Razer Kishi V2 – O comando para smartphones obrigatório para o cloud gaming

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A Razer regressa com a sequela do Razer Kishi, a sua solução obrigatória para esta nova geração de videojogos que podem ser jogados em todo o lado.

Para além das experiências de jogos móveis nativos terem ganho cada vez mais espaço na indústria e a atenção dos jogadores, o cloud gaming é a nova febre, impulsionada por empresas como a Google, NVIDIA e Microsoft, que pretendem entregar uma experiência de consola tradicional em qualquer lugar, a qualquer hora, pelo ecrã do nosso smartphone.

Apesar dos esforços de serviços como o Xbox Game Pass em entregarem experiências curadas e otimizadas que convertem jogos com controlos mais tradicionais aos controlos táteis dos dispositivos móveis, é sempre melhor ter botões, gatilhos e analógicos físicos para a maioria dos jogos. E é assim que entram em jogo marcas como a Razer e os seus controladores especiais.

Depois de uma experiência quase exclusiva ao Razer Phone, com Junglecat, e de outra um pouco mais expansiva com o Razer Kishi, o Razer Kishi V2 surge maioritariamente para aumentar a compatibilidade com mais dispositivos, ao mesmo tempo que apresenta algumas alterações positivas e uma menos positiva, que o torna mais numa alternativa ao modelo anterior do que propriamente um upgrade.

Lançado no início deste mês, o Razer Kishi V2 chega primeiro aos dispositivos Android e, mais para o final do ano, aos dispositivos Apple, ou iPhones para ser mais preciso. Tal como os outros exemplos, é um periférico para smartphones com a promessa de os transformar numa consola portátil, oferecendo ergonomia e controlos de comandos mais tradicionais, aproximando a experiência de jogo ao que temos atualmente numa Nintendo Switch em modo portátil ou numa Steam Deck.

A questão da ergonomia é onde senti o maior salto do Razer Kishi para o Razer Kishi V2. Apesar de um design bastante semelhante, é extremamente confortável de agarrar e abraçar com as mãos, embora possa parecer um pouco pequeno para quem tem as mãos maiores. Contudo, a distância entre os botões é a ideal: os gatilhos estão bem posicionados, os dois botões de ombro extra estão no melhor sítio possível – acessíveis com as pontas dos indicadores – e o padrão traseiro antiderrapante reforça o sentimento segurança.

Com uma maior compatibilidade entre dispositivos, graças à sua ranhura maior e dois pequenos adaptadores de borracha opcionais, a qualidade de construção recebeu, também, uma atualização com materiais mais rígidos e aparentemente resistentes, com uma menor sensação de plástico barato. Os botões contam com microswitches da Razer que, para além de mais imediatos, dão o feedback certo ao clicar; os analógicos, apesar de pequenos, aparentam ser mais robustos; o seu D-Pad é bastante satisfatório de se usar; e temos ainda quatro botões de comandos e menus espalhados de forma um pouco aleatória, algo que honestamente me fez alguma confusão.

Do lado direito, mesmo cá em baixo, temos um botão de menu e outro de acesso à Razer Nexus, a nova aplicação/hub de jogos. Já do lado esquerdo o botão de “select” e de captura de imagem e vídeo, uma novidade, mas já separados pelo D-Pad. A sua disposição aleatória e contrária ao que encontramos na maioria dos comandos – nomeadamente os da Xbox e PlayStation, que os colocam no topo e são de fácil identificação – não é, de todo, a mais intuitiva, e a memória muscular leva-nos frequentemente a carregar onde não devemos. Felizmente, é uma curva de aprendizagem menor, e a experiência que temos cumpre a promessa de um bom comando.

Jogar títulos de corridas, shooters ou jogos de ação não é apenas uma mera possibilidade experimental – é algo que se pode tornar num hobby. Graças aos serviços de streaming Google Stadia, GeForce Now ou Xbox Cloud Gaming, sair do sofá e jogar “como na consola” no jardim é uma realidade. É fácil e intuitivo. Até porque a utilização do Razer Kishi V2 é do mais plug and play possível, sem necessidade de instalar o que quer que seja para começar a usar. E temos ainda uma porta USB-C no próprio corpo do comando para que, em momentos de urgência, possamos jogar enquanto carregamos o nosso smartphone.

Uma das maiores alterações de design afeta a versatilidade do Razer Kishi. Ainda que a primeira versão causasse alguma estranheza com a sua banda elástica, essa parecia ser uma solução bastante inteligente no que toca à mobilidade. Depois de usar, bastava fechar e colocar no bolso ou na mala, ocupando o menor espaço possível. Com o Razer Kishi V2, o mesmo não é possível. Isto porque contamos agora com um design rígido, apresentando-se sempre aberto e, com isso, torna-se inconveniente de transportar. Uma mudança compreensível que confere uma maior robustez, mas desapontante para o verdadeiro jogador on-the-go.

Apesar das minhas críticas ao Razer Kishi V2, esta é mais uma excelente solução para os jogadores de jogos móveis mais dedicados, mas imperdível para quem procura as vantagens do cloud gaming. A promessa de jogos de consola em qualquer lugar é cumprida com um produto robusto, confortável e fácil de usar, agora compatível com a maioria dos smartphones modernos.

Em conjunto com o Razer Kishi V2, a Razer lançou a tal aplicação Razer Nexus. Não é de uso obrigatório, nem é exclusivo ao Razer Kishi V2. Mas é uma ferramenta interessante apesar da sua simplicidade. É nela que podemos fazer o remapeamento dos botões do Razer Kishi V2. E é nela que podemos concentrar todos os jogos e aplicações de jogos, num hub fácil de aceder, que dá também a oportunidade de conhecer centenas de experiências jogáveis, num mural de jogos da loja da Google, devidamente separado por estilos de jogo. Mesmo sem Razer Kishi V2, fica o convite para experimentarem a aplicação disponível aqui.

Quanto ao Razer Kishi V2, este já está disponível, para já apenas em Android, por 119,99€.

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Este dispositivo foi cedido para análise pela Razer.

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