MXGP 21 – O salto para a nova geração continua por ser dado

MXGP 20 não tinha surpreendido, despenalizado apenas pelo facto de a Playstation 5 ter sido lançada umas semanas antes. Este ano não há desculpas, mas MXGP continua aquém das expectativas.

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O jogo oficial do campeonato mundial de motocross está de regresso e as promessas vão um pouco além do que o jogo realmente oferece. Após algumas horas de jogo, com as quais já vou relativamente avançado no modo carreira, cheguei a algumas conclusões, mas vou começar por referir o que há de novo e o conteúdo do jogo.

Basicamente, MXGP 21 é composto por modos de Quick Play, Modo Carreira, Playground e Multiplayer. A minha preferência recai sempre sobre Time Attack em Quick Play, para ficar a conhecer os circuitos e o comportamento da mota nos mesmos, e o modo de carreira, para ter algum seguimento no que toca a competição. Este ano, o Playground foi redesenhado e foram mantidas quatro pistas legacy dos jogos anteriores por serem consideradas lendárias, entre as quais Ottobiano (Itália), Ernée (França), Leon (México) e, claro, Águeda (Portugal). Somando a isto temos o track editor, que agora conta com quatro cenários distintos (enquanto no anterior só existia um), o que acaba por permitir uma maior diversidade no que toca à construção das pistas.

Como já havia referido na análise de MXGP 20, na minha terra natal o motocross faz parte da cultura popular, porque uma das pistas do circuito mundial está localizada em Águeda (a única em Portugal), logo acabo por já saber uma coisa ou outra sobre muito o que envolve este desporto motorizado. Se calhar, por culpa disso, coloco sempre algumas expectativas neste franchise, e por norma acabo sempre desapontado.

Os gráficos continuam com nota positiva no que toca à complexidade e detalhe das pistas e das motas, mas continuam a falhar nos pilotos, que surgem com cores berrantes e fracos contrastes e realismo de texturas. Para além disso, a interação da mota e pilotos (nas quedas) com a pista continua aquém da realidade de outros jogos sobre duas rodas. Considero que tenham havido algumas melhorias, principalmente na memória da pista face aos trilhos deixados pelas motas, mas o comportamento dos terrenos continua a não ser 100% fiel à realidade. Um bom exemplo disso? O piso não é sólido e há sobreposição gráfica.

A jogabilidade continua a captar o essencial para fazer desde jogo um exercício divertido e desafiante. Mesmo sabendo que a condução se baseia um modelo arcade como base, considero que MXGP 21 consegue tornar as coisas mais híbridas quando comparado com o seu antecessor, dando uma maior sensação de realismo. Falta ainda é a diferença dos terrenos fazer-se notar no comportamento da mota e na vibração do DualSense, mas de todos os males, este é o menor.

Contudo, a diversão tem limites quando o conteúdo competitivo é reduzido. Por culpa da falta de popularidade da franquia e também pela escassez de Playstation 5 no mercado, o modo multiplayer muitas vezes não tem jogadores ativos. Somando a isto um modo de carreira paupérrimo sem sentido de imersão nenhum (como já se tinha verificado no capítulo anterior do jogo), é fácil acabar cansado caso não haja um amor inabalável para com o motocross.

Não há muito mais a falar, visto que as novidades de personalização não são realmente algo que mereça muito tempo de antena e, como tal, concluo a minha análise aconselhando a compra deste jogo apenas se forem fãs de motocross em concreto. Até porque dentro de jogos sob duas rodas em terra, Supercross continua a ser superior, nomeadamente em conteúdo oferecido.

As boas notícias são estas: pelo segundo ano consecutivo, a Milestone tem muito por onde melhorar este jogo.

Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela TNPR.

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