Análise – Razer Thresher Ultimate 7.1 Wireless: Som sem fios para todos os jogos

Dedicada a periféricos para jogadores, a Razer tem também um segmento orientado para auscultadores, onde se destacam os modelos sem fios pela liberdade, conforto e latência zero que oferecem.

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Anteriormente tivemos aqui os Razer ManO’War, que, apesar de no início terem deixado dúvidas, acabaram por revelar-se uma solução fantástica e altamente recomendável para quem passa muito tempo a jogar.

Agora tivemos a oportunidade de experimentar um modelo de gama superior que irá, certamente, justificar o investimento. São os Razer Thresher Ultimate 7.1 Wireless para PS4 e PC.

Se, numa primeira impressão, os ManO’War apresentavam um design que gritava gaming mas pareciam baratos a nível de materiais de construção, os Thresher Ultimate mostram-se com um design mais aprimorado que afeta, positivamente, o seu aspeto e a sua ergonomia.

Aqui o grande destaque vai para a faixa metálica maleável, que segura os auscultadores, e o seu apoio almofadado com molas que, não só garantem que os Thresher Ultimate ficam seguros na cabeça, como também são automaticamente ajustáveis a qualquer utilizador.

Novamente, temos aqui um par de auscultadores de formato aberto que apresenta mais alguns acabamentos em metal. O restante corpo é construído em plástico, para garantir que se mantém um equipamento leve, e as almofadas de cada auscultador são revestidas a couro, possuindo as dimensões perfeitas para cobrir as nossas orelhas. No entanto, é um material que poderia ser revisto, pois com algum uso e humidade é suscetível ao desgaste.

Razer Thresher Ultimate Gaming Wireless Headset
O Thresher Ultimate aparece em dois modelos. Um decorado para Xbox One e outro para PS4.

Este modelo em particular vem com acabamentos pintados de azul e branding da PlayStation, sendo, desta forma, um modelo direcionado para esses jogadores. Como seria de esperar, a Razer tem ainda um modelo equivalente dedicado à Xbox, com decorações e cores a condizer.

À semelhança dos ManO’War, temos um microfone retrátil e discreto, porta micro-USB, botões de controlo no lado direito e rodas de controlo de volume para os sons de entrada e saída. Em jeito de comparação, também estes auscultadores conseguem dobrar-se de modo a que se seja possível retirá-los e colocar confortavelmente à volta do pescoço.

Incluído na caixa do Thresher Ultimate vem ainda um excelente suporte para arrumar os auscultadores e uma base de processamento de som que serve de interface com os dispositivos que vamos usar. A grande mais valia é de não estarmos limitados a ligações USB. Nesta base, encontramos duas portas USB – uma para alimentar a base e conectar aos dispositivos e outra porta para carregar os auscultadores via USB. Por fim, temos duas fichas óticas S/PDIF, com a ligação de entrada a permitir-nos ligar diretamente a outros sistemas de som ou equipamentos compatíveis.

Devido a esta capacidade, e apesar do branding da PlayStation neste modelo de análise, foi com muita surpresa que pudemos usar os Thresher Ultimate na Xbox One, ligando diretamente à sua saída ótica, o que revela ser uma excelente opção para quem possui ambas as plataformas, independentemente do branding associado.

A nível de som, os Thresher Ultimate comportam-se como esperado para um equipamento do género. É simplesmente bom. Há uma excelente distinção e clareza nos sons, os baixos são encorpados e o uso do sistema 7.1, apesar de virtual, é exímio, especialmente se a fonte sonora estiver preparada para esse efeito. É particularmente eficaz em videojogos em que o sexto sentido pode fornecer alguma vantagem, como por exemplo em jogos de terror, tiros ou carros, onde é importante saber de onde vem a direção dos diversos sons.

Apesar de serem uns auscultadores abertos, o isolamento é bastante bom e o volume no máximo é bastante satisfatório sem causar ruídos extra.

Um aspeto bastante desapontante é o processamento Dolby Digital, que pode ser ativo a partir da base. No nossa opinião, não é recomendável de usar. Com este modo ativo, o volume aumenta drasticamente, particularmente com um aumento a nível dos médios que acaba por regular o som de forma estranha, retirando a capacidade de sdistinguir sons ou de reconhecer a sua fonte em situações em que o surround é usado.

Para quem pretende usar o microfone para chat ou até gravar, por exemplo, um podcast, vão ficar muito bem servidos. O microfone do Thresher Ultimate é sensível o suficiente até metade do volume e faz um tratamento de ruído impecável.

Os Thresher Ultimate utilizam tecnologia sem fios por radio frequência de 2.4GHz, que lhe confere latência zero, ou seja, o que acontece no ecrã é ouvido de imediato nos nossos ouvidos. Em situação alguma estes auscultadores apresentaram quebras ou atrasos.

O alcance sem fios é melhor do que se previa. A Razer promete um alcance de 12 metros, mas, em utilização regular, foi possível andar em diferentes divisões para lá desse valor até o sinal começar a dar falhas.

A duração de bateria também é bastante elevada, o que permite a sua utilização durante longas sessões de jogo. Por outro lado, o carregamento até 100% dura imenso tempo, o que pode ser um inconveniente, especialmente quando o aviso de bateria fraca só surge muito perto de esgotar.

Os Razer Thresher Ultimate 7.1 são altamente recomendados para utilizadores que joguem em diferentes equipamentos e que procuram uma boa qualidade de som com a liberdade sem fios. Estão, sem dúvida, num patamar acima dos Razer ManO’War, e justificam o investimento para quem ainda não tenha uma solução do género.

Não é um equipamento perfeito e pode até desiludir num ou noutro pormenor, mas oferece uma experiência expectável para o que é.

Os auscultadores Razer Thresher Ultimate 7.1 Wireless para PC e PS4 (também com modelo para PC e Xbox One) estão disponíveis por um preço recomendado de 279,90€.

O equipamento foi cedido para análise pela Razer.

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