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Análise – Nioh 2

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A Koei Tecmo e a Team Ninja trazem-nos aquele que é o grande exclusivo PlayStation 4 do mês. Nioh 2 é a sequela do RPG de ação lançado em 2017, que, apesar das suas novidades, é também uma prequela aos eventos do primeiro jogo.

Com a história a decorrer cerca de meio século antes dos eventos de Nioh, a sua sequela leva-nos de novo até à versão alternativa e fantástica do Japão medieval, durante o período Sengoku, onde humanos e demónios grotescos, conhecidos como Yokai, partilham o mundo e diversos conflitos.

Tal como já tínhamos visto durante a nossa antevisão e, mais recentemente, nas betas lançadas pela produtora, Nioh 2 aposta na personalização. Podendo escolher entre uma personagem feminina ou masculina, o nosso objetivo no jogo é o de sobreviver num Japão marcado pela guerra e carregado de confrontos, de modo a tornar-nos no seu “segundo grande unificador”.

Mas a história de Nioh 2, contada maioritariamente por cinemáticas extremamente bem realizadas e muito over-the-top, passa rapidamente para segundo plano e serve apenas de pano de fundo para o mundo que nos é apresentado no ecrã. Nioh 2 não é, definitivamente, um jogo para se jogar pela história, mas pelo “prazer” de ultrapassar os seus obstáculos.

“Prazer” vem entre aspas e não é por acaso, pois Nioh 2, dentro do género de RPGs de ação para sadomasoquistas – popularizado pelos jogos da From Software –, é provavelmente um dos jogos mais difíceis do género, tal como já era o seu antecessor. Durante a minha experiência com Nioh 2, foram muitas as horas passadas nas primeiras regiões e bloqueios que me fizeram sair furioso do jogo. Mas Nioh 2 é mesmo isto, porque cada vitória, depois de algum sofrimento, acabava sempre por ser deliciosa.

No entanto, temo que a dificuldade de Nioh 2 possa ser algo exagerada, ao ponto de se poder tornar rapidamente numa enorme frustração para muitos jogadores, não pela sua dificuldade em si, mas pela quantidade de mecânicas e formas de lutar que o jogo nos dá logo de início.

Com foco na ação rápida e precisa, onde pequenos toques podem ser mortais, Nioh 2 foca-se na estratégia e na experimentação de armas, na postura da personagem, no uso de itens e muito mais. Durante os combates, temos acesso a atalhos que nos alteram a postura e abrem um leque de novos movimentos às armas que levamos connosco, desbloqueando em tempo real, em frações de segundo, novos ataques que podem ser a nossa salvação.

Nioh 2

Ao mesmo tempo, o jogo chama-nos à atenção para várias barras como o Ki, que serve de stamina e pode ser recuperado em combate, estendendo o seu consumo; as barras de energia dos inimigos, os seus staggers e, claro, temos de ter atenção aos seus movimentos e ataques.

Tudo somado, Nioh 2 é caótico de combate para combate e requer toda a nossa atenção. São poucos os jogos em que tenho que me mentalizar que estou naquele mundo e que a minha morte pode “doer”. Em jogo não está só a morte da nossa personagem naquele momento, mas também todo um progresso desde o último save, onde tudo foi acumulado. Mesmo os confrontos mais pequenos requerem o máximo de atenção, porque um ataque especial ou um counter perfeito pode ser a diferença entre a vitória e a derrota.

A progressão da nossa jornada e a navegação em Nioh 2 faz-se por níveis lineares e quase claustrofóbicos, por onde também vamos abrindo atalhos e descobrindo segredos, um pouco ao estilo de um metroidvania. Em áreas mais largas podemos escolher caminhos alternativos para contornar certos inimigos e algumas delas servem de campos de batalha para bosses e mini-bosses que, por vezes, nos dão mais tempo para respirar e mover livremente. E isto é ótimo para podermos fazer uma leitura mais calma dos padrões dos inimigos e criar uma estratégia para os derrotar de forma eficaz.

Ainda assim, os bosses que encontrei consumiram-me e quebraram-me. Obrigaram-me a repetir áreas para evoluir a minha personagem, a explorar o Dojo várias vezes, a mudar de armas e setups e até a “relaxar” com a ajuda de summons que podem não só lutar ao nosso lado e ajudar-nos nas batalhas, como até contra nós, de forma a treinarmos e a resgatarmos o seu delicioso loot. A dificuldade dos bosses surge, não só da nossa disposição para com o jogo, mas também pela ansiedade que eles provocam, com as suas dimensões e formas grotescas, alguns deles mesmo de arrepiar, que se apresentam imponentes e com animações fantásticas.

Em combate, temos uma das novidades mecânicas de Nioh 2: as habilidades Yokai da nossa personagem, meio humana/meio demónio. Com os poderes dos Yokai, temos sempre um trunfo ao nosso lado que pode ser usado para fazer contra-ataques, visitar o Yokai Realm e realizar ataques poderosos com a nossa transformação.

Nioh 2

Os Yokai, que também podem ser personalizados, são capazes de mudar o rumo das batalhas. No entanto, esta adição, se não for bem treinada, pode tornar-se complicada e ativada acidentalmente dada a quantidade de combinações em uso, além de todas as outras componentes a ter em conta durante os combates.

Todas estas mecânicas e formas de jogar surgem logo de início no jogo e, embora Nioh 2 conte com o seu nível de progressão, com o desbloqueio de novos ataques, armas e armaduras que podem ser comprados e evoluídos nos vários checkpoints, o leque de opções iniciais, aliada à extrema dificuldade do jogo, faz-nos questionar regularmente: “estamos a jogar bem?

Mesmo a cada vitória e combate ultrapassado, senti que não estava a jogar da maneira correta e, ao usar o meu setup e armas favoritas (ou as que considerava mais eficazes), a dúvida permanecia como se faltasse um item ou uma estratégia capaz de melhorar a minha experiência.

Nioh 2 não é, certamente, para fracos, e requer muita resiliência, treino e vontade. É rápido, é feroz, é brutal e conta com um dos sistemas de combate mais complexos e profundos dentro do género. É perfeito para quem adora um bom desafio e, se calhar, para quem não pretende jogar mais nada até ao final desta geração.

Nioh 2 ataca a PlayStation 4 dia 13 de março.

Nota: Bom

Plataforma: PlayStation 4
Este jogo foi cedido para análise pela PlayStation Portugal.

Numa palavra, Nioh 2 é Brutal. Com uma jogabilidade complexa e profunda, Nioh 2 promete deixar até os jogadores mais dedicados com os cabelos no ar, com os seus combates ferozes e implacáveis.

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