Análise – LG OLED UHD 4K 65E7V

Depois de experimentarmos a tecnologia UHD 4K com a LG Super UHD 55SJ850V, a LG deixou-nos brincar com uma das suas novas televisões com a tecnologia OLED, mais precisamente a OLED UHD 4K 65E7V.

Com um tamanho, quase absurdo, de 65 polegadas, ou 165 cm no sistema métrico, esta E7V é uma televisão com tecnologia OLED e faz parte do catálogo de 2017 da LG, inserindo-se num segmento de média-gama.

Esta é uma televisão supercompleta nas suas características. Para além de estarmos perante um painel UHD 4K (3840x2160px), temos ainda o suporte de várias tecnologias HDR, como o Dolby Vision e HDR Avançado da Technicolor.

Mas antes de comentarmos a qualidade de imagem, vamos virar as nossas atenções para o aspeto, até porque foi a primeira coisa que fizemos quando a tirámos da caixa.

lg e7v

A E7V é uma televisão bonita, com um aspeto maduro, agressivo. Contém linhas retas, na sua base, e um painel bastante fino. Estamos a falar de um ecrã cuja espessura é apenas de 7 mm no topo, sendo que a sua base, onde encontramos as entradas e componentes, aumenta para os 60 mm. De frente, somos também presenteados com um painel quase sem moldura. De realçar que, apesar da sua finura, a E7V apresenta-se com uma qualidade de construção impecável, bem resistente e forte.

Na sua base, temos uma barra de som da própria LG, algo que nos deixou um estranho sentimento, uma vez que esperávamos voltar a encontrar um selo da Harman Kardon num equipamento com esta qualidade. A sua aparência é discreta, com o aspeto de uma grelha que se estende ao longo do corpo da TV, encaixando na perfeição na parte inferior do painel.

A E7V tem as dimensões perfeitas para as salas mais espaçosas, especialmente se tiverem o vosso sofá a mais de dois metros e meio de distância. Assim que se ligou a E7V e metemos um Blu-Ray no nosso leitor, a experiência visual tornou-se muito parecida à de uma projeção no que toca a dimensões, mas com uma qualidade bastante superior.

Não é, de todo, um substituto da experiência de uma ida ao cinema, mas ficámos apaixonados com a qualidade de imagem da E7V, até nas definições de defeito. É certo que corremos logo para os menus para desligar os modos de movimentos fluidos, sendo que, a partir daí, foi um jogo de calibrações até encontrar as definições perfeitas.

Convém referir que, tal como os vários modos já pré-definidos que existem para diferentes fins, também o utilizador terá de ajustar os modos manuais, dependendo, sempre, da utilização que se pretende dar, seja para ver desporto, filmes, videojogos, entre outros. No entanto, podemos dizer que ficámos extremamente impressionados com as definições de defeito, que, com o conteúdo certo, fomos capazes de experimentar as melhores tecnologias desta televisão.

Tal como na SJ850V, o ajuste da qualidade de imagem, feito a partir dos menus, deixa-nos manipular quase tudo. Contraste, brilho, intensidade de cor, balanço de branco, nível de HDR, etc. A grande diferença aqui é que estamos perante uma televisão que permite não só gamas de valores maiores, especialmente nas cores e nível de cinzas, mas também resultados que aproximam-se o mais próximo possível do desejável.

Dos conteúdos visualizados, foram dois os momentos em que a E7V mostrou justificar o seu valor. O primeiro com a remasterização 4K do filme Blade Runner: The Final Cut, onde a palete de cores foi ajustada ao standard contemporâneo, e os visuais apresentaram-se os mais detalhados possíveis. Foi uma experiência absurda, no bom sentido, uma vez que o filme tem imensos momentos de efeitos especiais práticos, e que, apesar de fantásticos, nunca foram tão palpáveis e reais.

O outro momento foi com o jogo Uncharted: The Lost Legacy, onde a tecnologia OLED, em conjunto com o HDR, mostraram ser as tecnologias a ter debaixo de olho quando pensarem em comprar uma televisão. Foi especificamente durante o loading do jogo, onde um pequeno medalhão rodava no ecrã, que deu para perceber o potencial deste painel, em que tudo à volta era negro e os pixeis individuais simplesmente desligavam, deixando a imagem em movimento a flutuar no ar, quase como um holograma tridimensional.

Estes pormenores acabam por ter um impacto incrível durante o visionamento dos conteúdos e não há palavras para gabar mais a incrível experiência que é usar a E7V.

LG E7V Detalhe2 1

Não tão espetacular, mas ainda bastante competente, é a qualidade do som. O sistema 4.2 proprietário da LG tem 60W de amplificação e é capaz de debitar um som competente e suficiente para substituir uma soundbar mais modesta.

A separação stereo é bastante boa e percetiva, tendo ainda um sistema surround virtual que tira partido da tecnologia Dolby Atmos, introduzida neste modelo. Este modo foi especialmente útil em videojogos com definições preparadas para esta tecnologia, com todos os sons a sair distintos, parecendo, ainda, que vinham de sítios diferentes.

De volta temos o WebOS 3.5 e o Magic Remote com os atalhos da Netflix e Amazon Video. O método de funcionamento é semelhante ao da SJ850V e continua mais intuitivo do que nunca. Depois de usarmos o Magic Remote, nenhuma outra TV consegue equiparar-se a esta oferta da LG, até porque, ao usar outras televisões, acabámos a gesticular os braços à espera que aparecesse um indicador.

A E7V é, de facto, uma televisão bonita com um design fantástico. É fina, é grande, mas, devido ao seu tamanho ajustado ao seu design, a sua utilização física é quase frustrante.

É verdade que televisões destas são de montar e deixar ficar no seu canto, mas os seus 23.1kgs, mais os seus 1.5 metros de largura, e a falta de uma base rotativa, torna difícil o seu manuseamento. Especialmente se quisermos gerir as entradas e saídas da televisão, que se encontram longe das suas bordas.

Demos por nós a esticar-nos imenso e colocarmo-nos em posições duvidosas só para ligar um disco, uma pen ou uma cabo HDMI. As conexões traseiras e laterais encontram-se demasiado para o meio do corpo. E se tiverem uma TV destas num local mais condicionado em espaço, vão sempre necessitar de duas pessoas para ligar ou desligar seja o que for.

A OLED UHD 4K 65E7V é uma televisão maravilhosa. Apesar de ser média-gama, é daqueles equipamentos que se colocam na categoria “o melhor que o dinheiro pode comprar”. E quem a adquirir não irá ficar desiludido. A E7V faz tudo o que uma TV deve fazer, e, por vezes, o impensável (não, não tira cafés). A qualidade de imagem é incrível em diferentes tipos de conteúdos, tem suporte para quase todo o tipo de tecnologias contemporâneas e é também bastante bonita.

A OLED UHD 4K 65E7V já se encontra à venda nas superfícies comerciais do costume, por um preço recomendado de 5999,99€.

nota 4

O equipamento foi cedido para análise pela LG Portugal.

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