Análise – Razer Basilisk X Hyperspeed

Despido de extras desnecessários, o Basilisk X Hyperspeed é fantástico no que importa.

Razer Basilisk X Hyperspeed

Depois de experimentar o Razer Basilisk Ultimate e o Razer Basilisk V2, só faltava mesmo colocar as mãos no Razer Basilisk X Hyperspeed, um modelo da mais recente linha Basilisk que não só é o modelo de entrada, como é também uma solução de destaque entre os três.

Sem fios, sem Chroma e basicamente sem compromissos, o Razer Basilisk X Hyperspeed é, numa primeira impressão, um produto simples, cheio de potencial e bem mais versátil do que eu estava inicialmente à espera. Confesso que me precipitei quando, na minha análise anterior ao Razer Basilisk V2, referi que esse seria objetivamente melhor. Não é propriamente melhor, é simplesmente diferente.

Esta nova aposta mais simplificada e barata tem os seus destaques, pois as suas funcionalidades são ótimas. Aqui já temos os switches mecânicos nos botões de clique, um sensor ótico 5G, 16 mil DPI, memória interna de perfis e seis botões personalizados.

Este é, para todos os efeitos, um rato de gaming, algo que é refletido no seu design moderno, que é basicamente o mesmo dos restantes Basilisk, incluindo até o apoio para o polegar, onde funcionalmente não temos apenas o ajuste da roda do scroll e o pequeno gatilho personalizável. Mas no meio de funcionalidades retiradas, temos um rato tecnicamente completo e com características quase tão boas como o Basilisk V2 e algo mais.

Não me apercebi do potencial deste rato até o experimentar. O Razer Basilisk X é uma solução sem fios, logo aí temos um nível de liberdade enorme, e a Razer soube aproveitar oportunidades onde normalmente há falhas. Comecemos pela sua bateria, ou neste caso a não existência de uma, garantido que nunca teremos problemas caso a bateria perca força ou ganhe algum defeito ao longo do tempo. O Razer Basilisk X usa uma pilha AA, escondida por uma tampa magnética, que nos dá a opção de usar ou reusar pilhas carregáveis.

E se estão preocupados com a possibilidade de terem que andar sempre com uma pilha extra no bolso, não se preocupem. O tempo útil de vida, segundo a Razer, atinge as 450 horas, ou seja, quase 19 dias de utilização contínua, o que é positivamente absurdo.

Mas o grande destaque do Razer Basilisk X está no tipo de ligações que o utilizador pode escolher. Este é um rato Bluetooth que funciona sem qualquer problema com qualquer equipamento, sendo até compatível, imaginem só, smartphones, onde é possível tirar partido dos vários níveis de DPI e perfis on-board.

Uma vez que este é um rato dedicado a jogadores, há um segundo tipo de ligação disponível, o Hyperspeed, que promete um desempenho 25% mais rápido e estável que uma ligação convencional e mais protegida de eventuais ruídos e frequências de outras ligações Bluetooth e Wi-Fi que possam existir em redor.

Para tirar partido do Hyperspeed, o Razer Basilisk X inclui um pequeno dongle USB, também muito simples de usar em qualquer equipamento compatível.

Foi com esta versatilidade que percebi que o Razer Basilisk X tem uma razão de existir, mesmo havendo outros modelos na mesma linha. O Razer Basilisk X é um rato para o jogador em movimento e até para aquele que está constantemente a mudar de máquina. Durante o meu tempo com o Razer Basilisk X andava constantemente a saltitar entre a torre e um Surface Pro 7, pelo que bastava-me mudar o interruptor para trocar a sincronização do dispositivo. Num usava o Hyperspeed e, noutro, o Bluetooth.

Com o mercado gaming em ascensão em dispositivos móveis e até com as apostas de streaming a facilitarem o jogo em equipamentos mais modestos e móveis, o Razer Basilisk X é uma excelente aposta para quem quer algo preciso e versátil. Despido de alguns extras desnecessários, mas eficaz onde conta, por 69,99€ o Razer Basilisk X Hyperspeed é incrível.

Nota: Muito Bom - Recomendado

Este dispositivo foi cedido para análise pela Razer.

Sigam-nos

10,851FansCurti
4,064SeguidoresSeguir
632SeguidoresSeguir

Relacionados

- Publicidade -
- Publicidade -

Mais Recentes

Crítica – On the Rocks

On the Rocks não parece um filme, mas sim uma história real com pessoas reais… pelo menos até ao terceiro ato.