Análise – Recompile (PlayStation 5)

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Um metroidvania com um estilo visual interessante que não complementa a sua jogabilidade aborrecida.

É difícil analisar Recompile sem ser injusto, mas depois de escrever sobre Ender Lilies e Death’s Door, sinto que o título da Phigames pouco adiciona ao género de ação e aventura. Fora o seu estilo visual, que simula o interior de um sistema informático – com o jogador a assumir o papel de um programa –, Recompile é um jogo frustrante, demasiado preso a más decisões de design e a uma repetição de puzzles e ações que prejudicam esta experiência pós-Tron.

A Phigames identifica Recompile como um metroidvania 3D e as bases estão lá. Ao longo da campanha temos à nossa disposição várias habilidades e opções de combate que nos permitem voltar atrás e encontras novos caminhos e segredos em zonas anteriormente visitadas. Com um HUB central, Recompile constrói-se ao longo de biomas que simulam os vários componentes digitais de uma IA descontrolada, mas esta aposta num ambiente virtual, muito marcado pela arte em ASCII, cria um mundo desinteressante, raramente pontuado por cor, onde não existe uma clara direção e sentido de orientação no design dos seus níveis. Ao fim de umas horas sentimos que estamos a repetir zonas e desafios sem termos noção do espaço à nossa volta.

Esta desorientação constante, proveniente da arte e do level design, é o primeiro prego no caixão de Recompile, com o sistema de combate a assumir-se como o factor decisivo para a vossa experiência com este metroidvania. A personagem é fácil de controlar e existe uma certa fluidez na sua movimentação, mas o combate nunca é satisfatório, mantendo-se demasiado restrito a um conjunto de ataques insatisfatórios – que podemos evoluir ao longo da campanha – que prejudicam o ritmo dos confrontos. A personagem perde a sua destreza em combate, com o jogo a obrigar-nos a apontar sempre que quisermos disparar, constringindo a nossa visão e a sensibilidade da mira. Com ataques insatisfatórios, muito prejudicados pela banda sonora e pela falta de impacto, junta-se a presença de inimigos demasiado rápidos, pouco imaginativos e de fraquezas pouco claras que interrompem constantemente o progresso. Recompile é um jogo com picos de dificuldade não justificados pelo seu design.

O meu tempo com Recompile foi composto por um misto de esperança e irritação profunda, terminando a minha experiência num campo mais negativo. Este não é o metroidvania que procurava. Apesar de apreciar a aposta num mundo virtual, a sua paleta de cores quase inexistente, a profundidade prejudicada pelo design dos níveis – onde nem sempre conseguimos ter uma noção espacial que nos permita navegar certas plataformas – deram origem a uma campanha que só se consegue destacar pelos seus problemas. Ainda não é desta que temos um excelente regresso ao mundo dos bits e bytes.

Nota: Mau

Disponível para: PC, Xbox Series X|S e Playstation 5
Jogado na PlayStation 5
Cópia para análise cedida pela Future Friends

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