, não é tão prático de usar.

No geral, Red Faction: Guerrilla Re-Mars-tered é uma ótima adição ao catálogo da Nintendo Switch, em particular para quem nunca jogou o original. Tem momentos em que revela os seus 10 anos, mas quase sempre parece um jogo atual. E a novidade de jogar algo assim num dispositivo móvel nunca perde a sua magia.

Red Faction: Guerrilla Re-Mars-tered já está disponível para a Nintendo Switch.

Este jogo foi cedido para análise pela Dead Good Media

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